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Petz Cobasi (AUAU3): melhora no 4TRI25 não apaga riscos no curto prazo

Petz Cobasi (AUAU3): melhora no 4TRI25 não apaga riscos no curto prazo

Grupo apresenta evolução operacional no 4TRI25, com destaque para a Cobasi, enquanto Petz ainda enfrenta desafios no B2B

O resultado da Petz Cobasi (AUAU3) no 4TRI25 mostrou uma dinâmica de melhora gradual, com crescimento de receitas e avanço operacional, embora ainda existam pontos de atenção, especialmente na rentabilidade e no canal B2B. Segundo análise da Ativa, o desempenho consolidado foi considerado sólido, com destaque para a marca Cobasi, que apresentou crescimento superior ao da Petz no período.

A receita da Petz avançou 5,6% na comparação anual, enquanto a Cobasi registrou alta de 8,3%, reforçando um desempenho mais consistente. Apesar disso, a Petz segue enfrentando pressões em segmentos específicos, o que limita uma recuperação mais robusta no curto prazo.

Desempenho operacional mostra sinais de evolução

No 4TRI25, a Petz Cobasi apresentou crescimento tanto no varejo físico quanto no digital, com avanço relevante na estratégia omnichannel. A integração entre canais segue como um dos pilares da companhia, com destaque para a alta participação das vendas digitais conectadas às lojas físicas.

O canal físico da Petz cresceu 6,3% no período, enquanto o digital avançou 12%, evidenciando uma retomada consistente do fluxo nas lojas e maior engajamento online. Já a Cobasi também manteve ritmo sólido, com crescimento de 5,8% no físico e 15,3% no digital, apoiada pela maturação das lojas e pela migração de bandeiras.

Esse movimento reforça a leitura de que o modelo omnicanal continua sendo um diferencial competitivo relevante para o grupo, sustentando crescimento mesmo em um ambiente macroeconômico ainda desafiador.

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Rentabilidade ainda exige atenção

Apesar do avanço operacional no 4TRI25, a rentabilidade segue como um ponto de atenção para a Petz Cobasi. No caso da Petz, a margem bruta ficou em 46,9%, com leve queda anual, impactada principalmente pela maior penetração do canal digital, que ainda apresenta margens menores.

Por outro lado, a margem EBITDA da Petz avançou para 9,3%, beneficiada por diluição de despesas e melhora operacional. Já a Cobasi apresentou evolução mais consistente, com margem bruta de 45,9% e EBITDA de 8,8%, impulsionada por ganhos de eficiência e controle de despesas.

Mesmo assim, efeitos não recorrentes impactaram o lucro reportado da Cobasi, que caiu na comparação anual. Ajustando esses efeitos, o lucro mostrou crescimento relevante, indicando uma base operacional mais sólida do que aparenta à primeira vista.

Lucro ajustado melhora e reduz prejuízo na Petz

Um dos destaques do 4TRI25 da Petz Cobasi foi a melhora nos resultados líquidos ajustados. A Petz reduziu significativamente seu prejuízo contábil e apresentou lucro líquido ajustado de R$ 25,9 milhões, crescimento de 15,7% na base anual.

Esse avanço foi impulsionado principalmente por melhora no resultado financeiro e menor impacto de itens não recorrentes. Ainda assim, o resultado reportado segue pressionado, refletindo desafios estruturais e custos ligados à integração com a Cobasi.

No caso da Cobasi, o lucro líquido ajustado cresceu de forma expressiva, evidenciando ganhos operacionais e maior eficiência, apesar do impacto pontual de despesas extraordinárias no trimestre.

Desafios no B2B e integração seguem no radar

Apesar da evolução observada no 4TRI25, a Petz Cobasi ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o desempenho do canal B2B da Petz, que apresentou queda significativa no período, impactando o crescimento consolidado.

Além disso, o mercado acompanha de perto os próximos passos da integração entre as duas companhias, aprovada recentemente. A expectativa é que as sinergias operacionais e comerciais tragam ganhos relevantes ao longo dos próximos anos, embora ainda haja incertezas sobre o ritmo dessa captura.

A avaliação da Ativa mantém recomendação neutra para a companhia, destacando que, apesar da melhora sequencial, ainda é necessário maior visibilidade sobre a evolução da rentabilidade e a consolidação das operações combinadas.