As empresas de locação de equipamentos pesados seguem enfrentando um ambiente operacional mais desafiador, marcado por pressão de preços em alguns segmentos e ajustes nas estruturas de capital. Ainda assim, analistas veem perspectivas positivas para o setor, destacando a capacidade de adaptação de companhias como Mills (MILS3) e Armac (ARML3) diante de um cenário macroeconômico mais exigente.
De acordo com análise da XP, as duas empresas mantêm estratégias capazes de sustentar crescimento nos próximos anos, mesmo com ventos contrários específicos. No caso da Mills, o principal desafio tem sido um ambiente de preços mais pressionado no segmento de plataformas elevatórias móveis (MEWPs). Já a Armac ainda lida com níveis de utilização abaixo do ideal e com uma estrutura de alavancagem considerada elevada.
Apesar desses obstáculos, o relatório mantém uma visão construtiva para ambas as companhias e segue apontando a Mills como sua principal escolha no setor. A empresa é vista como um “quality play”, apoiada em histórico consistente de execução, maior flexibilidade financeira e avaliação considerada atrativa. Atualmente, a ação negocia a cerca de 9 vezes o lucro estimado para 2026, abaixo do múltiplo de aproximadamente 13 vezes observado para a Armac.
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Para os analistas, a Mills deve continuar apresentando forte momentum de resultados. Mesmo diante da maior concorrência no aluguel de plataformas elevatórias, a companhia tem adotado uma estratégia defensiva baseada na extensão eficiente da vida útil de seus ativos, o que contribui para preservar margens e rentabilidade.
Outro fator que sustenta a tese de investimento é a expansão da empresa em novos segmentos, como equipamentos de linha amarela e empilhadeiras. Esses mercados possuem maior tamanho potencial e oferecem receitas mais resilientes, além de permitir a oferta de contratos combinados de locação para clientes.
Armac com sinais de recuperação
Já no caso da Armac, o banco vê sinais de recuperação após um período de reestruturação operacional. Nos últimos anos, a companhia enfrentou desafios relacionados a investimentos elevados e contratos menos rentáveis. Com o processo de reorganização praticamente concluído, as margens do negócio de locação começaram a retornar gradualmente aos níveis históricos.
A expectativa é que essa recuperação abra espaço para um novo ciclo de crescimento, impulsionado por demanda orgânica, iniciativas de expansão e uma trajetória de redução da alavancagem financeira. Caso a empresa consiga sustentar os ganhos recentes de rentabilidade, investidores podem passar a precificar perspectivas mais sólidas de crescimento.






