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FII Summit: os REITs chegaram para ficar

FII Summit: os REITs chegaram para ficar

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:13 · Última atualização: 07 Jun 2022 · 5 min leitura

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:13 · 5 min leitura
Última atualização: 07 Jun 2022

Os REITs são um tema bastante novo, apesar disso ser um contrasenso, pois eles existem desde 1960. Comparativamente, o primeiro Fundo Imobiliário foi criado no Brasil somente em 1994. 

Mas, por que eles estão chamando mais a atenção agora? Chegou o momento de comprar?

Os REITs fazem parte de um mercado extremamente maduro, algo em torno de US$ 1.5 trilhão. Mas, será que deve estar na carteira de todos os investidores?

Finalizando a segunda edição do FII Summit, evento que já é considerado o maior sobre Fundo Imobiliários do Brasil, Daniel Malheiros, Sócio da RBR Asset e Guilherme Zanin, Analista Internacional da Avenue foram convidados para discutir se “os REITs chegaram para ficar”.

A mediação do painel é de Felippe Paletta, Fundador da Monett.

  • Você pode conferir o painel na íntegra e toda a programação do FII Summit de maneira totalmente online e gratuita. Faça sua inscrição aqui. Aprenda com os grandes nomes do mundo dos fundos imobiliários.

Acompanhe abaixo alguns dos pontos mais importantes desta conversa:

Todo brasileiro pode internacionalizar investimentos

“O mercado imobiliário americano evolui e hoje já falamos sobre setores disruptivos. Enquanto isso, no Brasil, ainda estamos vivendo na ‘velha economia’. Por aqui, temos um ‘aquário’ de 400 empresas, entre as quais 100 são Fundos Imobiliários. Nos EUA, encontramos um mundo de mais de 58.200 empresas”, aponta Guilherme Zanin, Analista internacional da Avenue. 

Ele continua: “Na Avenue, temos 8 mil ativos, 237 deles são REITs de diversas classes de ativos. Acreditamos que o próximo passo é a internacionalização de recursos dos investidores brasileiros. E os REIts são absolutamente relevantes para essa estratégia nos próximos anos”, observa.

Quais são as teses e vantagens do mercado internacional? 

“Temos uma ampla gama lá fora, formada pelos setores e suas ramificações. Na RBR Asset, segregamos as estratégias de duas formas: ativos COR – segmentos com pouco ou nenhum rico disruptivo e os ativos táticos, que são aqueles setores que não necessariamente gostamos, mas oferecem oportunidades interessantes”, comenta Daniel Malheiros, Sócio da RBR Asset. 

“O Data Center é algo que o investidor brasileiro não tem acesso por aqui. Mas, este é um setor que busca crescimento, não é para quem busca renda. Outro ponto é que no mercado americano é possível ter alavancagem, evidentemente, de forma responsável”, observa Guilherme Zanin. 

Pontos de análise do REITs

“Fazemos uma análise top down – do macro para o micro – e identificamos os setores mais baratos. A partir daí, fazemos uma análise do portfólio dos Fundos e a capacidade de gestão. 

A gestão faz muita diferença a médio e longo prazo nos EUA. Como diferencial, temos, lá fora, o acesso facilitado ao CEO dos REITs e essa proximidade com o investidor é muito importante”, observa Daniel Malheiros, Sócio da RBR Asset. 

Quanto alocar em investimentos no mercado imobiliário 

“Cerca de 75% de toda a riqueza que existe hoje no mundo está em imóveis. Quanto disso está na sua carteira?”, provoca Zanin. 

Ele destaca a relevância do mercado exterior: “Existe um estudo que considera 10 importantes catalisadores para internacionalização de investimentos. Vou destacar três deles: rentabilidade absoluta, os REITs renderam 10% ao ano, nos últimos 20 anos, de acordo com um estudo conhecido do JP Morgan. O segundo catalisador é a granularidade, com diversos setores para composição de carteira. O terceiro é a alavancagem”, explica o analista da Avenue. 

Elevação da taxa de juros americana e os REITS

A boa performance vista até aqui no mercado imobiliário deve permanecer nos próximos anos? Para Zanin, a alta dos últimos anos foi sistêmica, assim como a queda. “Agora já é hora das empresas mostrarem resultados”, comenta.

Ele segue: “a taxa de juros impacta negativamente o mercado imobiliário, mas o principal componente dos juros é a inflação. Os melhores produtos que fazem o repasse da inflação para os consumidores é o mercado imobiliário e as commodities. Se o mercado imobiliário conseguir fazer esse repasse, estaremos protegidos. Já se o mercado de juros não precisar subir tanto, veremos novas valorizações”. 

Timing setorial 

“O mercado residencial nos EUA tem um déficit de moradia que não será suprido nos próximos anos. É difícil um apartamento ficar vazio por mais de 5 dias, por exemplo. Vemos muita demanda e aluguéis subindo. 

Dentro de um ambiente de inflação elevada, ao fazer um contrato de locação residencial de 12 meses, é possível subir é possível renová-lo dentro desse período, com o respectivo ajuste de preço”, aponta Daniel Malheiros. 

Investir no exterior

“O brasileiro estava limitado nos seus investimentos. Existe um movimento de acesso a novos produtos financeiros e o próximo passo é a internacionalização. Estamos falando de ações, renda fixa e mercado imobiliário. Além disso, é importante pensar ter patrimônio em um mercado sólido, como os EUA”, finaliza Guilherme Zanin. 

Acompanhe esses e outros dados sobre o mercado dos REITs.

Assista o 3 dia do FII SUMMIT 2022

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