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Onde investir no segundo semestre? Com juro real em pico de estresse, confira as recomendações da EQI

Onde investir no segundo semestre? Com juro real em pico de estresse, confira as recomendações da EQI

Claudia Zucare

Claudia Zucare

23 Jul 2022 às 08:17 · Última atualização: 23 Jul 2022 · 5 min leitura

Claudia Zucare

23 Jul 2022 às 08:17 · 5 min leitura
Última atualização: 23 Jul 2022

ilustração de pessoa "colhendo" moedas em um vaso

Reprodução/Pixabay

A taxa de juros real (ou juro real) é o que efetivamente mostra quanto rende um investimento. Isso porque ela desconta do rendimento o impacto que a inflação causa no período em que os recursos estiveram investidos.

Em períodos de inflação alta, ficar atento ao juro real de um investimento é ainda mais importante. 

Atualmente, os juros têm sido pressionados por causa do aumento do receito quanto ao risco fiscal. Com o aumento das despesas do governo em ano eleitoral, a tendência é que sejam cobrados juros maiores para se emprestar dinheiro por aqui – e quem ganha com isso é o investidor de renda fixa.

Isso porque, mesmo com a alta da Selic, taxa básica de juros, o mercado vem precificando que a inflação não vai cair – o que pode soar um contrassenso, já que a função da elevação dos juros é, justamente, frear o consumo e segurar a inflação.

No entanto, medidas recentes do governo, de auxílios fiscais e monetários (como corte de impostos, aumento do Auxílio Brasil e implantação do vale-caminhoneiro e taxista), sugerem que, apesar dos juros altos, o consumo vai aumentar. Alguns especialistas, entretanto, apontam que, no longo prazo, apesar dos auxílios, a Selic bate a inflação.

“O mercado é irracional. Na ótica do mercado, ele está nos dizendo que, mesmo com os juros altos, a inflação não vai cair. Nós acreditamos que, com a alta dos juros, a inflação vai cair”, explica Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos. “Mas os juros nesse patamar abrem oportunidades”, ele salienta.

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Juros reais em pico de estresse: onde investir?

Com o problema fiscal voltando ao radar em ano eleitoral, os juros longos vêm subindo bastante. É o que se chama de pico de estresse. Mas o que isso significa para o investidor?

“O mercado de juros tende a reagir sempre antes. Por isso, já estamos nos posicionando há um tempo em títulos pré-fixados e em IPCA+. E seguimos fazendo isso nesse semestre”, afirma Denys Wiese.

Os juros reais se encontram atualmente por volta de 6% ao ano, o que é bastante raro no mercado.

“Nos últimos 5 anos, tivemos juros de 6% ao ano no Joesley Day (2017), na greve dos caminhoneiros e nas eleições em 2018. ​No auge da crise do Covid, em 2020, os juros chegaram no máximo em 5%”, ele explica.

Gráfico com histórico de picos de estresse de juro real
Picos de estresse de juros reais nos últimos 5 anos. Fonte: EQI

“​Estamos em um pico de estresse. Nesse momento, o correto é aplicar a máxima de ‘comprar ao som dos canhões para vender ao som dos violinos”, afirma.

Denys aponta que os papéis IPCA+ longos se mostram uma boa oportunidade no momento.

“Ao comprar IPCA+ neste momento não estamos apostando na alta do IPCA”, esclarece o head da EQI.

“Na verdade, o IPCA está para cair, porque os juros (taxa Selic) estão subindo. Estamos apostando na queda dos juros reais daqui para a frente e no consequente ganho de capital que essa queda dos juros irá nos proporcionar. Podemos ter esse ganho de capital também com debêntures”, ele destaca, citando os papéis de Mata de Santa Genebra e Serra de Ibiapaba.

“​Se o juro real cair 1% nos próximos anos, teremos um ganho de capital que será tanto maior quanto maior for a duration (tempo médio de retorno do investimento). Para ganho de capital, a NTN-B (IPCA+) longa, com 15 anos de duration, como a 2060, é a melhor opção. Mas, o carrego, que é o ganho com o IPCA e os juros contratados, será maior nas debêntures, que ainda são isentas de imposto de renda”, esclarece.

​A recomendação, ele diz, é não focar somente em IPCA+ 60 e sim fazer um mix. “É sempre preciso diversificar”, diz.

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Como se proteger da estratégia: o papel dos pós-fixados

Outro ponto que Denys salienta é a necessidade de proteção na estratégia de investimento. Pode ser que todo o racional citado acima se confirme – e é o que os especialistas vêm apontando.

No entanto, em caso de que alguma coisa saia fora do previsto, é preciso montar uma estratégia defensiva. E para isso ele cita os títulos pós-fixados.

“Neste cenário desenhado, os pós-fixados perdem atratividade, é verdade. Mas eles têm uma posição crucial na carteira dos clientes como proteção. Preferimos ser conservadores e garantir a proteção da carteira dos nossos clientes. Caso algo saia fora do previsto, essa posição em pós vai render bem e dar tranquilidade. ​Mas, se as projeções estiverem corretas, as posições em prefixados e IPCA+ (longos) terão rentabilidade maior”, esclarece, ressaltando que é importante “ter tudo, de tudo um pouco” no portfolio.

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