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Banco Pine (PINE4) pode sustentar ROE perto de 30%, avalia Bradesco BBI

Banco Pine (PINE4) pode sustentar ROE perto de 30%, avalia Bradesco BBI

Originação forte no consignado, desaceleração do custo de risco e índice de eficiência inferior a 20% sustentam perspectiva positiva para a rentabilidade

O Banco Pine (PINE4) poderá manter o retorno sobre o patrimônio, o ROE, em torno de 30%, mesmo após o crescimento acelerado de sua carteira de crédito. A avaliação foi apresentada pela administração do banco em reunião realizada na terça-feira (1º) e recebeu uma leitura positiva do Bradesco BBI.

Os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes esperam expansão da margem financeira ajustada ao risco no segundo semestre de 2026, seguida por maior estabilidade em 2027. Depois de um período de provisões elevadas, o custo de risco deverá desacelerar, enquanto os índices de cobertura poderão apresentar uma leve melhora.

“A leitura é positiva, com a expectativa de expansão da margem financeira ajustada ao risco no segundo semestre de 2026 e maior estabilidade em 2027. Após um período de provisões elevadas, associado ao rápido crescimento da carteira, o custo de risco deve desacelerar”, afirmaram os analistas.

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Consignado privado sustenta rentabilidade do Banco Pine

A originação de crédito permaneceu forte e mais equilibrada no terceiro trimestre, após uma concentração maior das operações nas últimas semanas do trimestre anterior.

No consignado privado, a produção mensal do Banco Pine corresponde a aproximadamente 7% das originações de todo o sistema. As operações apresentam taxas médias consideradas atrativas pelo BBI, próximas de 4,21% ao mês.

A modalidade permanece como a linha mais rentável da instituição e oferece retornos significativamente superiores aos obtidos nos demais segmentos. A elevada contratação de seguros pelos clientes e a otimização dos canais de originação também devem contribuir para preservar a rentabilidade.

“O consignado privado permanece como a linha mais rentável do Banco Pine, gerando retornos significativamente superiores aos dos demais segmentos, enquanto a ampliação da margem consignável do INSS pode favorecer a originação e a rentabilidade dessa carteira”, avaliaram Mizrahi e Chanes.

Nas operações de consignado do INSS e de entes públicos, o ritmo de produção está próximo de R$ 250 milhões por mês. A expectativa é de aceleração diante da melhora das margens.

Números que sustentam o ROE do Banco Pine

Margem consignável do INSS volta a 45%

A perda de validade da Medida Provisória 1.355/2026, em 31 de agosto, fez a margem consignável dos beneficiários do INSS retornar de 40% para 45%.

Desse total, 35% poderão ser comprometidos com empréstimos e 10% com o cartão consignado. O prazo máximo de 108 meses foi mantido, pois havia sido estabelecido por uma regulamentação separada.

Para o BBI, a ampliação da margem poderá favorecer tanto a originação quanto a rentabilidade da carteira de crédito do Banco Pine.

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Inadimplência permanece abaixo da média do setor

O índice de inadimplência acima de 90 dias do Banco Pine continua inferior à média de aproximadamente 8,6% do setor. A administração, porém, espera uma elevação gradual à medida que as safras de crédito mais recentes amadureçam.

O banco estima que cerca de 40% das perdas de crédito do sistema estejam relacionadas a questões operacionais. O principal problema seria a ausência de um processo automatizado de “revínculo”, mecanismo responsável por restabelecer o desconto das parcelas na folha após uma mudança no vínculo empregatício do tomador.

Uma solução automatizada foi lançada recentemente, mas ainda não entrou efetivamente em funcionamento. Quando estiver plenamente operacional, poderá contribuir para melhorar a qualidade de crédito de todo o segmento.

Outro diferencial destacado pelo BBI é o índice de eficiência inferior a 20%. O resultado é sustentado pelo modelo de distribuição com baixa necessidade de capital e pelos acordos de participação nos resultados firmados com parceiros responsáveis pela originação.

“Nesse cenário, a administração acredita ser possível manter o retorno sobre o patrimônio, ROE, em torno de 30%, ao mesmo tempo que o banco continua capturando a oportunidade estrutural de crescimento do consignado privado”, concluíram os analistas.