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Tactical bonds: janela de oportunidade para investir em renda fixa de empresas brasileiras no exterior

Tactical bonds: janela de oportunidade para investir em renda fixa de empresas brasileiras no exterior

Claudia Zucare

Claudia Zucare

22 Jun 2022 às 13:06 · Última atualização: 23 Jun 2022 · 5 min leitura

Claudia Zucare

22 Jun 2022 às 13:06 · 5 min leitura
Última atualização: 23 Jun 2022

ilustração de mão desenhando curva de alta em gráfico

Que tal investir no exterior em títulos de renda fixa de empresas brasileiras conhecidas e sólidas?

Sim, isso pode soar um contrassenso. Mas se dissermos que o rendimento desse investimento pode ser o dobro do mesmo investimento quando feito no Brasil, daí sim o tema se torna interessante, não é mesmo?

Pois esta é exatamente a proposta do fundo Tactical Bonds, do BTG Pactual (BPAC11).

O Tactical Bonds aproveita a oportunidade do atual momento, em que o mercado do exterior está mais estressado do que o brasileiro, com o Federal Reserve (Fed) iniciando um ciclo de subida de juros que ainda não tem previsão de final. Isto faz com que os investidores busquem ativos mais líquidos, como os do Tesouro americano.

“A atuação do fundo está, justamente, em aproveitar uma janela de oportunidade que se tem neste momento: investir em um fundo composto por títulos de renda fixa bastante seguros, de ótimas empresas nacionais, bastante conhecidas e admiradas pelos brasileiros, que captam recursos no exterior, exatamente como são as nossas debêntures e CDBs”, explica Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos.

Tactical Bonds: Por que os títulos estão descontados?

Wiese esclarece que, com os juros americanos subindo, o investidor estrangeiro está fazendo o que é chamado de “fly to quality”, ou seja, está migrando para títulos considerados de maior qualidade, como os do Tesouro americano.

Acontece que a noção de risco é diferente entre brasileiros e estrangeiros. Como o Brasil é um país emergente, para o americano, por exemplo, um papel de uma CSN ou de uma Vale não tem o valor que o brasileiro sabe que têm. Ou seja: papéis de boas empresas estão sendo negociado com o preço lá embaixo.

Um exemplo: um bond da CSN que aqui renderia CDI+2%, nos EUA rende CDI+4%.

“O investidor estrangeiro, nesse momento, considera o mercado e as empresas brasileiras mais arriscados, por estarem dentro do Brasil e sob a legislação brasileira. O brasileiro, todavia, por conhecer as empresas desde muitos anos, não enxerga dessa mesma forma, e não vê grandes riscos em investir nas empresas de grande renome nacional e, por isso, aceita receber menos juros do que os estrangeiros. Por isso, a oportunidade que se abriu é de comprar bonds de empresas brasileiras, a preços muito atrativos no exterior, mas a partir do Brasil”, enfatiza Wiese.

A Asset do BTG Pactual (BPAC11) está por trás do fundo, em uma “caça” aos melhores papéis. O retorno-alvo do fundo é de CDI+4% a.a. De 50% a 75% do fundo serão compostos por empresas brasileiras e o restante por companhias da América Latina em condições semelhantes às do Brasil.

No total, 90% do fundo será composto de dívida de empresas que aqui no Brasil são classificadas como triple A, mas que para o mercado externo tem um rating inferior, simplesmente pelo custo Brasil.

O fundo será em condomínio fechado, com duração de 6 anos. A posição é hedgeada em dólar, isto é, protegida das oscilações cambiais.

Para o investidor que precisar vender as cotas, há a possibilidade de negociação no mercado secundário.

O Tactical Bonds, diz Wiese, é uma boa opção também para quem deseja ter mais rendimento, trocando parte das posições atuais em pós-fixados. E você entende tudo sobre isso neste artigo.

Imagem de dados sobre jornal, formando as palavras risco, lucro e perdas, em inglês

Por que abandonar parte da posição em pós-fixados e ir para o Tactical Bonds?

O Brasil está com a taxa Selic atualmente em 13,25% ao ano e, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto, tende a chegar a 13,75% da taxa básica de juros.

Ao comprar um título pós-fixado hoje, o investidor obterá rendimentos bastantes altos, pois o indexador (CDI) acompanha a Selic, e os rendimentos sobem junto com o seu aumento.

Em momentos de juros altos ou em processo de subida, os títulos pós-fixados são os que mais rendem, sendo os preferidos frente aos pré-fixados e híbridos (IPCA+).

Porém, os juros altos não permanecerão altos para sempre. É bem provável que nos próximos meses ou anos, os juros estarão em patamares inferiores aos de hoje – basta lembrar que o movimento da economia é cíclico. A EQI Asset, por exemplo, projeta juros finais para 2023 em torno de 9,5% a.a.

No entanto, não é recomendado abandonar totalmente a posição em pós-fixados. Isso porque eles têm um papel importante de trazer conservadorismo e proteção às carteiras de investimento. Em outras palavras, se todas as projeções não se confirmarem, eles garantirão o patrimônio.

Mas o investidor pode não mudar a estratégia de investimento, substituindo uma classe de ativos por outra. Ele pode, sim, fazer uma melhoria estratégica, buscando um investimento mais rentável no momento, sem deixar de lado a importância que um pós-fixado tem na carteira.

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