Um dos acionistas controladores da Vivara (VIVA3) vendeu hoje 3% da empresa num block trade que movimentou R$ 150 milhões – o equivalente a seis dias de negociação do papel. A informação é do BrazilJournal.
De acordo com o portal especializado, o montante corresponde a R$ 21,66 por ação e, por conta disso, o papel VIVA3 recuava 0,60% por volta das 14h55 desta terça-feira (21), cotado a R$ 22,05.
A aquisição do ativo se deu de forma pulverizada, entre oito e dez investidores comprando o capital da empresa, e foi o Itaú BBA quem deu garantia firme e executou a transação.
O veículo destaca, ainda, que o vendedor de hoje muito provavelmente foi Marcio Kaufman – filho do fundador Nelson Kaufman e ex-CEO da companhia. Com as mudanças de outubro, Marcio passou a ter 12,25% do capital da companhia livres para a venda, e continuou com outros 2% vinculados ao acordo de acionistas. Sua irmã, Marina Kaufman, teve 0,75% do capital desvinculado do acordo, e o CEO Paulo Kruglensky, 0,2%.

Vivara (VIVA3): 4TRI22
De acordo com a EQI Research, na última semana a companhia divulgou seu balanço referente ao quarto trimestre de 2022.
“O relatório apontou resultados com crescimento da receita bruta de 16,9% na comparação anual, atingindo R$ 820,4 milhões, e as vendas-mesmas-lojas do 4T22 foram de 6,9% (lojas físicas + e-commerce)”, destacou.
E disse mais: “a Margem EBITDA ajustada alcançou 27,6% ou 2,9 p.p. acima do mesmo trimestre do ano anterior, e o lucro líquido recorrente foi de R$ 157,8 milhões com crescimento anual de 17,2%.”
O analista Luiz Cesta afirmou que o resultado é positivo, na ótica da Research, e frisou que apesar da desaceleração das vendas-mesmas-lojas, se comparado com o 3T22 a expansão da margem EBITDA demonstra capacidade de diluição de custos/despesas mesmo em um cenário onde uma parcela significativa das lojas encontra-se em estágio de maturação.
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