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Rali do Ibovespa: Chegou a hora do stock-picking

Rali do Ibovespa: Chegou a hora do stock-picking

Após o rali do Ibovespa, analistas recomendam maior seletividade e foco em empresas com fundamentos sólidos e ativos resistentes à obsolescência

O rali do Ibovespa parece ter dado uma pausa. O índice B3 encerrou a sessão desta quarta-feira (18) em queda de 0,24%, aos 186.015,48 pontos, recuando 448,82 pontos no primeiro pregão completo após o feriado de Carnaval.

Segundo relatório do Santander Research, o mercado está deixando para trás um período de forte liquidez e passa a adotar um ambiente mais criterioso, no qual as decisões de investimento são guiadas por valuation rigoroso, maior visibilidade macroeconômica e estratégias temáticas estruturais.

Entre 9 e 13 de fevereiro, a equipe de Estratégia Institucional do Santander realizou reuniões com investidores nos Estados Unidos, conhecidas como non-deal roadshow (NDR). O levantamento mostrou que o sentimento em relação ao Brasil e aos demais mercados emergentes continua construtivo, mas cada vez mais seletivo.

Apesar do rali recente, o país não é considerado caro em termos relativos, embora bancos e a Vale apresentem níveis de valuation que já refletem parte da recuperação cíclica.

Rali do Ibovespa indica momento para stock-picking

Um tema que ganhou destaque entre investidores globais foi o chamado “HALO trade” (High Assets, Low Obsolescence). O conceito privilegia empresas com ativos duráveis, difíceis de replicar e capazes de preservar valor econômico ao longo do tempo, especialmente em um mundo marcado pela inteligência artificial e rápida disrupção tecnológica.

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O Brasil se destaca como um dos mercados HALO mais fortes do mundo, oferecendo exposição a ativos resistentes à obsolescência. Setores como commodities, serviços públicos, concessões de infraestrutura, saneamento, imóveis e franquias financeiras se encaixam nesse perfil, combinando escassez de recursos, regulação e mecanismos de repasse de inflação.

Analistas do banco reforçam que, após o rali recente, o momento exige maior seletividade. Em vez de apostas generalizadas no mercado, os investidores devem focar em empresas com fundamentos sólidos e ativos estruturais, capazes de resistir a ciclos econômicos e mudanças tecnológicas, caracterizando o que eles chamam de estratégia de stock-picking.