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Poupança tem saques de R$ 19,67 bilhões em janeiro, diz BC

Poupança tem saques de R$ 19,67 bilhões em janeiro, diz BC

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Fev 2022 às 19:50 · Última atualização: 04 Fev 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

04 Fev 2022 às 19:50 · 6 min leitura
Última atualização: 04 Fev 2022

poupança

Broken piggy bank

A poupança registrou uma retirada líquida de R$ 19,67 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) e é considerada a maior retirada desde o início da série histórica, em 1995.

Segundo matéria da Agência Brasil, o recorde anterior fora registrado em janeiro do ano passado. Naquela ocasião, os saques tinham superado os depósitos em R$ 18,15 bilhões.

Os saques costumam ser elevados nesta época do ano. Isto acontece por conta de despesas de encargos e impostos. Como impostos vinculados à automóveis e a compra de material escolar.

Em 2021, a retirada líquida da poupança atingiu R$ 35,5 bilhões. A aplicação sofreu com o fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida do ano passado ficou à frente apenas à registrada em 2015, quando chegou a R$ 53,57 bilhões.

Renda fixa: 10 investimentos para sair da poupança

A alta da Selic voltou a impulsionar a renda fixa no Brasil. Dessa forma, é comum que o investidor se interesse por aumentar seus ganhos. No entanto, para que isso aconteça é imprescindível buscar aplicações que rendam bem. Nesse quesito, a poupança não é uma boa escolha.

Para ajudar você na busca por esse conhecimento, trouxemos este artigo. Nele, você encontrará 10 ótimas opções para tirar seu dinheiro da caderneta e aplicar em investimentos mais rentáveis. Vários deles são seguros, contando inclusive com a garantia do FGC.

Quais são os 10 investimentos para sair da poupança?

Confira a seguir as 10 principais alternativas de investimentos no mercado de renda fixa em detrimento à poupança. Prossiga:

1. Certificado de depósito bancário

Esses títulos fazem parte da emissão do grupo formado pelas instituições financeiras. Trata-se de um papel emitido pelos bancos que certifica que o investidor fez um empréstimo para eles.

Vale lembrar que o CDB é uma aplicação protegida pelo FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Sua proteção cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, até um teto de R$ 1 milhão.

Os certificados de depósito bancário variam em sua rentabilidade, que geralmente é expressa em função do CDI. Quanto maior for o banco, menor a rentabilidade. O inverso também se aplica.

2. Letra de crédito

Assim como os CDBs, as letras de crédito também são emitidas por instituições financeiras. Sendo assim, também contam com a proteção do FGC.

Sua particularidade está no fato da aplicação do recurso captado. Se for uma letra de crédito imobiliária, deve destinar o dinheiro para o mercado de imóveis.

Já se for uma letra de crédito do agronegócio, os recursos precisam ir para esse setor. Vale frisar que se trata de um investimento com isenção no pagamento de imposto de renda sobre o rendimento.

3. Tesouro prefixado

Esse é o título da plataforma do Tesouro Direto que tem uma rentabilidade final conhecida no ato em que se faz o investimento.

Isso pode ser constatado pela nomenclatura do papel. Existem vários vencimentos e todos eles vêm acompanhado da respectiva taxa.

Assim, é possível encontrar títulos que rendem 10% ao ano, por exemplo, indicando ao investidor quanto recurso será resgatado no final.

4. Tesouro Selic

Já o Tesouro Selic é um papel chamado de pós-fixado. A razão disso é porque não é possível saber exatamente qual será seu rendimento. A única certeza que se tem é que será positivo.

A razão disso é que o Tesouro Selic é atrelado a taxa Selic (daí seu nome). Sendo assim, sua rentabilidade positiva variará conforme as decisões do COPOM que ocorrem a cada 45 dias.

Se a taxa for elevada, a rentabilidade desse título cresce. Se baixar, o papel acompanha o movimento.

5. Tesouro IPCA

Por último temos o Tesouro IPCA na plataforma do Tesouro Direto. Esse é um título híbrido, com uma parcela dos rendimentos sendo prefixada e a outra pós-fixada.

Conforme está explícito em sua nomenclatura, a parte pós-fixada é composta pelo percentual referente ao acumulado da inflação no período. Já a outra parte é fixa, como 5% ao ano por exemplo.

Isso quer dizer que esse papel sempre entregará ao seu investidor um rendimento real de 5% ao ano, pois essa parcela estará acima da inflação.

6. Certificado de recebíveis

Existem também os títulos de renda fixa do mercado de crédito privado. Entre eles, estão os certificados de recebíveis que são instrumento de captação de recursos da iniciativa privada.

Eles existem em duas modalidades: os certificados imobiliários (CRIs) captam recursos com a finalidade de expandir o setor de imóveis.

Já os certificados do agronegócio (CRAs) tem o objetivo de aplicar o dinheiro do investidor no ramo do agro brasileiro.

7. Debênture

Também compondo o mercado de crédito privado, existem as debêntures. Elas são títulos de dívida emitido por grandes grupos privados do país.

O recurso captado pode ser aplicado em qualquer atividade da empresa emissora. Basta cumprir as regras do mercado financeiro para oferecer esse tipo de papel aos investidores.

8. Debênture incentivada

Já as debêntures incentivadas são um tipo especial de título do mercado financeiro. Sua sistemática de funcionamento é análoga à debênture simples, com dois grandes diferenciais.

O primeiro deles é a destinação dos recursos captados.

Obrigatoriamente, eles devem ser aplicados em obras de infraestrutura, como a construção de rodovias, portos e aeroportos, bem como a ampliação de redes de energia e telecomunicações.

O segundo ponto (que agrada muito aos investidores) é a isenção do pagamento do imposto de renda. Esse aspecto pode potencializar ainda mais o recurso investido nesse papel.

9. Fundos de renda fixa

Para quem não se sente confortável em aplicar diretamente em títulos por conta própria, existe uma opção muito interessante: são os fundos de investimento em renda fixa.

Por meio deles, o investidor pode comprar cotas de participação nos fundos e toda a responsabilidade pela alocação dos recursos fica por conta de um gestor profissional.

Existem muitos veículos de investimento em renda fixa disponível no mercado. O interessado pode fazer uma pesquisa analisando a qualidade da gestão, desempenho passado e taxas cobradas.

10. Fundos Imobiliários

Por fim, temos uma categoria especial de fundos que são aqueles destinados exclusivamente a aplicar seu recurso no mercado de imóveis. São os fundos imobiliários.

Eles não são exatamente um investimento em renda fixa porque a cota desse tipo de fundo sofre variações. No entanto, existe o recebimento de dividendos advindo dos aluguéis dos imóveis que confere uma renda mensal ao investidor.

É possível encontrar Fundos Imobiliários com ótimos retornos. Alguns pagam quase 1% sobre o investimento e contam com isenção de imposto de renda.

É uma ótima opção para compor a parte da carteira responsável por trazer renda mensal ao investidor.

As opções para investir em renda fixa são muitas e todas apresentam um rendimento maior que a poupança. Na verdade, a velha caderneta é o pior investimento que existe no mercado brasileiro, visto que os títulos de capitalização não são aplicações financeiras. Continuar na poupança é uma decisão ruim e que custa muito caro ao investidor.

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