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Vendas no varejo recuam 0,1% em dezembro

Vendas no varejo recuam 0,1% em dezembro

Redação EuQueroInvestir

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09 Fev 2022 às 12:42 · Última atualização: 09 Fev 2022 · 5 min leitura

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09 Fev 2022 às 12:42 · 5 min leitura
Última atualização: 09 Fev 2022

Reprodução/Agência IBGE

As vendas no varejo apresentaram variação negativa de 0,1% em dezembro, ante ao mês de novembro. Em relação ao mesmo período de 2020, a queda foi mais acentuada,  2,9%. Apesar disso, no acumulado do ano de 2021, o varejo registrou alta de 1,4%. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (09), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas variou 0,3% ante novembro, recuou 2,7% em relação a dezembro do ano anterior e acumulou alta de 4,5% em 2021.

Quatro das oito atividades avançaram, com ajuste sazonal

Apesar da variação negativa no último mês de 2021, quatro das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento, sendo elas: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,2%), Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), Móveis e eletrodomésticos (0,4%) e Tecidos, vestuário e calçados (0,4%).

Em contrapartida, três atividades registraram queda da passagem de novembro para dezembro:  Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,7%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%). 

Enquanto que o setor de Combustíveis e lubrificantes não teve variação (0,0%) no período.  

No comércio varejista ampliado, dos dois setores adicionais, o de Veículos, motos, partes e peças (1,2%) apresentaram alta e o de Material de construção (-1,4%), queda. No mês anterior, essas atividades contam com, respectivamente, variações de 0,8% e de 0,5%.

Maioria das atividades do varejo tiveram taxas negativas em dezembro

Se na série com ajuste sazonal grande parte teve resultado positivo, sete das oito atividades do comércio varejista tiveram uma perda de 2,9%. Dentro dessas atividades que recuaram há: Móveis e eletrodomésticos (-17,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-6,8%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,6%), Combustíveis e lubrificantes (-6,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,5%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%).

A única atividade a apresentar crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior foi Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,8%).

Ao se considerar também as atividades que compõem o comércio varejista ampliado, a atividade de Veículos e motos, partes e peças registrou variação de 0,3%, enquanto a de Material de Construção, recuo de 8,3%.

Varejo tem resultado positivo em 2021

Mesmo com o recuo em um dos principais meses para o comércio, o ano de 2021 foi positivo para o varejo. O setor acumulou um crescimento de 1,4% em relação a 2020. Com isso, o aumento percentual ficou próximo ao registrado em anos anteriores (1,2% em 2020 e 1,8% em 2021).

O resultado é o quinto consecutivo no campo positivo. Em termos setoriais, 2021 registrou valores positivos para quatro atividades do comércio varejista: Tecidos, vestuário e calçados (13,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,8%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%).

Contudo, quatro atividades registraram queda em 2021:  Livros, jornais, revistas e papelaria (-16,9%), Móveis e eletrodomésticos (-7,0%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%).

No comércio varejista ampliado, oas atividades de Veículos e motos, partes e peças e de Material de Construção acumularam ganhos de 14,9% e de 4,4%, respectivamente, em 2021.

Primeiro semestre segurou os bons resultados

Na comparação semestral, o comércio varejista registrou crescimento na primeira parte do ano (6,7%) e queda na segunda (-3,0%). O comportamento foi inverso ao ano de 2020, que teve queda no primeiro semestre (-3,2%) e alta no segundo (5,1%). 

Cinco setores fecharam o segundo semestre em queda: Móveis e eletrodomésticos (-19,4%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,7%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,6%), Combustíveis e lubrificantes (-3,1%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%).

Entrentanto, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,3%), Tecidos, vestuário e calçados (3,8%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) tiveram resultados positivos na comparação com o segundo semestre de 2020.

O comércio varejista ampliado, por sua vez, também registrou queda no segundo semestre de 2021 (-1,7%), sendo que Veículos e motos, partes e peças apresentou crescimento (5,5%) e Material de Construção registrou queda (-8,1%). 

Vendas cairam na maioria dos estados

Em dezembro, na série com ajuste sazonal, a taxa nacional de vendas do comércio varejista foi de -0,1%, com resultados negativos em 19 das 27 unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso (-4,7%), Acre (-4,5%) e Rondônia (-4,3%).  

Por outro lado, no campo positivo, figuram oito estados, com destaque para: Tocantins (1,3%), Santa Catarina (0,8%) e Espírito Santo (0,6%).

Frente a dezembro de 2020, a variação foi de -2,9%, com predomínio de resultados negativos em 21 unidades da Federação, com destaque para: Bahia (-12,9%), Pernambuco (-11,4%) e Sergipe (-11,1%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram: Mato Grosso do Sul (4,1%), Rio Grande do Sul (3,8%) e Espírito Santo (3,8%).  

Já no comércio varejista ampliado, a variação entre novembro e dezembro foi de 0,3%, também com predomínio de resultados negativos, em 17 unidades federativas, com destaque para: Acre (-4,6%), Sergipe (-3,0%) e Amapá (-2,9%). Pressionando positivamente, figuram 10, com destaque para: Tocantins (5,8%). Goiás (3,8%) e Espírito Santo (3,6%).

E no confronto com dezembro de 2020, houve queda de 2,7%, com predomínio de resultados negativos em 16 UFs, com destaque para: Amapá (-12,1%), Distrito Federal (-11,3%) e Paraíba (-11,2%). Na outra ponta, figuram 11, com destaque para: Tocantins (10,9%), Espírito Santo (9,5%) e Goiás (8,5%).

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