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S&P Global: PMI Composto e de Serviços do Brasil recuam; confira o movimento

S&P Global: PMI Composto e de Serviços do Brasil recuam; confira o movimento

Osni Alves

Osni Alves

05 Set 2022 às 10:31 · Última atualização: 05 Set 2022 · 5 min leitura

Osni Alves

05 Set 2022 às 10:31 · 5 min leitura
Última atualização: 05 Set 2022

Imagem mostra um porto com contêineres empilhados.

O PMI Composto do Brasil recuou de 55,3 pontos em julho para 53,2 em agosto, enquanto o PMI de Serviços do país recuou de 55,8 para 53,9.

Trata-se do Índice Gerente de Compras, levantamento de responsabilidade da S&P Global e divulgado na manhã desta segunda-feira (5).

De acordo com o relatório encaminhado ao mercado, tal como ocorreu em julho, a economia brasileira de serviços apresentou uma combinação de crescimento mais moderado e arrefecimento das pressões sobre os preços em agosto.

Ainda assim, elencou, as empresas registraram aumentos acentuados nas vendas, na produção e na contratação devido à recuperação da demanda.

Além disso, as expectativas dos negócios melhoraram consideravelmente ao longo do mês, atingindo seu nível mais alto em quase nove anos.

Gráfico mostra evolução do PMI do Brasil.

S&P Global: PMI Composto e de Serviços do Brasil

Ainda de acordo com o levantamento, no que se refere aos preços, a redução dos impostos sobre combustíveis restringiu a inflação dos preços de insumos, o que encorajou a atividade promocional em algumas empresas.

Já as taxas de aumento dos preços de insumos e custos de produção diminuíram para os níveis mais baixos em 22 e seis meses, respectivamente.

Os dados configuram que as empresas brasileiras de serviços sinalizaram uma nova recuperação em novos negócios durante o mês de agosto, estendendo assim a sequência atual de expansão que começou em maio de 2021.

O aumento foi o mais fraco desde janeiro, embora acentuado no geral. Algumas empresas relataram resiliência da demanda, marketing eficaz e melhoria das condições em outros setores econômicos.

Outras mencionaram uma queda na demanda dos consumidores por uma série de serviços em meio à incerteza diante das eleições.

Gráfico mostra evolução do PMI do Brasil.

Os participantes da pesquisa

Os participantes da pesquisa garantiram novos trabalhos, apesar de cobrarem mais pela prestação de serviços. Dito isso, o índice de preço de bens finais subiu ao ritmo mais lento em seis meses devido aos descontos oferecidos por algumas empresas em função das pressões mais brandas sobre os custos.

Devido aos cortes nos impostos sobre combustíveis, os custos gerais aumentaram a um ritmo mais brando em agosto. O aumento mais recente foi o mais lento em 22 meses, porém acentuado no contexto dos dados históricos. Os participantes da pesquisa relataram novamente custos mais elevados de alimentos, insumos e outros.

Condições de demanda favoráveis

Diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima disse que as condições de demanda favoráveis continuaram a estimular o setor de serviços em agosto, com outro aumento acentuado no volume de novos pedidos acompanhado por uma recuperação semelhante na produção.

“Dito isso, as taxas de crescimento diminuíram pelo segundo mês consecutivo, com algumas empresas observando uma demanda mais fraca dos clientes por seus serviços, em parte causada pela incerteza diante das eleições”, destacou.

E disse mais: “prognósticos de que as preocupações políticas irão diminuir após a eleição presidencial de outubro levaram as empresas de serviços a avaliar essa desaceleração como temporária. As empresas preveem um aumento no volume de novos pedidos ao longo do próximo ano que, em conjunto com investimentos e esforços de marketing, deve alavancar a produção.”

 Segundo ela, as expectativas de negócios atingiram seu nível mais alto em quase nove anos. “Com a entrada de novos pedidos e as projeções permanecendo otimistas, as empresas continuaram com seus esforços de contratação em agosto. A pesquisa PMI mostrou um aumento acentuado no índice de emprego do setor de serviços na metade do terceiro trimestre”, ressaltou.

E concluiu: “as reduções nos impostos cobrados sobre combustíveis restringiram a inflação dos preços de insumos no setor de serviços novamente, com o mês de agosto registrando o aumento mais fraco desde outubro de 2020. Isso também ajudou a conter a taxa à qual os prestadores de serviços aumentaram seus próprios preços de venda, que foi a mais lenta em seis meses.”

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