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Braskem (BRKM5): J&F e Unipar disputam pela petroquímica

Braskem (BRKM5): J&F e Unipar disputam pela petroquímica

A Braskem (BRKM5) pode ser vendida a qualquer momento para a J&F ou para a Unipar (UNIP3), a depender da oferta e suas condições vinculantes.

Recentemente executivos da Unipar se reuniram com bancos de investimento para, por meio deles, dar garantias em uma oferta que já está na mesa: R$ 10 bilhões.

Das instituiçõeses financeiras, o Itaú BBA e o Citi, dois grandes players do setor, dão sustentação à proposta da Unipar Carbocloro. Esta é uma empresa química brasileira de capital aberto sediada em São Paulo. Ela fabrica cloro, soda e derivados para usos industriais.

Do lado do BBA, a ofertante dispõe de até R$ 5 bilhões em debêntures, com garantia firme de colocação considerando-se um valor de (final hold) do banco de R$ 2,5 bilhões, e possibilidade de volume adicional de garantia firme a ser discutida. A informação é do Valor Econômico.

Do lado do Citi, elencou o periódico, há até R$ 5 bilhões à disposição.

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Braskem (BRKM5): Unipar

Vale lembrar que no início do mês a Unipar conversou com a Novonor (ex-Odebrechet), que detém metade da Braskem, e sua proposta considerava 34,4% da petroquímica, ao preço de R$ 36,50 por ação. Neste modelo, a Novonor ficaria com uma fatia minoritária, de 4%.

A proposta tem validade de 30 dias e, para ser chancelada, a Petrobras (PETR3; PETR4) não pode vender sua fatia por meio do tag along. A petroleira detém 36% da petroquímica, mas, no capital ordinário, é dona de 47%.

J&F na “parada”

A J&F, controladora da JBS (JBSS3), frigorífico brasileiro com operações em todos os continentes, também recorreu ao Itaú (ITUB4).

A holding dos irmãos Batista fez uma proposta indicativa, não vinculante, de R$ 9 bilhões (R$ 30 por ação) pelos 50,1% que a Odebrecht detém na Braskem. O que se sabe até o momento é que a oferta foi recusada, mas não há certeza se a firma se retirou do pleito.

Ao mesmo tempo nenhum analista quer comentar de forma antecipada, pois a maior processadora de proteínas do platena pode surpreender e, da noite para o dia, embolsar a Braskem.

Gestora e fundo árabe

Quem deu uma silenciada nas últimas semanas foram os primeiros interessados em comprar a Braskem: a gestora Apollo e a Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (Adnoc). Eles saíram de cena mais ou menos quando a J&F entrou.

Eles chegaram a enviar uma oferta não vinculante primeiramente aos bancos credores e depois à Novonor, bem como à Petrobras. Como houve uma resistência em um primeiro momento, eles foram até o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pedir adesão do político a sua intenção de aquisição.

Como não houve avanços significativos, até então, a iniciativa supostamente esfriou. Ainda assim, estes são dois players que também podem surpreender o mercado e comprar o ativo.

Bolsa

A ação BRKM5 encerrou o dia 30 de junho de 2023 cotada em R$ 27,86.

Gráfico mostra a ação BRKM5 na Bolsa.