A Ecorodovias (ECOR3) se prepara para disputar o leilão da Rota das Gerais, agendado para a próxima terça-feira (31), em um cenário que o BTG Pactual classifica como de “competição disciplinada”. A Agência Infra confirmou que apenas três grupos entregaram propostas para o certame: a própria Ecorodovias, a Monte Rodovias (recentemente adquirida pela Macquarie) e o Consórcio Atlas Rodovias, formado pela YVY Capital e Pavidez Engenharia.
Para os analistas do banco, o perfil predominantemente financeiro dos adversários deve evitar lances agressivos e irracionais.
Conforme aponta o relatório, “o número de proponentes inferior ao esperado e o perfil dos concorrentes — mais voltados para o financeiro do que para a construção — deve sustentar um ambiente de licitação mais racional na próxima semana”.
Esse cenário é visto como estratégico para a Ecorodovias, uma vez que “a concorrência mais fraca é um fator-chave de redução de risco para o potencial de criação de valor da Ecorodovias neste evento”.
Concessão
O projeto Rota das Gerais envolve a concessão de 735 km das rodovias BR-116 e BR-251, em Minas Gerais, englobando nove praças de pedágio. O contrato prevê investimentos totais de R$ 7,3 bilhões em 30 anos, incluindo a duplicação de 186,6 km e a construção de faixas adicionais.
Embora o volume de capital seja alto, o cronograma favorece a empresa, com o grosso do capex previsto apenas para 2029.
Financeiramente, o ativo é considerado uma oportunidade para o balanço da companhia.
O banco destaca que o projeto, “combinado com sua natureza brownfield e geração de caixa imediata após a aquisição, poderia ajudar a aliviar as pressões de alavancagem de curto prazo para a empresa”.
Além da geração de caixa rápida, os analistas reforçam a rentabilidade do negócio, ao afirmarem que “destacamos a atrativa taxa interna de retorno (TIR) real regulatória do projeto de 14%”.
O leilão é visto como uma oportunidade sólida de expansão de portfólio em um ambiente macroeconômico que exige disciplina de capital.
Leia também:






