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Recessão é a queda da atividade econômica por longo período

Recessão é a queda da atividade econômica por longo período

Osni Alves

Osni Alves

02 Mai 2022 às 11:08 · Última atualização: 19 Jun 2022 · 11 min leitura

Osni Alves

02 Mai 2022 às 11:08 · 11 min leitura
Última atualização: 19 Jun 2022

Analista acompanha o mercado para ver como estão os ativos em face da recessão.

A recessão é a queda da atividade econômica por um período prolongado. Ela acontece quando o ciclo econômico de um país entra em uma fase de encolhimento.

Muita gente já ouviu essa palavra no noticiário, seja a respeito da possibilidade desse recuo com respeito ao Brasil ou em relação a qualquer outro país.  

Pode-se dizer que esse fenômeno é um “fantasma” sempre à espreita tentando um espaço para voltar a assombrar governos, empresas e trabalhadores.

Acontece que em um cenário de recessão, a oferta de emprego diminui, visto que ela está diretamente atrelada à produção de um país.

Ao longo deste artigo preparado pela EQI Investimentos você vai conhecer tudo acerca desse evento.

O que é recessão econômica na prática?

A recessão econômica na prática significa que a produção industrial e, consequentemente, o poder de compra estão em patamares inferiores do que estavam até então. E isso em um período mais estendido de tempo.

Esse fenômeno afeta diretamente o nível de produção, a taxa de desemprego e a renda familiar média. O indicador mais comum para apontar uma recessão é o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de toda a produção no país, que é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

Com isso em mente, saiba que quando o PIB fica negativo por dois trimestres consecutivos, há a caracterização de que o país entrou em uma recessão técnica. Não significa, porém, que a situação econômica está deteriorada, visto que há casos em que o PIB se contrai porque um setor específico da economia caiu muito, mas os outros estão estáveis.

Assim, pode-se dizer que, de fato, a recessão é o agravamento dessa situação, caracterizado por um forte impacto na economia, com vários setores encolhidos por um período prolongado, implicando em diminuição de renda e aumento do desemprego.

Em relação aos principais segmentos afetados, pode-se elencar:

  •  Aumento do desemprego;
  • Diminuição da renda familiar;
  •  Redução da taxa de lucro;
  •  Aumento do número de falências e concordatas;
  •  Queda dos níveis de investimentos.

Quais são as causas de uma recessão?

Não existe um fator singular que possa explicar as causas de uma recessão e, assim, não há uma resposta final.

Equipes econômicas e de governo desalinhadas podem contribuir para este fenômeno, bem como catástrofes ambientais e até instabilidades políticas em escala mundial.

Catástrofes de ordem humanitária causadas por guerras e outros conflitos também contribuem para uma recessão. Isso porque um país vende ou compra de outro e, assim, acontece uma interrupção no fluxo comercial.

Pandemias, como a da Covid-19, também podem contribuir ou ser a causa direta de uma recessão. Podemos lembrar que em 30 de julho de 2020 foi confirmado que o PIB dos Estados Unidos havia caído 32,9% no segundo trimestre. Resultado do vírus mundo afora.

Isso porque em um cenário de pandemia, como o visto, há menor circulação de pessoas, o que gera menos demanda por produtos e serviços. Pode-se dizer, ainda, que menos demanda acarreta menos produção.

Para além disso, menos produção implica em menos venda de produtos e serviços oferecidos por empresas. Acontece que sem vender as empresas começam a demitir. O aumento do desemprego diminui a renda familiar.

Neste mesmo cenário, a diminuição de renda desestimula ainda mais o consumo.

E o Brasil neste panorama?

A economia brasileira costuma ser capenga em alguns aspectos por uma série de fatores, dentre os quais, só a título de informação, o modal logístico. O país tem muitas rodovias precárias, não explora como deveria o transporte ferroviário e menos ainda o aquaviário.

Isso cria um gargalo na produção e transporte de todos os tipos de produtos e serviços, incluindo aí aquilo que circula no país, bem como os itens que vão para o exterior.

Mas, falando especificamente, a economia brasileira recuou 0,1% no terceiro trimestre de 2021 e apresentou recessão técnica, que ocorre quando há queda por dois trimestres seguidos.

Levando em consideração a série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que começou em 1996, a primeira recessão técnica ocorreu em 2001, pressionada pela crise na Argentina e pelos atentados nos Estados Unidos.

Ainda de acordo com a autarquia, o país passou cinco anos sem entrar em recessão técnica depois de 2003, mas foi atingido pela crise financeira global, que teve início nos Estados Unidos, em 2008 e viu o cenário se repetir em 2009.

Entre 2015 e 2016, por exemplo, a economia brasileira recuou novamente, com a desaceleração das commodities, represamento de preços, alta inflação e os juros baixos.

Em 2020 o Brasil tomou outro tranco por conta da pandemia, mas aí foi o mundo todo, ou boa parte dele. Naquele primeiro trimestre do ano apresentou queda de 2,3%, enquanto o segundo trimestre teve queda mais bruta, de quase 9%.

O ranking da Austing Rating, que engloba 33 países, mostra que o PIB do Brasil se encontra na 26ª posição com o menor crescimento entre as economias analisadas.

O segmento agropecuário é o que representa a menor parcela do PIB, com 6,80% de participação. Serviços (72,80%) e indústria (20,40%) compõem a maior parcela.

Como ficam os investimentos em meio a este cenário?

Se você quer saber como ficam os investimentos em meio a este cenário, saiba que para o investidor, especialmente pessoa física, esse fenômeno não costuma ter grandes impactos na estratégia de alocação.

Acontece que investir já é, por si só, um mecanismo de autoproteção. Desta forma, cabe ao investidor – ou a equipe de assessores que o auxiliam – ler o mercado e acompanhar para onde a economia está indo.

Investimentos como títulos de renda fixa indexada à inflação, fundos imobiliários e ações de empresas com fundamentos sólidos seguem boas pedidas, assim como veículos para investimentos internacionais, como BDRs (ações de empresas estrangeiras listadas na bolsa brasileira) e ETFs (fundos negociados na bolsa, que replicam índices).

Inclusive, é importante que se diga que existem três tipos de recessão, sendo a Técnica, a Econômica e a Depressão Econômica.

A primeira se refere ao início de um processo de recessão e atende especialmente os conceitos técnicos econômicos. Podemos dizer que esse cenário é caracterizado quando há resultado negativo do PIB por dois trimestres consecutivos.

Como esse é o início do processo, não se pode decretar uma recessão de fato. O local em questão pode se recuperar e a queda da atividade econômica pode se mostrar pontual.

Já a Recessão Econômica é caracterizada por resultados fracos por dois trimestres seguidos, e a Depressão Econômica é caracterizada por longos períodos de recessão e por uma queda acentuada do PIB. Níveis negativos acima de 10% já indicam um cenário bastante preocupante.

É normal que haja redução da atividade econômica em ciclos, mas quando a queda é grande e a situação se arrasta por muito tempo, é sinal de que existem graves problemas.

Em um cenário como este, a EQI Investimentos recomenda papéis pré-fixados, IPCA+ e ações de valor.

A Europa vai entrar em recessão?

Saber se a Europa vai entrar em recessão, ou não, é uma pergunta bastante difícil, visto que até mesmo os economistas da Região se dividem quanto a isto.

Uma parte admite em uníssono uma revisão em baixa das previsões — atualmente nos 5,5% para Portugal (Governo) e 4% para a Zona Euro (Comissão Europeia) –, mas não arriscam números devido à incerteza do momento.

Tudo isso aditivado pelo conflito Rússia-Ucrânia que, por sua vez, gerou uma crise energética na União Europeia, e outros fatores não menos importantes.

Há, entre os economistas, aqueles que acreditam que o impacto será marginal, enquanto outros dizem que a crise que está se instalando servirá de empecilho à retomada econômica. O próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) elenca, em relatório, que a guerra e as sanções impostas terão impacto severo na economia global.

Os especialistas dizem acreditar que muito provavelmente o impacto nos números do PIB comecem a aparecer no segundo trimestre uma vez que “os indicadores de confiança devem deteriorar-se significativamente.

De qualquer maneira, a melhor ilustração acerca do que está por vir é do próprio FMI para quem a situação continua a ser de “extraordinária incerteza” do que está por vir.

De acordo com o Fundo, em muitos países esta crise está a criar um “choque adverso” tanto na taxa de inflação como na atividade econômica, principalmente nos países com maior relação comercial com a Rússia ou a Ucrânia.

Aos bancos centrais, o FMI aconselha um monitoramento cuidadoso do aumento dos preços e pede que as autoridades calibrem as respostas apropriadas ao momento que as economias vivem. No caso da política orçamental, a instituição pede aos Governos que ajudem os mais vulneráveis para colmatar o aumento do custo de vida.

Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz rejeita os apelos dos países do Leste que pede um corte parcial das importações de gás russo.

Para ele, fechar por completo a torneira de gás russo afogaria a Europa em uma recessão. A meta, disse, é diminuir a dependência da commodity até que haja outra alternativa à vista.

 Analista acompanha o mercado para ver como estão os ativos em face da recessão.

Existe relação de causa e efeito entre EUA, Europa e Brasil?

De fato, existe uma relação de causa e efeito entre EUA, Europa e Brasil. Os dois primeiros são países desenvolvidos e, por isso, apresentam mais blindagem contra os problemas econômicos. Logo, se houver uma ocorrência que ultrapasse essa barreira invisível significa que países emergentes, a exemplo do Brasil, vão sofrer tanto quanto ou muito mais.

Isso porque os emergentes não têm a mesma couraça para suportar os trancos impostos pelos problemas decorrentes de uma recessão. Então, se o vizinho mais forte e melhor preparado for magoado por um fator como este, o vizinho mais fraco e menos preparado, em tese, poderá ter um efeito ainda mais prejudicial e prolongado.

Recorrendo a assessores para se municiar de todas as informações

Mesmo compreendendo tudo acerca de investimentos, é recomendável também contar com profissionais especializados na hora de fazer levantamentos, cálculos e decidir por vender ou segurar.

A EQI Investimentos, por exemplo, conta com mais de mil profissionais treinados para oferecer sempre a melhor assessoria sobre todo tipo de investimento. A empresa atende por telefone, chat, e-mail e coloca seu time à disposição para ligar aos interessados também.

Além disso, mantém no ar o portal Euqueroinvestir.com com notícias, artigos e análises de maneira a manter seu público sempre bem-informado. E não apenas isso, mas também um canal no YouTube com aulas, análises, call de mercado e tudo o que é essencial ao investidor, seja ele iniciante ou alguém cum uma carteira robusta.

EQI é BTG Pactual (BPAC11)

A EQI alcançou, recentemente, R$ 14 bilhões sob custódia, o que faz dela uma das maiores assessorias do país. Isso se dá também por conta dos muitos escritórios em cidades importantes, sendo capitais ou não.

Além disso, a EQI é associada do BTG Pactual (BPAC11), ou seja, tratar com a EQI é tratar com o maior banco de investimentos do Brasil, o que garante agilidade e segurança, além de uma infinidade de opções e operações à disposição do investidor.

Inclusive, o investidor que quiser se aprofundar ainda mais acerca da marcação a mercado pode obter, gratuitamente, um documento do próprio BTG. O objetivo, com isso, é municiar o investidor com todos os recursos possíveis, de maneira que ele conheça cada vez mais e se sinta seguro e confortável para fazer seus movimentos no mercado de capitais.

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