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Balanço do Itaú-Unibanco (ITUB4): BTG (BPAC11) mantém compra após 4TRI22

Balanço do Itaú-Unibanco (ITUB4): BTG (BPAC11) mantém compra após 4TRI22

O banco BTG Pactual (BPAC11) manteve recomendação de compra após o balanço do Itaú-Unibanco (ITUB4) referente ao 4TRI22. Isto porque o banco reportou resultados considerados “decentes” pelo BTG no quarto trimestre após o fechamento, com lucro líquido recorrente de R$ 7,7 bilhões (ROE de 19,3%), em linha com os números revisados recentemente pelo banco de […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) manteve recomendação de compra após o balanço do Itaú-Unibanco (ITUB4) referente ao 4TRI22. Isto porque o banco reportou resultados considerados “decentes” pelo BTG no quarto trimestre após o fechamento, com lucro líquido recorrente de R$ 7,7 bilhões (ROE de 19,3%), em linha com os números revisados recentemente pelo banco de investimentos.

O lucro líquido caiu 5% frente ao 4TRI21 e 7% no ano passado frente a 2021, devido a R$ 1,3 bilhão em provisões extras (R$ 720 milhões após impostos) relacionadas à Americanas (AMER). Retirando o efeito Americanas, o lucro líquido teria sido de R$ 8,4 bilhões, também idêntico ao que o BTG tinha antes de revisar nossas estimativas na semana passada.

“Sua exposição a AMER restante (estimamos R$ 1,6 bilhão) foi tratada reduzindo as provisões extras já contabilizadas no balanço (agora “carimbadas” como AMER), o que deve fazer com que os números de 2023 pareça mais limpo, pois as provisões extras deste evento não serão necessárias”, explicou o relatório do BTG.

O banco de investimentos estima que o guidance para 2023 implique em lucros de R$ 35,5 bilhões, aproximadamente 4% acima das estimativas BTG – mas próximo da estimativa se excluir as provisões extras da AMER dos números calculados para 2023.

Balanço do Itaú-Unibanco (ITUB4): margem financeira em linha

O relatório BTG apontou que os empréstimos (ex-variação cambial) subiram 2% t/t e 14% a/a, liderados por hipotecas, enquanto a carteira de cartão de crédito e empréstimos pessoais desaceleraram em relação aos trimestres anteriores.

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“A margem financeira bruta com cliente cresceu 5% t/t e 17% a/a (um pouco abaixo de nossas estimativas), impulsionada principalmente por volumes mais fortes e uma taxa Selic média mais alta sobre a remuneração do capital de giro. A margem financeira com mercado ficou 38% acima de nossas estimativas, e +45% t/t (embora com queda de 42% a/a)”, avaliou o BTG.

As provisões brutas cresceram 20% no trimestre e 45% no ano para R$ 9,9 bilhões, refletindo principalmente um maior custo do crédito no segmento de varejo e provisões relacionadas a AMER. As informações divulgadas no pedido de recuperação judicial indicaram que o Itaú tinha uma exposição de R$ 2,9 bilhões.

O banco registrou ainda R$ 1,3 bilhão de provisões adicionais (R$ 720 milhões após impostos) relacionadas à Americanas, impactando seus resultados do quarto trimestre, enquanto os outros R$ 1,6 bilhão consumiram parte do buffer de reservas complementares para perdas com empréstimos.

“Então, o índice de cobertura do Itaú vai cair quando a AMER se tornar oficialmente inadimplente, nos próximos trimestres”, avisou o BTG.

Confira o balanço do Itaú-Unibanco (ITUB4)

O banco registrou lucro líquido gerencial de R$ 7,668 bilhões no quarto trimestre do ano (4TRI22) resultado que é 7,1% maior sobre o registrado no 4TRI21. No acumulado do ano, o lucro líquido gerencial foi de R$ 30,786 bi, alta de 14,5% ante o ano anterior 2021.

De acordo com o banco, a carteira de crédito registrou um aumento de 11,1% no 4TRI22, atingindo um total de R$ 1,141 trilhão. Já os ativos totais do banco atingiram R$ 2,469 trilhão no mesmo período do ano passado, tendo uma alta de 1,39%.

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