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Vale (VALE3) lucra R$ 5,3 bi no 2TRI20 e prevê volta de dividendos

Vale (VALE3) lucra R$ 5,3 bi no 2TRI20 e prevê volta de dividendos

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Jul 2020 às 01:14 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Jul 2020 às 01:14 · 6 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

Vale sobe com dividendos

A Vale (VALE3) anunciou um lucro líquido de R$ 5,289 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 384 milhões de um ano antes.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o lucro avançou 437%, já que havia sido de R$ 984 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 18,112 bilhões.

Isso representou alta de 48,3% na comparação anual e de 40,1% na trimestral.

Já a margem Ebitda ajustada ficou em 34,1%, ante 23,4% de um ano antes e 29,6% na comparação com os três primeiros meses deste ano.

A receita líquida de vendas somou R$ 40,434 bilhões, uma expansão de 12,3% no ano e de 29,4% no trimestre.

Lucro da Vale

Segundo a empresa, o aumento do lucro, sobretudo na comparação trimestral, se deveu à melhora no Ebitda e do resultado financeiro líquido.

De janeiro a março, as despesas financeiras foram impactadas por derivativos, por conta da desvalorização do real.

Sobre o Ebitda, o avanço trimestral se deu pela melhora nos preços e no aumento do volume de venda de minério de ferro. Isso puxou também a receita líquida.

Além disso, contribuiu o efeito da depreciação do real frente ao dólar.

Entretanto, a Vale registrou maiores custos e despesas por conta de gastos com Brumadinho e ações contra o Covid-19.

Foram reconhecidos R$ 108 milhões em provisões adicionais devido a doações e negociações em andamento na frente jurídica.

O saldo das provisões relativas à reparação e à descaracterização de barragens no segundo trimestre é de R$ 18,7 bilhões, devido, principalmente aos pagamentos feitos durante o ano, no valor de R$ 3,3 bilhões, e ao impacto
da desvalorização do real frente ao dólar no segundo trimestre.

Produção

A Vale anunciou alta de 5,5% na produção de minério de ferro no segundo trimestre frente igual período de 2019.

Dessa forma, a produção de minério de ferro atingiu 67,598 milhões de toneladas métricas (Mt).

Em comparação ao primeiro trimestre deste ano, a alta foi de 13,4%.

Entretanto, no acumulado do semestre, houve queda de 7,1%.

Assim, a produção no primeiro semestre atingiu 127,203 Mt.

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Produção da Vale acelerou

Dívida

Já a dívida bruta totalizou US$ 16,903 bilhões em 30 de junho de 2020, uma redução de US$ 172 milhões ante 31 de março de 2020, puxada pela amortização de dívida.

Por sua vez, a dívida líquida permaneceu relativamente estável em US$ 4,697 bilhões ao final do segundo trimestre.

Segundo a Vale, este foi o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 2008.

“O leve declínio na dívida líquida é devido principalmente à geração de caixa no período, compensada pelas variações cambiais.”

Por fim, os investimentos no segundo trimestre totalizaram US$ 967 milhões.

Estes valores consistiram em US$ 124 milhões para execução de projetos e US$ 843 milhões em manutenção de operações.

Ante primeiro trimestre, os aportes da Vale foram 14,5% menores.

Isto ocorreu pela contínua depreciação do real (impacto de US$ 100 milhões), já que quase metade dos aportes são realizados na morda brasileira.

Também ocorreu o adiamento de pagamento a fornecedores no primeiro trimestre, para minimizar impactos da Covid-19 na cadeia.

Dividendos Vale

Conforme a Vale, com a redução das incertezas pela Covid-19, sobretudo no Pará, haverá a retomada da política de remuneração aos acionistas.

Assim, foi decidido que os dividendos mínimos calculados com base nos resultados do primeiro semestre sejam pagos em setembro.

Além disso, a Vale está tomando medidas para pagar parte de suas linhas de crédito rotativo num futuro próximo.

Portanto, informou que o Conselho de Administração decidiu pelo pagamento, em 7/8/2020, dos juros sobre capital próprio de R$ 1,41 por ação aprovados em 19/12/2019.

Tá e aí?

Na opinião do analista Pedro Galdi, da Mirae, a Vale superou as expectativas ao divulgar os números do segundo trimestre, com aumento de 29% nas vendas. Os resultados foram impactados pela valorização do dólar, que favoreceu não apenas o faturamento como melhorou os custos, sem impacto sobre o resultado financeiro.

Galdi destaca que a forte geração de caixa permitirá a retomada do pagamento de dividendos, interrompida desde o acidente de Brumadinho. A expetativa é de que o pagamento seja feito em setembro, referente ao primeiro semestre do ano.

Além disso, a empresa deve pagar em 7 de agosto os juros sobre o capital próprio de R$ 1,41 por ação aprovados em 19 de dezembro de 2019.

Para o analista, esse conjunto de informações deve agradar os investidores e, se for mantida a política de proventos do passado, “a Vale será a partir do próximo ano um destaque entre as empresas que pagam dividendos extraordinários”.

Os analistas do BTG Pactual destacaram também em relatório a volta do pagamento de dividendos, que veio mais cedo do que esperavam. A decisão, segundo o banco, ressalta a confiança da Vale em sua estabilidade operacional, nos esforços de reparação de Brumadinho, na normalização da demanda da China e geração de fluxo de caixa mais adiante.

A Vale deve pagar dividendos mínimos em setembro, com rendimento de 2% em relação ao primeiro semestre, junto com juros sobre capital próprio, também de 2%. “Nós acreditamos que são ótimas as notícias e um elemento crítico da possível reavaliação da Vale. Acreditamos que a retomada da política deve atrair fluxos adicionais.”

O BTG  tem recomendação de compra para o papel da companhia.

A retomada das Criptos?
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