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Resumo da semana: juros nos EUA e crise na Ucrânia ditaram o humor do mercado

Resumo da semana: juros nos EUA e crise na Ucrânia ditaram o humor do mercado

Redação EuQueroInvestir

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19 Fev 2022 às 10:00 · Última atualização: 19 Fev 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

19 Fev 2022 às 10:00 · 6 min leitura
Última atualização: 19 Fev 2022

resumo da semana: foto de calendário

Reprodução/Pixabay

O resumo da semana de 14 a 18 de fevereiro traz como destaques as tensões do mercado com dois temas que vêm causando volatilidade: a iminente subida de juros nos Estados Unidos e a crise russa-ucraniana. Saiba o que rolou de importante no Brasil e no mundo.

Resumo da semana no exterior

Ata do Fomc reduz pressão sobre juros

Os mercados reagiram positivamente à ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que foi considerada dovish.

O tom mais ameno do Fed fez os analistas voltarem a projetar alta de 0,25 ponto porcentual para março – ao invés dos 0,5 p.p. que vinha sendo ventilado. Mais cinco altas sequências são aguardadas ainda para este ano.

Dados positivos nos EUA

As vendas no varejo e a produção industrial surpreenderam positivamente nos EUA.

A produção industrial em janeiro subiu 1,4%, ante recuo de 0,1% em dezembro. O consenso do mercado era de alta de 0,4%.

Já as vendas no varejo subiram 3,8%, acima da previsão de alta de 2% e após queda de 2,5% em dezembro (revisada de 1,9% anunciado anteriormente).

Crise na Ucrânia

O conflito entre Rússia e Ucrânia vem se tornando uma guerra de narrativas, com dois lados fornecendo informações completamente opostas.

Enquanto o presidente russo afirmava que estava recuando com as tropas, os EUA diziam que ele estava, na verdade, enviando ainda mais soldados para a região.

Para a semana que vem, é aguardado um encontro entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrova, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

Resumo da semana no Brasil

Bolsa operou boa parte da semana descolada do exterior

Por aqui, a bolsa brasileira seguiu boa parte da semana descolada dos mercados globais, sendo impulsionada pelas commodities e pelo capital estrangeiro. Mas de quinta em diante, o Ibovespa cedeu à aversão ao risco global por conta da crise russa-ucraniana.

Projeção de juros mais altos

O Boletim Focus, captado pelo Banco Central junto às instituições financeiras, apontou uma alta na projeção para a Selic de 2022: de 11,75% para 12,25% esta semana. A inflação também foi revista: de 5,44% para 5,50%.

Vale lembrar que, semana passada, o IPCA voltou a surpreender negativamente, com a maior variação para janeiro desde 2016. E a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) deixou em aberto os próximos passos do Banco Central, mas colocou no plural os “novos reajustes” possíveis. O BC afirmou que haverá uma desaceleração no ritmo de altas da Selic – até aqui, de 1,5 ponto porcentual.

O mercado já trabalha com a hipótese de pelo menos uma alta de 1 ponto porcentual na próxima reunião de março. E mais 0,50 p.p. para maio – ou duas sequenciais de 0,25 p.p.

Bolsonaro na Rússia

Apesar de alguns especialistas em política internacional criticarem a visita do presidente Jair Bolsonaro para a Rússia, em um momento delicado entre a potência militar e a Ucrânia, o movimento foi avaliado como positivo para o agronegócio. Uma das pautas principais do encontro foi a questão dos fertilizantes.

De acordo com o Ministério da Agricultura, cerca de 20% de todo o fertilizante importado tem origem russa. Este item é tão importante para o agronegócio, que ele representa 65% de todos os produtos que vêm da Rússia para o Brasil.

O presidente afirmou que a viagem à Rússia teve como saldo o compromisso do empresariado russo em fornecer fertilizantes ao agronegócio brasileiro, além da palavra final de uma empresa russa de que vai produzir fertilizantes em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. “Assinamos alguns acordos ou protocolos de intenções voltados para as áreas de defesa e energia, prospecção de petróleo”, disse.

Bolsonaro

Reprodução/Agência Brasil

Temporada de balanços

Nesta semana, teve sequência a temporada de balanços do 4TRI21, com a divulgação dos seguintes resultados:

  • Rumo (RAIL3) reverte lucro em prejuízo de R$ 384 mi no 4TRI20.
  • Taesa (TAEE11) tem lucro líquido de R$ 423 milhões no 4TRI21, queda de 43,6% na comparação anual.
  • BR Properties (BRPR3) reverte lucro e tem prejuízo líquido de R$ 47,43 milhões no 4TRI21.
  • Aeris (AERI3) reporta lucro líquido de R$ 18,11 milhões, alta de 15,9% na comparação com 4TRI20.
  • Neoenergia (NEOE3) tem lucro líquido de R$ 635 milhões, com queda de 36% frente o 4TRI20.
  • 3 Tentos (TTEN3) tem lucro líquido de R$ 228,91 milhões, alta de 91,5%.
  • BMG (BMGB4) registra lucro líquido recorrente de R$ 48 milhões, com queda de 49,8% sobre o 4TRI20.
  • Vamos (VAMO3) tem lucro líquido de R$ 117,7 milhões no quarto trimestre do ano passado (4TRI21), aumento de 116,8% frente ao 4TRI20.
  • Kepler Weber (KEPL3) tem lucro líquido de R$ 84,5 milhões no 4TRI21, com alta de 308,2% sobre o 4TRI20.
  • Totvs (TOTS3) registra lucro líquido de R$ 125,9 milhões no 4TRI21, com alta de 45,1% sobre o 4TRI20.
  • EDP Brasil (ENBR3) lucra R$ 809 milhões no 4TRI21, alta de 15,6% na base anual.
  • Weg (WEGE3) registra lucro de R$ 874,055 milhões no 4TRI21, alta de 17,8% em relação a igual trimestre de 2020.
  • Caixa Seguridade (CXSE3) reporta lucro líquido de R$ 545,7 milhões no 4TRI21, 20,4% a mais do que o 4TRI20.
  • Carrefour (CRFB3) lucra R$ 766 milhões no 4TRI21, com queda de 13,5% na comparação anual.
  • PetroRio (PRIO3) lucra R$ 894 milhões no 4TRI21, com alta de 32% frente ao 4TRI20.
  • Banrisul (BRSR6) tem lucro líquido de R$ 247,8 milhões no 4TRI21, com aumento de 58,2% frente ao mesmo período do ano anterior.
  • BTG Pactual (BPAC11) tem lucro líquido ajustado de R$ 1,78 bilhão no 4TRI21, crescimento de 41,7% em relação ao 4TRI20.
BTG

Receitas BTG. Fonte: BTG Pactual

Como investir em 2022?

A EQI Investimentos promoveu na noite de quinta-feira (18) a live “Decisões inteligentes: Invista melhor este ano”.

Com a presença de Aline Cardoso, head da EQI Research; e Denys Wiese, head de Renda Fixa da EQI Investimentos, o evento explorou as oportunidades e as estratégias de proteção em um ano que promete ser bem atípico, por uma série de fatores.

Começa por ser 2022 um ano eleitoral, com muita polarização à vista e ameaças fiscais constantes, com candidatos flertando cada vez mais com medidas populistas.

Além disso, a expectativa é de continuidade nas altas das taxas de juros por aqui, pelos menos por mais alguns meses, com projeção da Selic se aproximando cada vez mais de 13% ao ano, o que, por sua vez, se é bom para a renda fixa, por outro lado compromete a retomada da economia.

Nos Estados Unidos, se aproxima o momento de o Federal Reserve (Fed), banco central americano, começar também por lá a subida dos juros. O que também impacta o Brasil, porque o capital estrangeiro tende a migrar para o tesouro americano, considerado o ativo mais seguro do mundo.

Não bastasse, há ainda certa preocupação com a possibilidade de novas ondas de Covid.

E mais tensões quanto a um possível conflito na Ucrânia, colocando membros da Otan contra a Rússia.

A boa notícia, como afirma Aline Cardoso, é que tem muita oportunidade no mercado. “A notícia ruim é que o cenário está bastante conturbado mesmo”, ela diz.

Confira as recomendações de investimento e proteção dos nossos especialistas, clicando aqui. Aproveite e assista a live na íntegra.

Veja, abaixo, as recomendações da EQI para alocação de acordo com o perfil de investidor.

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