O aditivo contratual para a expansão da Linha 5 Lilás do Metrô de São Paulo até o Jardim Ângela deve ser assinado nos próximos meses, segundo avaliação do Bradesco BBI. A única pendência que separa a formalização do acordo é a conclusão da estrutura de financiamento da obra — todos os demais elementos do projeto já estão definidos. A informação está em um relatório sobre a Motiva (MOTV3).
A informação foi confirmada pelo secretário de Parcerias em Investimentos de São Paulo, Rafael Benini. A obra civil será executada pelo consórcio Odebrecht-Power China, enquanto a Alstom ficará responsável pelo sistema de sinalização. A assinatura do aditivo com a ViaMobilidade — operadora da linha e controlada pela Motiva — depende exclusivamente do fechamento da modelagem financeira.
Para o Bradesco BBI, a notícia é positiva e reforça a tese de investimento na companhia. Os analistas avaliam que a Motiva tem capacidade de expandir seu portfólio justamente por meio desse tipo de aditivo em projetos que já opera — um caminho de crescimento com menor risco de execução do que a conquista de novos contratos. A formalização da expansão da Linha 5 deve ampliar a base de receitas da empresa e aumentar a previsibilidade de resultados no longo prazo.
Como é o projeto
A expansão da rede metroviária de São Paulo deve avançar rumo à zona sul com a construção de um novo trecho de aproximadamente 5 quilômetros, ampliando o alcance do transporte sobre trilhos em uma das regiões mais populosas da cidade.
O projeto prevê a implantação de duas novas estações — Estação Comendador Sant’Anna e Estação Jardim Ângela — conectando áreas atualmente dependentes de ônibus e reduzindo o tempo de deslocamento para milhares de moradores.
A estimativa é que o novo trecho acrescente cerca de 100 mil passageiros por dia ao sistema, reforçando a capacidade de atendimento da rede e contribuindo para a redução da sobrecarga em corredores viários da região.
Além do impacto na mobilidade urbana, o projeto também pode incorporar medidas voltadas à segurança pública. A proposta inclui a instalação de bases ou batalhões da Polícia Militar do Estado de São Paulo nas proximidades das estações, com o objetivo de ampliar a presença policial e aumentar a sensação de segurança para os usuários.
Outro destaque é a previsão de um terminal de ônibus urbano na região de Jardim Ângela, permitindo a integração entre diferentes modais de transporte. A iniciativa busca facilitar o deslocamento da população local, conectando linhas de ônibus ao sistema metroviário e promovendo maior eficiência no fluxo de passageiros.
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