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Novo CFO do Nubank chama entrada nos EUA de “experimento” e limita gasto

Novo CFO do Nubank chama entrada nos EUA de “experimento” e limita gasto

Entrada nos Estados Unidos foi descrita como uma opção de compra limitada, com compromisso de teto de cerca de 100 pontos-base de impacto no índice de eficiência

O novo CFO global do Nubank (ROXO34), Rob Livingston, reuniu analistas cerca de uma semana antes da divulgação do segundo trimestre de 2026 e usou o encontro para falar de estratégia, não de números.

A leitura do Safra é de uma gestão rodando em duas velocidades: continuidade na operação atual e ambição bem maior para o destino da franquia.

Uma plataforma bancária única

A ideia central é construir, em escala, uma plataforma bancária unificada entre países, respeitando as regras locais de cada mercado. O projeto está na metade do caminho.

“Ele foi explícito ao dizer que isso significa uma suíte completa de varejo bancário, não movimentação de dinheiro entre fronteiras, onde soluções eficazes já existem”, escreveram Daniel Vaz e Rafael Nobre, analistas do Safra.

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“O contraste que ele traçou com o Revolut é revelador: banco universal, na visão dele, precisa ser profundo”, apontaram Daniel Vaz e Rafael Nobre.

EUA como aposta limitada

Livingston tratou a operação americana como experimento, com receita e risco de crédito ancorados na América Latina. O executivo comparou o mercado dos Estados Unidos ao Brasil de 2013.

“Ele reafirmou o compromisso de limitar o investimento nos Estados Unidos a menos de cerca de 100 pontos-base de impacto no índice de eficiência nos dois primeiros anos”, detalharam Daniel Vaz e Rafael Nobre, do Safra.

“O verdadeiro desafio é marketing e escala, não a concessão de crédito, área em que ele se sente confiante”, registraram Daniel Vaz e Rafael Nobre.

Sobre governança, o executivo minimizou a troca na liderança e descreveu o perfil buscado para a cadeira de CFO no Brasil: alguém que tenha atravessado ciclos de crédito locais e conheça consignado e Desenrola.

“Nada disso ainda elimina o risco de transição de curto prazo que sinalizamos: a cadeira do Brasil segue aberta”, ponderaram Daniel Vaz e Rafael Nobre, que acompanham três marcadores daqui em diante.

Além da nomeação do CFO brasileiro, o Safra observa se as safras classificadas no estágio 2 no primeiro trimestre migram para o estágio 3 e se a alíquota efetiva sobe dos 8,7% para a faixa de 15% a 20%.