Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Weg (WEGE3) e Magazine Luiza (MGLU3): ainda vale a pena comprar?

Weg (WEGE3) e Magazine Luiza (MGLU3): ainda vale a pena comprar?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

24 Dez 2020 às 10:00 · Última atualização: 24 Dez 2020 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

24 Dez 2020 às 10:00 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Dez 2020

WEG (WEGE3) e Magazine Luiza (MGLU3) foram os grandes nomes da Bolsa em 2020

As ações da Weg (WEGE3) e do Magazine Luiza (MGLU3) estiveram sob os holofotes da bolsa brasileira em 2020. A primeira se manteve firme por sua solidez e forte hegemonia no nicho de mercado em que atua. Já a segunda, com uma estrutura consolidada e bem administrada, também se beneficiou do boom do e-commerce.

Foi por isso que, mesmo com o cenário de crise, as duas empresas se mantiveram em alta. Dados da Economática mostraram um valorização de 98,86% para o Magazine Luiza e 106,78% para a Weg desde o começo do ano até o dia 21 de dezembro.

A pergunta que fica agora é: ainda dá tempo de comprar ações dessas empresas? Qual a expectativa em relação a elas no pós-pandemia?

Weg (WEGE3) é gigante no setor industrial brasileiro

Especializada na fabricação e comercialização de motores elétricos, transformadores, geradores e tintas, a Weg é uma multinacional brasileira. Sua sede fica na cidade de Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina.

A empresa está entre as nove companhias brasileiras que valem mais de R$ 100 bilhões. E quem acreditava que as ações da multinacional brasileira já tinham atingido o ápice se surpreendeu na pandemia. Desde o início da crise do coronavírus, os papéis se valorizaram mais de 100%.

Para o assessor de investimentos Elias Wiggers, da EQI, o bom desempenho da Weg não é nenhuma novidade. Ele a chamou de “colosso industrial” e explicou que ela se destaca por ser autossuficiente, não depende de fornecedores externos.

A empresa é muito verticalizada, ou seja, domina todas as etapas produtivas. Produz desde a tinta dos seus motores, até a madeira das caixas dos equipamentos que vende. Dessa forma, sofre menos com reajustes de preços durante a cadeia produtiva. O que com certeza acarretaria em um impacto negativo relevante nesse momento de crise.

Além disso, ela atua em diversos segmentos dentro do setor industrial. Fabrica desde geradores eólicos, como motores elétricos, o carro-chefe, até equipamentos eletrônicos, de comando de operações.

Investidor apostou na capacidade de gestão

Todos esses aspectos de cadeia produtiva e domínio de mercado, combinados com a capacidade de gestão, fizeram com que, nesse momento de pandemia, o investidor apostasse na resiliência da Weg para superar a crise. Com a alta na busca por esse ativo, a valorização foi inevitável.

“Embora não seja uma grande pagadora de dividendos, é uma empresa invejável por essas características. Por isso, o mercado olhou para a Weg e viu, em sua capacidade de gestão, maiores chances de aguentar o tranco da crise de 2020”, comentou Wiggers.

O motivo de a multinacional não pagar grandes dividendos está ligado ao seu setor de atuação. Segundo o assessor, o segmento industrial tem, historicamente, margens mais apertadas. Por isso, quem investe nesse ativo é um investidor mais resiliente, que pensa como sócio e aposta no crescimento da empresa e constante valorização das ações.

Ao contrário da Weg, o Magazine Luiza é atraente também pela política de dividendos. A companhia geralmente tem margens mais gordas e está conseguindo mantê-las mesmo no cenário de pandemia. Além disso, apresenta  capacidade de gestão, o que é um grande atrativo.

Magazine Luiza (MGLU3) lidera o e-commerce no país

O Magazine Luiza é uma rede varejista de eletrônicos e móveis brasileira, fundada em 1957 na cidade de Franca. A marca foi uma das primeiras a apostarem no comércio eletrônico, ainda nos anos 2000.

Hoje, é o maior ecossistema de e-commerce do país. Tem 1.113 lojas, 35 mil colaboradores e faturamento anual de R$ 27,3 bilhões (dados de 2019). A rede também se destaca por ter no comando Luiza Trajano, única mulher a presidir uma empresa de capital aberto no Brasil.

Outro ponto interessante a se observar no Magazine Luiza é que ela atende a atributos ESG, cada vez mais apreciados pelo mercado. Afinal, tem uma política de governança exemplar, uma mulher presente e marcante no comando e está sempre lançando tendências, como foi o caso do processo de trainee exclusivo para pessoas negras.

Além disso tudo, ela tem uma gama de produtos diversificada e também conta com outras empresas menores em seu marketplace, conseguindo monetizar em cima delas. Seu serviço de entrega é um dos mais bem avaliados do país, com inteligência artificial na comunicação com o cliente.

Portanto, por ser de grande porte, estruturada, com mais de 60 anos de história, ter forte apelo tecnológico em sua cadeia produtiva e boa margem de lucro dentro dos padrões do varejo, a empresa foi a queridinha da bolsa em 2020. Adicionalmente, com o boom do e-commerce, conseguiu entregar boa rentabilidade aos seus acionistas. E as expectativas para o ano que vem continuam positivas.

Vale a pena comprar ações Weg e Magazine Luiza agora?

Segundo Wiggers, a expectativa para 2021, tanto em relação à Weg, quanto em relação ao Magazine Luiza, são positivas. Para ele, as ações não estão caras, afinal refletem os cenários reais das empresas e não há previsão de queda a não ser que haja notícias muito ruins, como uma segunda onda da Covid-19 prolongada, por exemplo, o que não é esperado dada a corrida das vacinas.

“Não acho que essas ações estejam ainda caras. Pode haver uma correção, claro, se a gente tiver mais notícias ruins impactando negativamente a macroeconomia e consequentemente o desempenho dessas companhias. No entanto, são empresas bem administradas, com boas margens”, comenta o especialista.

Além disso, Wiggres lembrou que o Magazine Luiza deve colher bons frutos em 2021 porque o setor de varejo online deve se manter aquecido. E a Weg continua recomendada pela estabilidade que oferece.

Outro ponto destacado pelo assessor é que o valor da ação é algo relativo. Na hora de decidir comprar um ativo, não basta apenas olhar para o preço a ser pago, mas sim para o contexto geral da empresa e, principalmente, refletir sobre seus objetivos e seu perfil de investidor.

“O investidor deve entender qual o objetivo dele com aquela compra de ação. Esse investimento é para um objetivo de curto prazo, para aproveitar uma pernada de alta da bolsa, ou ele está realmente pensando em ser sócio da empresa, visando uma relação de longo prazo para, eventualmente, receber dividendos?”, questionou.

No caso da Weg, é possível ter certa estabilidade. No entanto, o investidor precisa ser mais resiliente, já que ela não é uma boa pagadora de dividendos. Já o Magazine Luiza remunera melhor o acionista, mas depende de o mercado continuar crescendo.

 

Quer saber mais sobre o mercado de ações e como investir? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos poderá ajudar em sua jornada.

A retomada das Criptos?
newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias