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Quem é Peter Thiel, fundador do PayPal e “vilão” do Silício

Quem é Peter Thiel, fundador do PayPal e “vilão” do Silício

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

13 Nov 2021 às 19:01 · Última atualização: 13 Nov 2021 · 6 min leitura

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13 Nov 2021 às 19:01 · 6 min leitura
Última atualização: 13 Nov 2021

PayPal Peter Thiel

Peter Thiel tem uma fortuna estimada em US$ 4,9 bilhões segundo a Forbes, boa parte dela ligada ao negócio de maior sucesso de sua vitoriosa carreira de empreendedor, o PayPal. O empresário alemão, no entanto, tem em seu currículo muitos outros trabalhos de igual ou maior representatividade.

Muitos não têm conhecimento, mas foi Peter Thiel um dos primeiros empresários a estender a mão para ninguém menos do que Mark Zuckerberg, à época um jovem sonhador que acabara de criar uma inovadora redes social, o Facebook. O empreendedor foi o que mais comprou ações da empresa e, embora tenha vendido a maior parte de sua participação, até hoje faz parte do conselho diretivo da trilionária companhia de Zuckerberg.

Primeiros passos de Peter Thiel

Antes de apostar – e se dar bem – no Facebook, no entanto, Peter Thiel teve que “se virar nos 30”, como costuma dizer um famoso apresentador de televisão. Filho de minerador, ele teve uma infância de nômade, saindo de Frankfurt, onde nasceu, para morar na Namíbia antes de fincar raízes na Califórnia, Estados Unidos.

Foi lá que Peter Thiel construiu sua carreira acadêmica e se aproximou ainda mais da matemática, sua grande paixão, que depois ganhou forma com a criação do sistema de pagamentos PayPal.

O jovem Thiel estudou no San Mateo High School e, de lá, partiu para fazer filosofia na Universidade de Stanford. Na sequência, tornou-se doutor em jurisprudência pela Stanford Law School e, ao obter a certificação, trabalhou como assistente de juiz e advogado no escritório Sullivan & Cromwell.

O início no mercado financeiro… e o PayPal

Antes ainda de fundar o PayPal, deu os primeiros passos no mercado financeiro como operador do Credit Suisse, em 1993. Na mesma década, resolveu caminhar com as próprias pernas e fundou a Thiel Capital Management, gestora com foco no campo digital.

O PayPal, finalmente, nasceu em 1999 e, nos três anos em que ficou somente em suas mãos, revolucionou o mercado de compras e crédito online. O negócio cresceu de tal forma que, em 2002, foi vendido ao eBay por US$ 1,5 bilhão. Thiel, que tinha 4% de participação, embolsou “apenas” US$ 55 milhões.

Negócios com a CIA no caminho de Peter Thiel

Já estabelecido e reconhecido como empreendedor de sucesso e com tino para transformar qualquer coisa em ouro, Peter Thiel cruzou caminhos com a CIA, a polícia dos Estados Unidos. Isso por conta da fundação da Palantir Technologies, empresa de análise de dados que tinha o apoio do órgão do governo americano e, em 2020, abriu seu capital, passando a valer mais de US$ 50 bilhões.

A Palantir, aliás, foi um dos estopins para que Peter Thiel passasse a ser olhado de dois meios diferentes no mercado: empreendedor de sucesso por um lado, mas, também, uma espécie de “vilão” do Vale do Silício.

A companhia, hoje de valor bilionário, foi acusada de invasão de privacidade e coleta ilegal de dados (assunto que, recentemente, também envolveu em polêmicas as empresas do grupo Facebook, hoje chamado de Meta). Thiel, que em 2016 apoiou abertamente a candidatura de Donald Trump à presidência, sempre refutou tais acusações.

Herói?

A disputa para saber se o bilionário é mais herói do que vilão chegou aos livros. O próprio Thiel resolveu se aventurar na vida de escritor e lançou, em 2014, a obra “De Zero a Um”. Nela, ele causa polêmica ao afirmar que seu livro não oferecerá a fórmula para o sucesso, como muitos tentam vender por aí.

“De zero a um não oferece fórmula para o sucesso. O paradoxo de ensinar empreendedorismo é que tal fórmula não pode existir. Como cada inovação é única, nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como ser inovador. Toda inovação vai de 0 a 1”, decretou.

Segundo ele, o próximo Bill Gates não criará um sistema operacional. O próximo Larry Page ou Sergey Brin não desenvolverá um mecanismo de busca. E o próximo Mark Zuckerberg não criará uma rede social.

“Se você está copiando essas pessoas, não está aprendendo com elas. É mais fácil copiar um modelo que criar algo novo. O progresso vem do monopólio, não da competição”, ensinou.

Vilão?

O lado “vilão” citado anteriormente foi exposto por Max Chafkin, jornalista da Bloomberg BusinessWeek. Ele resolveu contar na biografia The Contrarian: Peter Thiel and Silicon Valley’s Pursuit of Power, quem é, na visão dele e das pessoas das quais colheu depoimentos, o “Peter Thiel real”.

“Libertário maluco, supervilão de James Bond, provocador de Direita: todas essas são caricaturas que os críticos procuraram atribuir ao investidor em tecnologia que se tornou o mais proeminente patrocinador de Donald Trump no Vale do Silício. São também rótulos que é fácil imaginar o próprio Thiel saboreando”, relatou, em parte do livro.

Segundo o relatado no livro, Peter Thiel esteve por trás da falência do grupo de mídia Gawker, que controlava sites como Gizmodo, Lifehacker e Valleywag. Ele também teria bancado do próprio bolso os gastos de um processo do lutador de luta livre, ator e empresário Hulk Hogan contra a Valleywag.

Hogan entrou com a ação pela editora ter divulgado um vídeo que mostra o flagra de Hogan transando com a mulher de um amigo. A Justiça condenou a editora a pagar uma indenização de US$ 140 milhões, montante que acabou levando a empresa à falência.

Clarium Capital e outros negócios

Herói ou vilão, fato é que Peter Thiel provou, não apenas com a aposta no Facebook e a criação do PayPal, que tem tino, e muito, para o empreendedorismo. Além das duas empresas, Thiel tem no currículo a criação do fundo de investimentos Clarium Capital, e de muitos outros negócios de sucesso reconhecido.

Atualmente, por exemplo, uma de suas atribuições está no cargo de diretor administrativo da empresa de capital de risco Founders Fund. O lado filantrópico do misto de herói e vilão fica por conta da fundação criada pelo empresário, a Thiel Foundation.

Segundo o site da Forbes, Peter Thiel dá a um pequeno número de jovens empreendedores US$ 100.000 ao longo de dois anos para pular a faculdade e perseguir seus sonhos de negócios. Típico de um herói dos sonhos de qualquer criança, não?

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