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FII Summit: FIIs, uma indústria em ebulição

FII Summit: FIIs, uma indústria em ebulição

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:59 · Última atualização: 07 Jun 2022 · 5 min leitura

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:59 · 5 min leitura
Última atualização: 07 Jun 2022

FII Summit 2022

O que o mercado de FIIs do Brasil perde na comparação com os mercados de países desenvolvidos? Na verdade, em nada, se analisarmos pela ótica de quem acredita no grande potencial que existe nas terras brasileiras. 

Investidores atentos sabem que é uma questão de tempo até que novas classes de ativos e a expansão de serviços especializados para além das praças tradicionais conquistem espaço entre os players da indústria de Fundos Imobiliários.

Foi para falar sobre essa verdadeira indústria em ebulição que o FII Summit recebeu Celina Vaz, Sócia de Relações com Investidores da BlueMacaw e Silvia Benvenuti, Head de Fundos Alternativos da BV Asset.

Elas estiveram reunidas na segunda edição do FII Summit, maior evento sobre Fundo Imobiliários do Brasil.

  • Você pode conferir o painel na íntegra e toda a programação do FII Summit de maneira totalmente online e gratuita. Faça sua inscrição aqui. Aprenda com os grandes nomes do mundo dos fundos imobiliários.


Acompanhe abaixo alguns dos pontos mais importantes do painel “FIIs: uma indústria em ebulição”:

Juros altos: desafio ou oportunidade para os FIIs? 

“Juros altos são contra o mercado de Fundos Imobiliários. Mas, o que estamos vivendo agora é algo pontual da economia, Quando vivíamos os juros baixos, muitos investidores começaram a se interessar pelos FIIs. 

Muitos Fundos de Previdência, por exemplo, passaram a olhar os Fundos Imobiliários como uma alocação estratégica e acredito que isso continuará”, comenta Silvia Benvenuti – Head de Fundos Alternativos da BV Asset. 

“Os juros baixos atraíram novos investidores em busca de maior retorno para os seus portfólios. O ano é difícil, mas eventos recentes acontecidos nessa indústria, como as discussões sobre a tributação dos Fundos e sobre a contabilização dos dividendos, trouxeram muita volatilidade para o mercado.

Contudo, o crescimento que tivemos em investimentos em FIIs em 2022 provam que essa é uma indústria resiliente. Apesar dos juros altos, existem alternativas em FIIs que continuam a entregar bons dividendos para os investidores”, avalia Celina Vaz, Sócia de Relações com Investidores da BlueMacaw.

ESG: posicionamento é um caminho sem volta

“Na BlueMacaw estamos incluindo na análise dos ativos os impactos ambiental, social e econômico. Este é um trabalho já em curso e que visa buscar constantemente melhorias para consolidar o nosso posicionamento. Todos os players do mercado precisam estar atentos, pois o ESG é um caminho sem volta”, afirma Celina. 

“A BV Asset quando faz a análise de crédito verifica esse rating. Se a nota ESG é baixa, temos reduzido a alocação para as empresas que não possuem uma posição adequada”, complementa Silvia.

Investidor de imóveis é um público-alvo para os FIIs?

“Sem dúvidas, o investimento Real State está arraigado na cultura do brasileiro. A compra de um imóvel é, geralmente, é um primeiro movimento. Com o tempo, é que se percebe o alto custo de sua manutenção. Sem falar da preocupação com inquilinos, a contratação de uma administradora, o pagamento de impostos, entre outras questões”, observa Silvia. 

“Uma boa forma de crescer a indústria de FIIs seria expandir e ofertar serviços de qualidade para locais ainda não atendidos e trazer os grandes donos de imóveis para obterem uma gestão mais profissionalizada. 

Os avanços que tivemos na indústria de Fundos Imobiliários pode fazer isso. Afinal, são várias nuances que precisam ser acompanhadas no mercado imobiliário, sem profissionalização da gestão do portfólio, há o risco de deixar dinheiro na mesa”, ressalta Celina.

Mirar em exemplos dos países desenvolvidos 

“O mercado em países desenvolvidos tem mais classe de ativos. Nos EUA, por exemplo, existem 12 classes. Aqui no Brasil temos 4 ou 5. A alocação das pessoas físicas fora do Brasil oscila entre 5 a 15% do portfólio de longo prazo. Ainda não temos a mesma exuberância, do mercado externo. Aqui no Brasil, o mercado ainda está muito concentrado em São Paulo e um pouco no Rio de Janeiro”, adverte Silvia.

“Cerca de 40% da população americana investe direta ou indiretamente em REITs. São 146 milhões de investidores. Se você olhar para o nosso mercado existe uma tendência de crescimento. O nosso estoque de imóvel de qualidade, o Triple A, é baixo. 

Se compararmos as métricas brasileiras relacionadas ao estoque total de imóveis a qualquer país desenvolvido, o de galpão logístico é menor que a cidade de Chicago. Já o de lajes corporativas é igual à cidade de Orlando. Existe muito espaço para desenvolvimento da nossa indústria”, ressalta Celina.

Clique aqui e participe da segunda edição do FII Summit! Ainda dá tempo!

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