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Putin mobiliza 300 mil para Guerra na Ucrânia e diz que não está blefando com ameaça nuclear

Putin mobiliza 300 mil para Guerra na Ucrânia e diz que não está blefando com ameaça nuclear

Victor Meira

Victor Meira

21 Set 2022 às 11:32 · Última atualização: 23 Set 2022 · 4 min leitura

Victor Meira

21 Set 2022 às 11:32 · 4 min leitura
Última atualização: 23 Set 2022

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Pixabay

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou, nesta quarta-feira (21), uma mobilização militar parcial de até 300 mil reservistas para reforçar os esforços de guerra na invasão à Ucrânia. 

Em um anúncio gravado em rede para televisão, Putin afirmou que o Ocidente “quer destruir o nosso país” e declarou que os países ocidentais desejam transformar o povo ucraniano em “bucha de canhão”. 

Além disso, o mandatário russo acusou as nações mais ricas de iniciar uma guerra por procuração com a Rússia. 

Putin disse que os “eventos de mobilizações” começariam nesta quarta, embora não tenha entrado em detalhes de como ele seria feito. Ele também comentou que haverá um aumento no financiamento para aumentar a produção de armas, uma vez que o conflito contra os seus vizinhos comprometeram o estoque durante o exercício militar. 

O presidente russo confirmou que os reservistas devem ser convocados para a ativa, mas declarou que um recrutamento deles não estava acontecendo anteriormente. 

“Eu reitero, nós estamos falando de uma mobilização parcial, ou seja, somente os cidadãos que estão atualmente na reserva estarão sujeitos ao recrutamento e, principalmente, aqueles que já serviram nas Forças Armadas e tem experiência e especialidade militar. Os recrutas passarão obrigatoriamente por um treinamento militar com base na experiência da operação militar especial antes de partir para as unidades”, disse Putin. 

A declaração de Putin foi encarada como uma escalada no conflito. Inclusive, o presidente russo acusou o Ocidente de se envolver em chantagem nuclear contra a Rússia e alertou novamente que o país tem “muitas armas para responder” e salientou que não está blefando em utilizá-las.

Essa não é a primeira vez que Putin faz uma ameaça quanto ao uso de armas nucleares. Contudo, ainda há dúvidas em relação ao uso, uma vez que este movimento pode desencadear em um conflito de proporções mundiais. 

O ministro de Relações Exteriores da China pediu para as partes ampliarem o diálogo para encerrar o ambiente de insegurança. Enquanto que a ministra de Relações Exteriores do Reino Unido, Gillian Keegan, afirmou, para Sky News, que os comentários de Putin não devem ser avaliados de forma leve. 

“Claramente é algo que devemos levar muito a sério porque não estamos no controle da situação. E não tenho certeza se ele [Putin] está no controle. Isso obviamente é uma escalada no conflito”, disse Keegan. 

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, declarou que a declaração de Putin joga “mais homens nas chamas” do conflito.

“Putin mostrou total desrespeito à China, Índia, México, Turquia, outras nações asiáticas, africanas, do Oriente Médio e da América Latina que pediram diplomacia e o fim da guerra da Rússia na Ucrânia. Ele quer jogar mais homens nas chamas da guerra que ele não tem chance de vencer”, disse Kuleba em um tweet de Nova York, onde está participando da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Confira o resumo de geopolítica com Alexandre Viotto, head de Banking da EQI Investimentos:

Mercado reage com pessimismo a declaração de Putin

Diante das declarações de Putin, o mercado financeiro internacional opera com certo receio, com os preços do petróleo subindo mais de 2% e o rublo russo recuando na casa de 2,5% em comparação com o dólar.

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