Mercados
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Resumo da semana: dados de emprego e alta do PIB foram destaque

Resumo da semana: dados de emprego e alta do PIB foram destaque

Claudia Zucare

Claudia Zucare

02 Set 2022 às 14:36 · Última atualização: 02 Set 2022 · 7 min leitura

Claudia Zucare

02 Set 2022 às 14:36 · 7 min leitura
Última atualização: 02 Set 2022

foto de calendário

O resumo da semana de 29 de agosto a 2 de setembro traz como destaques o payroll americano, com criação de empregos acima do esperado nos EUA, mas aumento da taxa de desemprego, o que mantém sob suspense os próximos passos do Federal Reserve (Fed) quanto à escalada dos juros.

No Brasil, destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a taxa de desemprego, que vieram melhores do que o esperado.

Confira o que mais foi destaque.

Leia também:

Resumo da semana no Brasil

PIB do Brasil cresce acima do esperado

Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre teve alta de 1,2% na comparação trimestral, ante expectativa de 1%. 

É o quarto resultado positivo consecutivo do PIB, após recuo de 0,3% no segundo trimestre do ano passado. O PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no Brasil, chegou a R$ 2,404 trilhões em valores correntes.

O setor de serviços, que responde por 70% da economia, avançou 1,3% no período. A indústria, 2,2%. E a agropecuária, 0,5%. 

Com isso, a atividade econômica está 3% acima do patamar pré-pandemia, registrado no quarto trimestre de 2019, e atinge o segundo patamar mais alto da série, atrás apenas do alcançado no primeiro trimestre de 2014. 

Para o ano de 2022, a projeção da EQI Asset permanece em 2,2%, com contração ao longo do segundo semestre.

gráfico com PIB brasileiro
Fonte: IBGE

Desemprego no Brasil recua

A Pnad Contínua, do IBGE, apontou que a taxa de desocupação do trimestre de maio a julho de 2022 recuou de 9,3% para 9,1%, na comparação com o trimestre finalizado em junho. 

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, ressalta que, no mesmo trimestre de 2021, a taxa de desocupação era de 13,7%. 

“Temos uma desaceleração importante da taxa de desemprego nos últimos 12 meses, como a gente já vinha observando. A ocupação continuou crescendo, mas em ritmo mais lento do que no início do ano, refletindo um mercado de trabalho bom, mas com a economia dando sinais de estabilidade. Os empregos formal e informal seguem crescendo, mas sem o mesmo ímpeto observado anteriormente”, avalia.

Em termos setoriais, ele salienta que todos os setores da economia analisados voltaram para o nível pré-pandemia. “Primeiro, tivemos o retorno do setor industrial, depois serviços, agora todos de volta ao nível de antes da pandemia”.

O ponto de atenção, ele diz, é quanto o segundo semestre, quando deve ocorrer uma desaceleração dos dados econômicos.

gráfico com taxa de desemprego
Reprodução/IBGE

Brasil cria 218.902 vagas com carteira assinada

Caged apontou a criação de 218.902 vagas de emprego com carteira assinada em julho, com saldo líquido no ano positivo em 1.560.896 vagas.

Para Stephan Kautz, da EQI Asset, os números, apesar de abaixo da expectativa do mercado (250 mil), foram muito positivos e demonstram aumento das admissões e estabilidade das demissões.

gráfico Caged
Fonte: Ministério do Trabalho

Inflação do aluguel recua

Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da FGV, caiu 0,70% em agosto, após alta de 0,21% no mês anterior.

Com este resultado o índice acumula alta de 7,63% no ano e de 8,59% em 12 meses. Em agosto de 2021, o índice havia subido 0,66% e acumulava alta de 31,12% em 12 meses.

Produção industrial do Brasil cresce 0,6% em julho

Produção Industrial do Brasil, medida pelo IBGE, teve alta de 0,6% na passagem de junho para julho e voltou a crescer após queda de 0,3% no mês anterior.

gráfico produção industrial
Fonte: IBGE

Confira também:

Resumo da semana no exterior

Payroll: EUA criam 315 mil postos de trabalho em agosto

A sexta-feira (2) foi dia do indicador mais aguardado da semana, o payroll. A folha de pagamentos oficial não-agrícola dos EUA apontou a criação de 315 mil postos de trabalho em agosto, ante expectativa de 300 mil. 

O mercado de trabalho forte tende a pressionar ainda mais a inflação e, por consequência, exigir um Federal Reserve (Fed) ainda mais agressivo na escalada de juros para controlar os preços. 

Ainda sobre o mercado de trabalho americano, na quinta (1) foram divulgados os novos pedidos de auxílio-desemprego, que vieram em 232 mil, ante projeção de 245 mil. 

Na quarta (31), a pesquisa ADP, considerada prévia do payroll (mas que, ao contrário deste, só contabiliza cargos da iniciativa privada), ficou em 132 mil empregos em agosto, abaixo do consenso, de 310 mil.

Após esses dados, o mercado segue firme na expectativa de alta de 0,75 ponto porcentual de juros na próxima reunião do comitê de política monetária, que acontece dia 21 de setembro. 

gráfico taxa de desemprego EUA
Taxa de desemprego EUA. Fonte: BLS

Inflação recorde na zona do euro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) da zona do euro atingiu novo recorde em agosto, chegando a 9,1% na base anual.

O resultado veio acima da projeção de estabilidade em 8,9% e coloca mais pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) quanto ao aumento dos juros. O mercado aumenta as apostas em 0,75 ponto porcentual de alta de juros na próxima decisão de política monetária, em setembro. 

gráfico com itens da inflação na zona do euro
Inflação por itens. Fonte: Eurostat

Leia também:

Gostou do resumo da semana? Quer ajuda para investir melhor? Clique aqui e fale com um dos assessores da EQI!

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias