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Paolo Di Sora: um “camaleão” do mercado de capitais

Paolo Di Sora: um “camaleão” do mercado de capitais

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

28 Nov 2021 às 10:01 · Última atualização: 09 Jun 2022 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

28 Nov 2021 às 10:01 · 5 min leitura
Última atualização: 09 Jun 2022

Paolo

Sócio, fundador e CIO (Chief Information Officer) da RPS Capital, Paolo Di Sora pode ser considerado um “camaleão” do mercado de capitais, tamanha sua facilidade de se adaptar aos ambientes, por mais distintos que eles sejam.

Dono de um currículo recheado, e com mais de 25 anos de experiência no ramo, Di Sora acumulou experiências significativas antes de, em 2013, fundar a empresa que hoje referência no mercado de renda variável. O “camaleão” trabalhou no Itaú BBA e no M. Safra & Co, e trouxe de lá o que melhor aprendeu.

Isso ficou provado nos dois primeiros anos da RPS Capital. Foi nesse período que a empresa, focada em operações do tipo long and short, mais cresceu, mesmo em um momento de profunda crise econômica no País.

Conheça a seguir um pouco mais da vida profissional de Paolo Di Sora.

A base de tudo

A formação de Paolo Di Sora é, realmente, a melhor explicação para o enorme sucesso que o especialista no mercado de capitais conquistou ao longo da carreira.

Ele tem formação múltipla. Conquistou uma graduação em Engenharia Civil pelo Instituto Mauá de Tecnologia e outra em Economia, pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Completou uma pós-graduação em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas, em 1998, para colocar a “cereja no bolo” de sua vida acadêmica.

Primeiros passos no mercado financeiro

Formado – e bem formado -, chegou a hora de Di Sora dar os primeiros passos na vida acadêmica. E eles começaram no início dos anos 2000, com o empresário registrando passagens pelo Deutsch Bank e pelo Indosuez W.I.Carr.

A primeira grande chance, no entanto, apareceu em 2003, no Itaú BBA. Da corretora, na qual ficou até 2007, partiu para a gerência de ações da M.Safra & Co, cargo que ocupou até 2013, ano em que fundou a RPS Capital.

Paolo Di Sora e a RPS Capital

Nada como gerir a própria empresa, certo? Foi isso o que Paolo Di Sora pensou – e executou – em 2013, ao se tornar um dos fundadores da RPS Capital. A empresa nasceu com foco direcionado para 4 vertentes: gestão de risco, abordagem de gestão, ativos líquidos e, especialmente, fundos multimercados e fundos de ações.

Foi assim que conseguiu passar, sem sustos, pela crise econômica que assolava o Brasil na época e registrar um excelente crescimento nos dois primeiros anos. O lado “camaleão” do Di Sora deu as caras e ele adaptou a gestora de fundos da melhor maneira possível.

Hoje, a RPS Capital conta com uma variedade de fundos e um patrimônio sob gestão estimado em mais de R$ 3 bilhões, prova de que o trabalho foi feito com excelência nos 8 anos de vida da empresa.

“Chamamos a atenção por fazer algo diferente. Fazíamos gestão em ações pensando mais macro do que micro e com a oportunidade de o cliente lucrar com a bolsa caindo. Assim, fomos bem quando a maioria ia mal e conseguimos atrair as principais famílias brasileiras para investirem nos nossos fundos”, contou o CIO e sócio fundador da RPS Capital no 24º episódio do podcast Outliers, do Infomoney.

Commodities e EUA na mira

Não se engane pensando que Paolo Di Sora está satisfeito com o crescimento da RPS Capital e pronto para se acomodar e colher os louros das vitórias conquistadas até aqui. O “camaleão” está de olho em novas possibilidades e pronto para se adaptar a outros desafios.

Entre as próximas investidas do gestor estão operações em fundos multimercado de estratégia macroeconômicos. Segundo ele, há oportunidade para excelentes negócios em ações de empresas cíclicas que lucram com a aceleração da atividade econômica.

“Geralmente, esses setores são de commodities, de construção, setores mais da velha economia que vão voltar ao radar”, comentou, reforçando o que já havia dito durante um painel da Money Week.

Os Estados Unidos também entraram no foco do CEO da RPS Capital. Di Sora vê em empresas como Disney, Nike, Booking.com, Visa e Mastercard excelentes oportunidades para montar uma carteira rentável e segura.

Segundo o gestor, os Estados Unidos são um país no qual você pode se “dar ao luxo” de se concentrar na avaliação micro e carregar teses de investimento de longo prazo, como faz Buffett. Uma frase emblemática de Di Sora, aliás, faz menção ao maior investidor do mundo. “Não dá para ser Warren Buffett no Brasil”, concluiu.

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