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BB admite que resultados só melhorarão no 2º semestre

BB admite que resultados só melhorarão no 2º semestre

O BB encerrou 2025 com despesa de provisão de R$ 18 bi no quarto trimestre do ano passado, pressionado quase integralmente pelo agro

O Banco do Brasil (BBAS3) realizou seu Investor Day e os dados apresentados foram poucos animadores. Isso porque a questão do crédito mantém o quadro desafiador e medidas tomadas pela instituição para melhorar o cenário ainda terão que passar por uma fase de maturação, de forma que somente no segundo semestre será possível observar se houve avanços, segundo relatório da Ativa Investimentos.

“Sem catalisadores de curto prazo e com 1S26 ainda pressionado, iremos monitorar a execução do banco durante a safra atual e o custo do risco nos próximos trimestres como próximos gatilhos para revisão. Seguimos neutros”, diz trecho do relatório.

O relatório apontou que o BB encerrou 2025 com despesa de provisão de R$ 18 bi no quarto trimestre do ano (custo do risco anual de 5,1%), pressionado quase integralmente pelo agro. Para 2026, o guidance sinaliza PDD entre R$ 55-58 bi (vs. R$ 62 bi em 2025). O primeiro semestre deste ano ainda será apertado e 59,4% dos vencimentos do agro se concentram de abril a setembro.

ROE em recuperação somente para 2027

retorno sobre o patrimônio (ROE) do banco caiu de forma significativa após um 2024 forte. Depois de encerrar aquele ano em 21,4%, o indicador recuou para cerca de 11,4% em 2025, impactado principalmente pelo aumento no custo do crédito, que atingiu níveis elevados no período.

Para 2026, a expectativa ainda é de uma recuperação moderada. Mesmo com a redução gradual das provisões ligadas ao crédito agrícola, o banco dificilmente deve voltar a patamares acima de 15% até o fim do ano.

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Durante a apresentação, a instituição indicou que essa retomada não será rápida nem linear. A tendência é de um movimento mais irregular, com avanços e recuos ao longo do tempo — um padrão descrito como uma recuperação “em W”, e não em “V”, ou seja, mais lenta e sujeita a oscilações.

Banco reforça estrutura para gestão de risco e crédito

Em paralelo, a instituição anunciou mudanças internas voltadas a fortalecer a governança e o controle de risco. Entre as iniciativas está a criação de uma Diretoria de Inteligência Aplicada, ainda em fase de aprovação, além da unificação de todo o ciclo de crédito em uma única estrutura.

A nova Unidade de Gestão de Crédito passará a concentrar desde a concessão até a cobrança judicial, integrando áreas que antes atuavam de forma mais fragmentada. A avaliação é de que as mudanças caminham na direção correta ao aproximar as decisões de risco da estratégia de negócios.

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