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O que são agregados monetários? Entenda o que são e como funcionam

O que são agregados monetários? Entenda o que são e como funcionam

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

10 Fev 2022 às 19:09 · Última atualização: 10 Fev 2022 · 4 min leitura

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10 Fev 2022 às 19:09 · 4 min leitura
Última atualização: 10 Fev 2022

Divulgação

Um conceito que tem ampla divulgação no mercado de capitais é o de agregados monetários, e esse tipo de ativo financeiro tem como principal característica a sua classificação de acordo com a liquidez estabelecida pelo Banco Central.

O agregado que possui maior popularidade é o papel moeda, que conta com ampla circulação na economia – tanto brasileira, como mundial. Outros agregados exercem funções relacionadas ao capital, porém com um menor liquidez.

Vale destacar o papel da moeda: na sociedade, ela executa três funções: instrumento para compra e venda; unidade de medida e, por último, parâmetro para reservas de valor.

Sobre a moeda

Uma moeda, como meio de troca, é aquela que é universalmente aceita e que gera solidez e confiança para a economia de um determinado país. Ou seja, o papel terá êxito se for  reconhecido pelos mais variados estabelecimentos e pela economia como um todo. Se houver algum tipo de recusa por parte das instituições financeiras, a moeda se torna fraca, do que decorre a perda na confiança no ativo.

Para saber  sobre os valores monetários de um determinado produto, se este está caro ou barato, é adotada a unidade de medida e é nesse contexto que o investidor terá acesso à estabilidade da moeda em relação aos preços do câmbio e também da inflação.

A moeda ainda pode ser utilizada como um investimento, ou seja, uma reserva de valor que poderá ser valorizada no futuro. Para isso, é necessário um desenvolvimento econômico que mantenha a inflação sob controle. É relevante destacar que esse investimento é feito em produtos financeiros, como caderneta de poupança ou depósitos bancários. Por isso, os agregados monetários são classificados com base em sua liquidez.

Tipos de agregados monetários

No Brasil, os agregados monetários são ordenados de acordo com a sua liquidez, e neste prisma, o Banco Central define cada ativo em categorias distintas:

  • M1:  Este conjunto, que também é conhecido como “base monetária”, é formado pelos ativos que possuem alta liquidez, ou seja, são os que podem ser utilizados como meio de pagamento. Os depósitos bancários destes agregados monetários possuem liquidez imediata. Vale destacar que os M1 não sofrem remuneração.
  • M2: Esta categoria conta com o M1 e com os depósitos que são feitos para fins de investimentos com prazos remunerados, como por exemplo, os CDBs.
  • M3: Conjunto que compreende o M2 aliado às captações que são realizadas por fundos de renda fixa de alta liquidez, como por exemplo, a carteira de títulos registrados na Selic. As operações em títulos públicos também integram esta categoria.
  • M4: Por último o M4, uma categoria que incluí todo o M3 e os títulos públicos federais que possuem negociação no Tesouro Direto.

Desta maneira, o Banco Central consegue fazer uma avaliação mais detalhada acerca da liquidez dos ativos e dos suprimentos da moeda. A categoria M1 é a mais aceita na economia, o que garante a compra de bens e serviços e o investimento em outros agregados monetários. Vale lembrar que este ativo pode ser transformado em papel-moeda devido à sua alta liquidez. Em contrapartida, os agregados monetários de menor liquidez recebem remuneração.

A importância

Os agregados monetários são elementos importantes para a compreensão a respeito das informações substanciais e da estabilidade e saúde financeira de um determinado país. Por exemplo, uma alta inflação pode estar associada a agregados financeiros que tiveram um crescimento bastante acelerado.

Outro aspecto relevante é o fator monetário, ou seja, o Banco Central tem neste ativo financeiro um termômetro para estabelecer taxas de juros. Por exemplo, quando ocorre um aumento nos preços e a circulação de dinheiro é maior do que a quantidade de produtos disponíveis.

Nas últimas décadas, os agregados  monetários contribuíram para a compreensão da economia de um país, e este tipo de ativo financeiro era uma ferramenta essencial para a determinação de política monetárias dos Bancos Centrais.

Atualmente, ainda existe o monitoramento dos agregados monetários pelo Banco Central.

Por fim, os agregados monetários são de extrema importância para o mercado de capitais, e esse tipo de ativo tem como objetivo compreender a moeda e outros ativos financeiros de alta liquidez, que podem ser convertidos em dinheiro. O monitoramento e controle dos agregados monetários fica à cargo do Banco Central, que os utiliza para medir o nível de preços de uma determinada economia como um todo.

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