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Aura: “tempestade perfeita” derruba resultados do 2º trimestre

Aura: “tempestade perfeita” derruba resultados do 2º trimestre

Banco estima Ebitda de US$ 195 milhões para a mineradora, pressionado por preços 9% menores, vendas 7% mais fracas e custo caixa em alta

Poucas vezes tudo dá errado ao mesmo tempo — e o segundo trimestre de 2026 da Aura Minerals (AURA33) deve ser uma dessas ocasiões.

O Bradesco BBI resume o período como uma “tempestade perfeita” sobre os resultados da mineradora, nas palavras dos analistas Rafael Barcellos e Renato Chanes, com Ebitda projetado em US$ 195 milhões.

A tormenta tem três frentes: os preços realizados caíram 9% no trimestre, os volumes vendidos recuaram 7% e os custos operacionais subiram.

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Nas minas, o problema é geológico.

Esperamos que a produção em Aranzazu, Apoena e Borborema continue em declínio devido aos teores mais baixos“, apontou a dupla do BBI.

O restante do portfólio ajuda pouco. A mina MSG segue pressionada enquanto avança o trabalho de recuperação operacional, Minosa deve produzir um pouco menos que no primeiro trimestre o alento fica por conta de Almas, com melhora sequencial — ainda assim, modesta.

Na linha de custos, o aperto vem de dentro e de fora. O custo caixa C1 deve subir de US$ 1.485 para US$ 1.543 por onça, “impulsionado por uma diluição de custos fixos menos eficiente e preços mais altos do diesel”, calcularam Barcellos e Chanes. Com menos produção, cada onça carrega uma fatia maior das despesas da operação.

A boa notícia é que a tempestade tem prazo para passar.

“A produção deve melhorar no segundo semestre, com a transição de Apoena e Aranzazu para áreas de maior teor e o início de resultados mais sólidos em MSG”, projetaram os analistas do Bradesco BBI.

Se o roteiro se confirmar, o fundo do poço da mineradora terá ficado no trimestre que ora se encerra.