O Itaú (ITUB4) apresentou um resultado do quarto trimestre de 2025 que foi lido como dentro do esperado pelos investidores e analistas. As ações têm leve alta, acompanhando o Ibovespa nesta quinta-feira (5).
O lucro líquido recorrente ficou em R$ 12,3 bilhões, alta de 3,7% na comparação trimestral e de 13,2% na comparação anua. Já o ROE (Returno on Equity) atingiu 24,4%, acima dos 23,3% do trimestre anterior.
“O desempenho veio amplamente dentro do esperado nos principais itens, com destaque para resiliente qualidade de crédito, crescimento das receitas de serviços e controle de despesas”, explica o Bradesco BBI, em um relatório enviado a clientes assinado por Marcelo Mizrahi e Renato Chanes
Segundo o Safra, o banco manteve uma “disciplina de custos como um remédio para navegar as perspectivas de menores receitas em 2026”, apontam Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre.
O BTG Pactual ressalta que os indicadores de inadimplência melhoraram, com queda da inadimplência entre 15 e 90 dias e estabilidade acima de 90 dias, além de provisões cobrindo integralmente a formação de NPLs.
“As receitas de tarifas cresceram 7% trimestre a trimestre e ano a ano, apoiadas por adquirência, investment banking e asset management, enquanto as despesas operacionais ficaram abaixo das estimativas, refletindo agenda de eficiência”, revelam Eduardo Rosman, Thiago Paura, Ricardo Buchpiguel e Bruno Henriques ;
Segundo eles, o banco sinaliza 2026 como ano de transição, com aceleração da transformação digital e foco em eficiência, mantendo perspectiva de desempenho superior no médio prazo.
O BBI ressalta que o ponto médio do guidance de 2026 implica lucro estimado de R$ 51,1 bilhões, “cerca de 3% abaixo de nossas projeções, adicionando leve assimetria à frente”.
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