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Porto Seguro (PSSA3): Sinistralidade deve melhorar, diz BTG (BPAC11)

Porto Seguro (PSSA3): Sinistralidade deve melhorar, diz BTG (BPAC11)

Redação EuQueroInvestir

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08 Fev 2022 às 15:26 · Última atualização: 08 Fev 2022 · 3 min leitura

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08 Fev 2022 às 15:26 · 3 min leitura
Última atualização: 08 Fev 2022

Porto Seguro (PSSA3)

Porto Seguro/divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) analisou a Porto Seguro (PSSA3) após a companhia divulgar seu balanço e elencou, em relatório, que a sinistralidade da companhia deve gradualmente melhorar.

O banco de investimentos tem recomendação de Compra para a ação e preço-alvo em R$ 38,00 até o final de 2022.

“O resultado do quarto trimestre veio ligeiramente abaixo do esperado de R$ 296 milhões(13% ROE), 6% acima do consenso, alta de 43 % t/t e queda de 27% a/a. Houve também um impacto não recorrente de R$ 241 milhões no lucro tributável, elevando o lucro líquido GAAP para R$ 533 milhões no período”, destacou.

E acrescentou: “no entanto, a taxa de imposto normalizada ainda era anormalmente baixa e teríamos errado ainda mais nossa estimativa caso excluíssemos essa taxa, já que os lucros antes dos impostos ficaram 24% abaixo do nosso número. A principal diferença entre o resultado e nossa estimativa decorreu principalmente de resultados financeiros fracos e da sinistralidade de automóveis.”

Ontem, a companhia registrou aumento de 30,8% no lucro líquido do quarto trimestre de 2021 frente ao mesmo período de 2020, para R$ 532,8 milhões. Mesmo assim, o resultado acumulado do ano passado recuou 8,5% para R$ 1,544 bilhão.

BTG: PSSA3 pelo lado positivo

Ainda de acordo com o BTG Pactual, pelo lado positivo o crescimento em prêmios emitidos e receita de serviços financeiros foi decente e vimos uma sólida melhora no segmento de saúde.

“Continuamos positivos em relação a capacidade de geração de resultados em 2022, pois esperamos que os fatores negativos deste trimestre se dissipem gradualmente ao longo do ano. Já os prêmios subscritos atingiram R$ 5 bilhões (+8% t/t, +12% a/a e 3% acima da nossa estimativa), impulsionados pela maior expansão de frota no segmento de automóveis nos últimos sete anos, juntamente com bons desempenhos nos segmentos vida e residencial”, ressaltou.

Em relação à sinistralidade, o banco de investimentos elencou que esta foi novamente impactada pela inflação de preços de veículos e autopeças, embora parcialmente compensada pela normalização dos sinistros de seguro de vida aos níveis pré-pandemia, colocando sua sinistralidade em 57,2% (aumento de 194bps t/t, 771bps a/a e 157bps acima do nosso número).

Vertical de saúde

Conforme a análise, a vertical de saúde acelerou o crescimento da receita (13% t/t e 29% a/a) principalmente devido ao aumento de beneficiários de seguro saúde para 1 milhão. A sinistralidade com saúde atingiu 78% no quarto trimestre, retornando aos níveis pré-pandemia, ajudada pela queda nas internações por Covid-19.

“Como resultado, a vertical registrou R$ 42 milhões em lucro líquido (36% ROE), representando agora 14% do lucro recorrente do grupo, uma participação que esperamos ver aumentar no longo prazo”, disse.

E complementou: “a vertical de negócios financeiros registrou R$ 134 milhões em lucro líquido (+43% t/t; +34% a/a), atingindo um ROE de 38% no trimestre como resultado do forte crescimento das vendas (+7% t/t e +25% a/a) e aumento da rentabilidade, principalmente em cartões de crédito, soluções financeiras e operações de consórcio. A carteira de crédito atingiu R$ 13,3 bilhões (+7% t/t; +33% a/a). O número de cartões de crédito saltou para 2,9 milhões (+7% t/t; +14% a/a), mostrando um aumento da penetração na base de clientes do Porto, com a carteira de cartões de crédito atingindo R$ 10,7 bilhões no final do período.”

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