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Tudo sobre Boa Safra Sementes (SOJA3): conheça a empresa e saiba se vale investir no setor

Tudo sobre Boa Safra Sementes (SOJA3): conheça a empresa e saiba se vale investir no setor

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

03 Ago 2022 às 16:39 · Última atualização: 04 Ago 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

03 Ago 2022 às 16:39 · 6 min leitura
Última atualização: 04 Ago 2022

foto de plantação de soja

Reprodução/Pixabay

A Boa Safra Sementes (SOJA3) é líder na produção de sementes de soja no Brasil. Possui capacidade produtiva de 3,1 milhões de sacas por ano, com um portfólio de 48 variedades adequadas a distintos cenários de clima e solo.

Siga no texto para conhecer um pouco mais sobre a empresa.

História da Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra (SOJA3) surgiu em 2009, pelas mãos de Marino e Camila Colpo, e começou a ter larga escala. Passou de uma folha de cerca de R$ 30 milhões para uma receita de R$ 600 milhões em 2020.A história é recente, mas os bons números mostram uma capacidade de se comprometer com a excelência. Em pouco tempo como uma fornecedora de grande escala, a empresa já alcançou o topo do setor no país.

Isso foi possível devido à organização para se tornar escalável, usando modelos que integram produtores regionais. Isso evitou gastos com áreas de plantio e possibilitou um crescimento rápido e orgânico.

Atualmente, a empresa é representada em 70% do território brasileiro, com cinco Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. Além disso, planeja abrir mais cinco unidades, sendo uma na Bahia, uma no Mato Grosso, e três em regiões distintas das UBSs existentes.

IPO em 2021

Em abril de 2021, sua oferta inicial de ações na bolsa de valores (IPO) levantou R$ 460 milhões em uma oferta totalmente primária e focada em acelerar seu plano de expansão. Atualmente, a empresa tem atuação em 70% dos estados brasileiros.

Os principais acionistas são os fundadores da Boa Safra, Marino Colpo e Camila Colpo, que também atuam como Diretor Presidente e Presidente do Conselho, respectivamente.

A HIX Capital investiu R$ 100 milhões no IPO e atuou como âncora, recebendo opções de compra e o direito de indicar Júlio Piza para o cargo de conselheiro.

A Truxt Investimentos atua somente como um sócio, detendo participação acionária significativa, mas com foco especulativo.

A estrutura acionária é concentrada nos fundadores e uma maior dispersão seria benéfica para a empresa.

Por que investir em soja?

A soja é um produto versátil, que pode ser usado na indústria alimentícia, como ração animal, para a produção de tintas, plásticos e cosméticos. Como ela é uma fonte de proteína de baixo custo, 75% do seu consumo mundial se dá na forma de farelo para a alimentação de gado. 

Os quatro países com destaque no mercado de soja são Brasil, Estados Unidos, Argentina e China. Enquanto Brasil, EUA e Argentina são responsáveis pela maior parte da produção mundial, a China é o maior consumidor mundial.

Uma vez que a China é o maior importador mundial, o preço da commodity é fortemente influenciado pelo seu consumo. Primeiramente, o país tem enorme e crescente rebanho de gado para a alimentação da população local, mas não tem capacidade de produzir soja suficiente para estes. Além disso, conta com grande infraestrutura de processamento para a produção de farelo e óleo internamente.

foto de soja

Demanda por alimentos só cresce

A tese de crescimento para a empresa se baseia no fato de que a produção mundial de alimentos precisará aumentar nos próximos anos para acompanhar o crescimento populacional e o aumento no padrão de consumo. 

Para isso, o agronegócio precisará ampliar a produtividade e a área plantada, demandando insumos de melhor qualidade.

No longo prazo, algumas tendências serão responsáveis pelo aumento do consumo mundial de soja. Entre elas, o aumento da população mundial e o crescimento da classe média dos países em desenvolvimento, como China e Índia.

O aumento da classe média gera um excedente financeiro entre a população. Isso leva a uma mudança de hábitos de consumo, entre eles uma maior disposição para comprar alimentos em maior quantidade e de maior valor agregado.

Nesses ciclos, um dos produtos mais beneficiados são as carnes. Com o aumento dos rebanhos, a demanda por rações animais também cresce, e essas são feitas principalmente de soja e milho.

Realidade do mercado brasileiro

O mercado onde a Boa Safra atua é caracterizado por:

  • concorrência fragmentada;
  • predominância de pequenas e médias empresas;
  • informalidade;
  • presença limitada de empresas internacionais.

Em comparação aos EUA, no Brasil ainda há muitas empresas de pequeno e médio porte, com pouca capacidade para escalar a sua produção, baixa eficiência operacional, sem uma marca forte e que não conseguem agregar valor ao seu produto por causa da falta de tratamento industrial ou armazenagem em câmaras frias.

Além disso, poucas têm sistemas de controle de produção, balanços auditados e possuem foco único na produção de sementes.

Plano de expansão da empresa para triplicar a capacidade produtiva até 2026

O plano de expansão da Boa Safra conta com a abertura de cinco novas unidades de beneficiamento de sementes e ampliação de sua atuação para outros estados.

Além disso, a empresa pretende abrir centros de distribuição nas maiores áreas produtoras de soja para facilitar o escoamento e trazer comodidade ao produtor.

O plano contempla:

  • expansão das unidades de beneficiamento de sementes (UBS) existentes;
  • abertura de cinco UBSs e novos centros de distribuição (CD);
  • aumento no uso do tratamento de sementes industrial (TSI);
  • aumento da concessão de crédito para os produtores.

Espera-se que a expansão seja feita de forma orgânica, já que o cenário não é propício para M&As.

Último balanço Boa Safra

A Boa Safra divulga seu balanço referente ao segundo trimestre de 2022 no dia 15 de agosto.

No último balanço, do 1TRI22, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 7 milhões, ante prejuízo de R$ 2,8 milhões um ano antes.

O Ebitda foi negativo em R$ 16,3 milhões, contra R$ 145 mil negativos no mesmo período de 2021.

Desempenho das ações

Do início de 2022 até 3 de agosto, as ações da Boa Safra apresentaram queda de 30,30%, indo de R$ 15,61 para R$ 10,88.

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