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Orçamento: IFI prevê R$ 38,9 bi para novos gastos em 2022

Orçamento: IFI prevê R$ 38,9 bi para novos gastos em 2022

Redação EuQueroInvestir

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19 Abr 2021 às 18:48 · Última atualização: 19 Abr 2021 · 2 min leitura

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19 Abr 2021 às 18:48 · 2 min leitura
Última atualização: 19 Abr 2021

Cédulas de reais. Governo anunciou LDO com previsão de déficit fiscal

Pixabay

A Instituição Fiscal Independente (IFI) projetou que haverá espaço para quase R$ 40 bilhões em novos gastos no Orçamento de 2022.

Segundo o órgão ligado ao Senado Federal, cerca de R$ 38,9 bilhões poderiam ser direcionados para despesas não obrigatórias, que incluem emendas parlamentares, por exemplo.

A explicação informou que o governo estimou no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2022 as despesas no limite do teto de gastos.

Segundo a IFI, as despesas previdenciárias estariam superestimadas pela equipe econômica em R$ 21,1 bilhões em 2022.

Haveria também valores discrepantes em relação às estimativas do governo para gastos com pessoal, seguro-desemprego e abono salarial, somatória que faria com que a projeção chegasse perto dos R$ 40 bilhões.

Orçamento de 2021 segue polêmico

Apesar de a IFI já estar dando pitacos a respeito do Orçamento de 2022, o passo mais urgente é colocar um ponto final nas polêmicas da versão 2021 do texto.

De acordo com os especialistas, caso o presidente Jair Bolsonaro sancione o Orçamento 2021 da forma em que foi aprovado no Congresso, , haverá um forte bloqueio de gastos livres, inviabilizando serviços para a população e o funcionamento da máquina pública.

O assunto vem se tornando um verdadeiro cabo de guerra entre os representantes do Ministério da Economia e os parlamentares do Congresso Nacional.

Segundo a IFI, “a disputa por recursos em 2021, no processo orçamentário, se deu em cima de um espaço fiscal inexistente. No próximo ano, entretanto, há esse espaço disponível para novas despesas”.

Órgão pede austeridade.

Mesmo com a possibilidade de abrir uma folga para novas despesas no Orçamento, a IFI deixou claro que não dá para abrir mão da austeridade no controle dos gastos públicos.

“A folga fiscal no teto de gastos não avaliza aumento de despesas, dado contexto fiscal desafiador. Ocorre que o déficit público ainda será elevado, no ano que vem, e a dívida continuará em trajetória de alta. Pelas nossas contas, a dívida bruta do governo geral deverá atingir 92,7% do PIB, em 2021, e 93,5% em 2022”, informou.

Segundo o órgão, a previsão de superávit primário do governo, por conta do atual e dos próximos cenários, só retornaria após 2030. Enquanto isso, a dívida pública deve atingir 100% do PIB entre 2027 e 2028.

“É um quadro que não avalizaria aumentos de gastos que não fossem estritamente necessários, como os relacionados ao combate à Covid-19, uma vez que o déficit e a dívida estarão altos”, concluiu.

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