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SCPC, SPC e Serasa: O que são? Qual é a diferença?

SCPC, SPC e Serasa: O que são? Qual é a diferença?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Set 2022 às 15:27 · Última atualização: 08 Set 2022 · 11 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Set 2022 às 15:27 · 11 min leitura
Última atualização: 08 Set 2022

Quem nunca sentiu aquele arrepio na espinha ao receber em sua casa uma carta com as siglas SCPC, SPC e Serasa?

Infelizmente, essa é uma realidade que atinge grande parte da população, uma vez que os níveis de inadimplência têm apresentado um forte crescimento nos últimos anos. Ou seja, a maioria das pessoas sabe o que significa estar negativado, sem crédito na praça.

Apesar de funcionarem de forma parecida, é importante que você saiba que SCPC, SPC e Serasa não são a mesma coisa ou a mesma empresa.

Na realidade, ambos funcionam como grandes cadastros que recebem os dados das pessoas que deixam de pagar as suas dívidas por algum motivo. É daí que surge uma expressão bem famosa no Brasil que é ficar com o “nome sujo”.

Pensando nisso, ao longo deste artigo explicaremos a você um pouco mais sobre essas três entidades e responderemos algumas das principais perguntas das pessoas, como: o que são e qual a diferença entre elas. Confira a seguir!

O que são SCPC, SPC e Serasa?

Inicialmente, é importante destacar que SCPC, SPC e Serasa são empresas distintas, mas que prestam serviços semelhantes. Essa é uma das maiores fontes de confusão para os consumidores que, na maioria das vezes, ficam sem saber qual desses serviços consultar caso fiquem inadimplentes.

Veja, abaixo, as principais informações sobre cada um desses serviços:

SCPC

A sigla SCPC significa Serviço Central de Proteção ao Crédito e é uma instituição administrada pela Boa Vista Serviços.

A criação do SCPC ocorreu ainda em 1955 e tinha como seu principal objetivo auxiliar as empresas brasileiras a realizarem operações de crédito e transações comerciais com mais segurança.

Nesse sentido, se uma pessoa deixa de pagar uma dívida, o SCPC envia uma carta solicitando a regularização, mas toda a negociação deve ser feita diretamente com a empresa credora.

Após o pagamento da dívida, a empresa solicita a retirada do nome do consumidor do banco de dados do SCPC.

SPC

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é um banco de dados gerenciado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e é considerado o maior e mais completo banco de dados desse tipo na América Latina.

Como está intimamente ligado ao comércio, isso justifica o fato de esse ser um dos maiores bancos de dados desse tipo no Brasil.

O serviço visa, além de proteger as relações comerciais, oferecer soluções aos lojistas no que tange à tomada de decisão para a concessão de crédito a pessoas físicas e jurídicas em todo o país.

Hoje, o SPC conta com mais de um milhão de associados entre pequenos lojistas e grandes redes de magazines, além de indústrias, empresas prestadoras de serviços e entidades financeiras.

Serasa

O Serasa é um banco de dados de maus pagadores que existe desde 1968, quando foi criado por meio de uma parceria entre a Associação de Bancos do Estado de São Paulo (ASSOBESP) e a Federação Brasileira das Associações de Bancos (FEBRABAN).

Por conta de sua origem no mercado bancário, a Serasa tem como principal característica receber os dados dos inadimplentes da maior parte das instituições financeiras do país.

Em 2007, a Serasa foi comprada pelo grupo irlandês Experian e o seu nome no Brasil passou a ser Serasa Experian.

Qual a diferença entre SCPC, SPC e Serasa?

Como você pode perceber, tanto o SCPC quanto o SPC e a Serasa têm funções semelhantes, que envolvem a proteção do comércio e do crédito no Brasil.

No entanto, a diferença entre essas entidades é bastante sutil, uma vez que está relacionada principalmente à fonte dos dados que são recebidos em cada um.

Os bancos de dados do SCPC e do SPC Brasil são alimentados principalmente por lojistas credenciados, ou seja, a maior parte dos nomes que integram essa base de dados é de pessoas que compraram algum bem ou serviço, mas acabaram se tornando inadimplentes.

Já no caso da Serasa, o banco de dados é composto principalmente pelos nomes de pessoas que possuem dívidas junto a instituições financeiras como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, por exemplo.

Como funcionam os cadastros de inadimplentes?

A criação dos serviços de proteção ao crédito e congêneres é prevista no Código de Defesa do Consumidor, que também dispõe que elas são entidades de caráter público.

Nesse sentido, uma vez que você deixa de pagar alguma dívida dentro do prazo combinado, a empresa credora poderá incluir essa dívida junto ao seu CPF em uma das três instituições existentes no Brasil: SCPC, SPC ou Serasa.

Uma vez com o nome “sujo”, você terá mais dificuldade em conseguir crédito na praça, já que a maioria das empresas consulta esses bancos de dados antes de liberar algum crédito para os consumidores.

Dados do SPC Brasil relativos aos primeiros meses de 2019 mostraram que a inadimplência vinha aumentando nos últimos anos no país e chegou a atingir quase 40% da população. Segundo um estudo do Serasa, mais de 62 milhões de pessoas (ou seja, cerca de 30% da população brasileira) estão atualmente com o nome negativado.

Esse cenário é bastante preocupante, pois quanto maior o número de pessoas sem acesso ao crédito, pior é para o comércio, para a indústria e para o setor de serviços, visto que essas pessoas deixarão de consumir.

No entanto, uma vez paga a dívida que originou a negativação do CPF, os serviços de proteção ao crédito têm o prazo de cinco dias úteis para excluir o nome do devedor de seu banco de dados.

Além disso, há casos em que a negativação pelas dívidas não pagas pode “caducar”, ou seja, após passados cinco anos da inscrição da dívida nos serviços de proteção ao crédito, a restrição prescreve e o nome do devedor acaba sendo retirado da restrição.

Vale lembrar, contudo, que não se trata de uma situação de prescrição da dívida em si, mas apenas da restrição no SCPC, no SPC ou no Serasa. Ou seja, mesmo após passados cinco anos, a empresa credora ainda tem o direito de cobrar essa dívida.

Como saber se meu nome foi negativado?

Antigamente era bastante complicado saber se o seu nome consta nos cadastros do SCPC, SPC ou Serasa. Isso porque a consulta deveria ser feita presencialmente na CDL ou por pessoas que tinham acesso ao sistema, no caso da Serasa.

Hoje, saber se o seu nome foi negativado por algum dos serviços de proteção ao crédito se tornou muito mais fácil, pois isso pode ser feito diretamente pela internet de um computador ou dispositivo móvel.

No caso da Serasa, a consulta pode ser feita pelo site www.serasaconsumidor.com.br ou diretamente em qualquer uma das lojas da Serasa Experian espalhadas pelo Brasil. Já no caso do SCPC, a consulta pode ser feita pelo site da instituição: www.consumidorpositivo.com.br. Em ambos os casos a consulta é gratuita e depende apenas de um cadastro simples.

O SPC Brasil é o único dos bancos de dados que cobra uma taxa para que você possa consultar se há restrições em seu CPF. O acesso é feito pelo site www.spcbrasil.org.br e nele você pode adquirir créditos para realizar a consulta. Também é possível consultar se há restrições em seu CPF comparecendo ao balcão de atendimento da Câmara dos Dirigentes Lojistas de sua cidade.

 

foto com carteira sendo pressionada

Dicas para evitar que seu nome seja negativado

Se você quer aprender como mudar de vida financeira, precisa aprender que a palavra-chave é mesmo a organização. Uma vez que você aprende a organizar a sua vida financeira, nunca mais terá que se preocupar com siglas como SCPC, SPC ou Serasa. 

Assim, sempre que possível, faça um planejamento de suas contas e lembre-se de retirar uma parte de seu salário para fazer algum investimento e, também, para criar uma reserva de emergência.

Imprevistos podem acontecer a qualquer momento e eles são a principal causa de inadimplência entre os brasileiros. Assim, se uma dessas situações acontecem, a reserva de emergência pode salvar o seu nome da restrição.

Caso você não consiga pagar alguma dívida em um determinado mês e já não tenha disponível a sua reserva de emergência, também vale procurar a instituição financeira e buscar uma negociação para evitar que seu nome seja negativado.

Não consegui pagar até agora. Vale a pena deixar caducar?

Faz parte do imaginário coletivo a informação de que dívidas antigas não podem mais ser cobradas depois de um tempo, mais especificamente, depois de cinco anos. Mas, é verdade que toda dívida caduca? Bom, não funciona bem assim.

Quando uma pessoa contrai uma dívida, ela tem o seu nome inserido nos órgãos de proteção ao crédito. Ou seja, ela passa a estar com o nome sujo, como é popularmente chamado. Esse nome, porém, deve ser removido das listas se, em cinco anos, a questão não for resolvida.

Bom, então a pessoa tem a dívida perdoada, certo? Errado! Nem sempre as duas coisas estão juntas. Em certos casos, apesar de o nome ficar limpo, a empresa ainda pode cobrar essa pessoa e manter a pendência financeira no banco de dados do Banco Central para eventuais consultas. Nesse caso, a inadimplência ainda persiste.

Em outros casos, sim, há o tempo em que o credor perde o direito legal de cobrar a dívida, porém, ele ainda pode pedir o pagamento dela. E, caso a pessoa não pague a conta e regularize a situação, a instituição não será obrigada a conceder um novo serviço para ela.

Então, dito tudo isso, a resposta é não. Não vale a pena deixar a dívida caducar. Manter uma dívida, mesmo alcançando o status de ter o nome limpo, pode complicar as suas pretensões frente a opções de crédito e financiamentos. 

Como regularizar?

Se caducar não é a melhor opção, por outro, regularizar e renegociar as dívidas é o mais indicado. Como? Com disciplina e muita negociação.

O princípio aqui é simples: quem assume a cobrança da dívida considera que não conseguirá reaver todo o valor. E você deve lidar com isso ao seu favor. Os credores estão dispostos a abrir mão, sobretudo, daqueles valores que dizem respeito exclusivamente aos juros.

Tenho o nome “sujo”, como ficam meus investimentos?

Não existe uma relação direta entre ter o nome negativado e os investimentos. Na realidade, se você está pensando em começar a investir, mas está com o nome “sujo”, talvez a melhor opção seja pagar essa dívida antes de começar seus investimentos.

Isso porque uma dívida em atraso gera juros que, na maior parte das vezes, são maiores que os de qualquer aplicação financeira.

Alguns cartões de crédito, por exemplo, podem cobrar juros de quase 20% ao mês pelo atraso no pagamento, o que certamente pode fazer com que todo o dinheiro que você ganhe com investimentos seja, no fim de tudo, consumido pela dívida.

Se você já investe e acabou ficando inadimplente, o ideal é planejar uma forma de quitar esse débito o quanto antes. Para isso, você pode utilizar, por exemplo, a sua reserva de emergência, que deve ser aplicada em algum produto que tenha liquidez diária.

Caso você tenha alguma dúvida sobre o assunto, um dos assessores de investimentos da EQI pode ajudar a encontrar a melhor solução para o seu caso e a montar uma carteira de investimentos que atenda aos seus planos futuros. Aproveite que essa assessoria é gratuita e entre em contato agora mesmo.

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