O debate sobre a rentabilidade da Vibra Energia (VBBR3) voltou ao centro das atenções do mercado. Segundo análise da Ágora Investimentos, cresce a percepção de que a companhia pode atingir margens próximas de R$ 200 por metro cúbico nos próximos anos — um patamar considerado transformacional para a tese de investimento.
A discussão ganhou força à medida que o combate à informalidade no mercado de combustíveis passou a avançar de forma mais consistente no Brasil. Historicamente, a presença de agentes irregulares pressionou preços e margens do setor, elevando a incerteza sobre o potencial estrutural de rentabilidade das distribuidoras. Embora análises anteriores já apontassem espaço para margens mais elevadas, o cenário regulatório ainda era visto com cautela.
Agora, com o foco do setor se deslocando para 2026, o mercado começa a olhar para 2027 como possível ponto de convergência para margens ao redor de R$ 200/m³. A expectativa está ancorada em três pilares: avanços regulatórios previstos para 2025, uma agenda legislativa mais intensa de combate à informalidade em biocombustíveis ao longo de 2026 e iniciativas internas da própria Vibra voltadas à eficiência operacional e redução de custos.
Para 2025, as projeções de mercado já trabalham com margens médias entre R$ 175 e R$ 185 por metro cúbico. No entanto, os modelos ainda não incorporam de forma plena um cenário de R$ 200 para o ciclo seguinte. Na visão da Ágora, a Vibra pode encerrar 2026 com margens acima de R$ 190/m³, abrindo espaço para revisões positivas nas estimativas.
Valor justo da ação
Caso o patamar de R$ 200/m³ se confirme em 2027, o valor justo por ação poderia avançar para R$ 40, ante R$ 36 atualmente, refletindo múltiplo P/L mais atrativo e elevado potencial de geração de caixa. O movimento também poderia beneficiar a Ultrapar, com margens estimadas em torno de R$ 185 no mesmo horizonte.
Entre os riscos monitorados estão eventuais retrocessos no combate à informalidade, manutenção prolongada da janela de importação de diesel, desaceleração mais intensa da economia doméstica e possíveis frustrações na colheita no segundo semestre de 2026.






