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O que é CDB? Confira nosso guia completo

O que é CDB? Confira nosso guia completo

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

01 Jun 2022 às 00:49 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 16 min leitura

Redação EuQueroInvestir

01 Jun 2022 às 00:49 · 16 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

CDB: Ilustração com gráfico e investidor mirando com binóculo

Os bancos no Brasil têm números bastante expressivos, ano após ano, em suas margens de lucro. Entre outras coisas, porque emprestam dinheiro a juros. Mas você sabia que o banco também toma valores emprestados? E sabia que quem empresta para o banco pode ganhar um bom retorno com essa operação?

Bom, pular para o outro lado do balcão é uma das grandes viradas de chave para quem quer conquistar a sua saúde financeira. E o melhor, isso pode ser feito a partir de investimentos baixos, acessíveis à maioria das pessoas que conseguem fazer sobrar algum valor ao final do mês. Para entender melhor o que é CDB, a gente te conta tudo o que você precisa saber no texto a seguir.

O que é o Certificado de Depósito Bancário?

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de renda fixa emitido por bancos para captar dinheiro e financiar suas atividades. Ou seja, o banco vai ao mercado e pede dinheiro para cumprir com as suas funções. E, em troca, oferece um pagamento com juros acrescidos, isto é, devolve um dinheiro a mais do que tomou.

Em linhas gerais, esse é um bom negócio para quem empresta. Isso porque os bancos são, em geral, bons pagadores (até porque cobram juros maiores enquanto estão emprestando do que pagam quando estão pedindo emprestado). Além disso, eles respondem a alguns requisitos legais que amparam e ampliam a segurança dessa transação.

Apesar dessa noção genérica, o CDB pode acabar não sendo o investimento mais adequado. Aqui, repete-se uma lógica muito presente sempre que precisamos entender algum aspecto do mercado: é importante conhecer o perfil do investidor e o seu caso específico. Por isso, vamos entender a seguir todos os detalhes que devem ser considerados antes de qualquer decisão sobre investir ou não em CDB.

CDB: um investimento de renda fixa

Os títulos privados são divididos em três categorias, sendo elas: prefixados, pós-fixados e híbridos. A seguir, vamos mostrar as diferenças entre elas, considerando, por exemplo, seus maiores e menores riscos. Contudo, antes, cabe mencionar que todas elas ainda devem ser lidas no contexto do investimento em renda fixa.

Investimentos em renda variável, como o nome já sugere, carregam consigo uma previsibilidade menor. Isso oferece menos segurança, tendo em vista que estão estabelecidos em um cenário de volatilidade. Mas, por outro lado, podem significar chances maiores de rentabilidade acima da média. As ações na bolsa de valores são exemplos dessa abordagem.

Já a renda fixa está baseada em maior segurança e menores margens de ganho. Então, os três grupos que serão apresentados variam em relação ao dueto risco/possibilidade de lucro, mas todos eles são classificados como investimentos seguros. Portanto, quem quiser correr riscos e buscar altos ganhos deve olhar com mais carinho a renda variável. Quem quiser segurança deve apostar na renda fixa – e no CDB.

Tipos de CDB

Muitos investidores iniciam sua jornada com perguntas como: qual é o melhor CDB? Bom, a verdade é que essa é uma pergunta que não pode, nem deve, ser respondida. Porque a pergunta deveria ser: qual é o melhor CDB para este caso? Isso envolve as condições do investidor, as condições da economia do país e o objetivo com aquele investimento. Então, vamos ver o que é e a que cenário serve cada tipo de CDB.

CDB prefixado

Investir e ter a garantia de que o rendimento vai ser aquele acordado no início do processo. Assim funciona o CDB prefixado. Por isso, ele é considerado um dos investimentos mais seguros no mercado brasileiro.

Por ter essa natureza, você pode estar se perguntando: então, por que não investir em CDB prefixado? Quem não gostaria de ganhos garantidos? O principal problema, aqui, passam a ser as expectativas do investidor. Mas, antes, há também as ameaças inerentes a esse tipo de investimento.

CDB prefixado: ameaças

Antes de explicar como esse tipo de investimento pode não estar alinhado com um perfil específico, vale tratar das ameaças que estão relacionadas a ele. A primeira é: você está emprestando o dinheiro. Então, se o tomador quebrar, você pode ter problemas para receber. No tópico específico sobre segurança, vamos entender melhor por que isso deve ser considerado, mas provavelmente não vai fazer com que você desista dessa opção.

Outro ponto importante é que o tomador tem um prazo para devolver esse dinheiro. Faz parte do combinado. Explicaremos as diferentes opções e como elas impactam a liquidez do investimento a seguir. E, ainda, deve ser considerado que vai haver um ganho garantido. Mas nossa economia convive com uma “coisinha” chamada inflação. Se ela alcançar patamares elevados, mesmo com o aumento das cifras, você pode perder dinheiro.

Para você entender, pode ser usada a mesma lógica utilizada para entender que a poupança é um mau negócio. Se você é um leitor Eu Quero Investir, já entendeu que o rendimento nesse tipo de aplicação não é suficiente para superar a inflação. Logo, você recebe mais do que investe, mas esse a mais não é maior do que o aumento dos preços, por exemplo. Então, objetivamente: para valer a pena, o rendimento tem que ser maior do que a inflação.

CDB prefixado: vantagens

A primeira vantagem do CDB prefixado é a própria explicação de como ele funciona: não tem oscilação vinculada aos índices da economia. Então, a despeito do erro de cálculo ao contratar uma opção que não supere a inflação, como mencionado acima, o CDB vai garantir ganhos reais. E isso é um diferencial enorme.

Esse é um investimento bastante conservador, que faz sentido para aquelas pessoas que estão mirando lá no futuro. A relação desse tipo com o prazo pode variar, como veremos com mais profundidade a seguir, mas, em geral, as principais opções são aquelas de longo prazo. Isso porque faz mais sentido ao tomador garantir um pagamento maior se puder contar com a contrapartida de que esse dinheiro ficará com ele por mais tempo.

Note, então, que os CDBs prefixados são mais indicados para quem tem objetivos de médio e longo prazo a alcançar. Se você está pensando em comprar um imóvel ou trocar de carro, por exemplo, eles podem fazer sentido pelas suas características. As aplicações mais comuns costumam ter duração entre dois e cinco anos, sendo que, quanto maior for o prazo, melhores costumam ser os rendimentos.

CDB pós-fixado

Se no CDB prefixado você tem um investimento em que o resultado final já é conhecido desde o começo, aqui, no CDB pós-fixado, o que você tem é uma equação. Sem a taxa de juros definida a priori, usa-se uma fórmula que se baseia em um indexador econômico para calcular a rentabilidade do título. Ou seja, você tem que perceber os movimentos da economia nacional para saber se vale a pena investir.

Na prática, você vai ter um valor de correção conforme um índice da economia. No mercado brasileiro, são dois os índices utilizados para o cálculo da rentabilidade de um CDB: o CDI e o IPCA. Então, vamos explicá-los para, depois, poder entender quando ocorrem as vantagens e ameaças frente a um CDB pós-fixado.

O CDI é a maneira mais usual pela qual chamamos o Certificado de Depósito Interbancário. Esse é um título de curtíssimo prazo emitido pelos bancos, que emprestam dinheiro entre si. Mas a sua real importância se dá justamente no contexto do CDB e de outros investimentos em renda fixa. No caso de um CDB pós-fixado, ele pode ter rendimento como um percentual do CDI.

Já o IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Produzido pelo Governo Federal, serve primeiramente para medir a inflação do país. No contexto do CDB, serve justamente para que o investidor se defenda desse aumento de preços, vinculando seu investimento de modo que ele acompanhe o IPCA. 

CDB pós-fixado: vantagens

A principal vantagem do CDB pós-fixado é anular uma grande ameaça do CDB prefixado, ou seja, garantir que a alta inflação não destrua os ganhos durante o período. Assim, o CDB pós-fixado se configura como um investimento muitíssimo seguro em períodos de cenário hostil, mesmo que haja menor previsibilidade.

A principal aplicação prática dessa vantagem pode ser percebida com a turbulência sofrida pela economia nacional. Quando as incertezas aparecem, a imprevisibilidade representa riscos crescentes na maioria dos casos. Mas, aqui, com o CDB pós-fixado, os aumentos no IPCA podem ser aproveitados para a elevação dos ganhos. Isso torna este um investimento que serve como uma ferramenta de combate à crise.

CDB pós-fixado: ameaças

Aqui, a relação com o prazo do investimento merece outro olhar. Um cenário turbulento para a macroeconomia diminui a previsibilidade a longo prazo. Por isso, a vantagem pode se dar no sentido de aproveitar essa turbulência, quando outros investimentos terão incertezas, mas também pode significar deixar de ter ganhos mais consideráveis. Isso porque o país pode entrar em crise, mas também pode sair, e esses ciclos podem ser curtos.

Assim, ao apostar em um CDB de prazo muito longo sem a possibilidade de resgate, você vai ver oportunidades sendo perdidas diante dos seus olhos muito provavelmente. Isso porque os ganhos vão oscilar e podem diminuir, sem que você possa fazer nada efetivamente positivo sobre isso. 

CDB híbrido

O CDB híbrido é uma mistura entre os CDBs pré-fixado e pós-fixado. Ou seja, uma parte da rentabilidade é estabelecida no momento da aplicação e a outra parte é atrelada a um índice econômico. Nesse sentido, basta dizer que vantagens e ameaças são aqui replicadas e suavizadas na medida em que essa divisão é feita.

O CDB híbrido, bem como os outros dois, não deve ser a opção para quem quer construir a sua reserva financeira, em geral. Isso costumeiramente será visto pela falta de liquidez. Além disso, o prazo é a chave para que o investimento tenha os resultados esperados. Por isso, vamos entender a relação do CDB com os prazos e a liquidez.

lustração de pessoa escrevendo em papel com gráfico

CDB, prazos e liquidez

Toda vez que você investe em renda fixa, você firma um acordo. Em geral, compromete-se a ficar com o dinheiro investido por um tempo, tendo a contrapartida dos juros. A garantia é uma via de mão dupla. Nesse caso, se você tira o dinheiro antes, a garantia do pagamento dos juros também pode não ocorrer. Acontece que essa explicação genérica não esgota todas as possibilidades e outros termos são possíveis na construção desse acordo.

A primeira grande questão a ser entendida em relação a isso é a diferença entre liquidez diária e liquidez no vencimento. Mas para entender esses dois casos, é preciso entender prazo de vencimento e prazo de carência. 

Prazo de vencimento e prazo de carência

Começando pelo prazo de vencimento, trata-se da data estipulada para definir o período total em que o dinheiro ficará aplicado. Depois dele, o banco deve devolver o montante total, com o valor investido somado do valor acrescido, finalizando o combinado. Mas, antes disso, a retirada pode estar sujeita a perdas por parte do investidor, a depender da carência. 

A carência estipula qual é o prazo mínimo que o dinheiro deve ficar aplicado. Assim, após essa data, é possível realizar o resgate do investimento a qualquer momento. A partir daí, configura-se a liquidez diária. 

Liquidez diária e liquidez no vencimento

A liquidez diária, então, é uma vantagem e evita perdas. No caso da liquidez diária, quer dizer que, a partir de um certo momento (definido pela carência), a pessoa que empresta o dinheiro ao banco pode resgatar seu investimento assim que quiser – e o resgate é proporcional ao tempo de aplicação. Ou seja, é possível ter ganhos sem precisar esperar pelo prazo inicialmente definido para o vencimento. 

No caso da liquidez no vencimento, o que acontece é que não existe carência anterior ao vencimento. Ou seja, a retirada anterior ao prazo inicialmente definido invariavelmente representará perdas ao investidor. 

CDB no mercado secundário

Essas diferenças devem estar muito claras na hora de observar o período do investimento. Esses títulos podem ter vencimentos de curto prazo, muitas vezes de menos de um ano, mas também podem alcançar até uma década. Cada opção tem suas potencialidades e desafios. Assim, a escolha deve ser feita com base na realidade daquele investidor, naquele local e momento específico.

Tendo isso em vista, ainda assim, é importante saber que mesmo o melhor planejamento pode ser atrapalhado por alguma nova realidade que se coloca no meio do processo. Para lidar com isso, existe a alternativa de negociar o CDB no mercado secundário. Dessa forma, você consegue retirar o dinheiro antes do prazo, mas o valor é fechado a preços de mercado. Ou seja, perde-se a garantia de que a remuneração será aquela estipulada.

CDB, bancos pequenos e FGC 

O CDB é um investimento altamente seguro, como já foi mencionado algumas vezes ao longo do texto. Um dos aspectos mais importantes para que isso aconteça é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

O FGC funciona, na prática, como um seguro para quem opta pelo CDB. Isto porque, em investimentos até R$ 250 mil, o fundo previne que o investidor perca o dinheiro aplicado caso o banco não consiga honrar com a sua parte do acordo. Dessa forma, caso o banco quebre, ou passe por qualquer outro problema de enorme gravidade, ainda assim você terá o recebimento.

Essa informação é de suma importância para que o investidor se atente aos bancos pequenos. Por quê? Bom, todos os bancos tomam dinheiro emprestado. Mas os bancos menores, por terem menos credibilidade, oferecem risco maior a quem empresta, em tese. E, por causa disso, pagam taxas maiores.

CDB e tributação

O CDB pode ter dois tipos de tributação: Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nos dois casos a tributação incide apenas sobre a rentabilidade. Ou seja, você só vai ver o desconto ocorrer sobre aquilo que você ganhar a mais do que o dinheiro investido inicialmente. Além disso, a tributação ocorre diretamente na fonte, ou seja, você já retira o dinheiro descontado.

Como o IOF incide sobre o CDB?

O IOF incide da mesma maneira sobre todos os tipos de aplicação financeira. Ele só precisa ser pago caso você faça o resgate antes de 30 dias, mas é muito bom jamais esquecer desse detalhe, porque é uma cobrança bastante pesada.

No primeiro dia, a incidência de IOF sobre a rentabilidade é de 96%, isto é, consome praticamente todo o eventual lucro que se pudesse ter. Depois, a cada dia a taxa vai diminuindo entre 3% e 4%, até chegar a zero no trigésimo dia.

Como o IR incide sobre o CDB?

O imposto de renda sempre incide sobre o investimento em CDB, o que pode ser visto como um problema na comparação com outros investimentos. Além disso, sua tabela é regressiva, isto é, na medida que o tempo passa, o imposto diminui. Então, a alíquota funciona da seguinte forma: até 180 dias, 22.5%; de 181 dias a 360 dias, 20%; de 360 dias a 720 dias, 17.5%; e acima de 720 dias, 15%.

CDB vale a pena?

Para responder a essa pergunta, como já foi mencionado, será necessário entender o que é o CDB dentro da carteira de investimentos de cada pessoa. Ao longo do texto, fomos elencando essas características de modo que você pudesse perceber como esse tipo de investimento pode se adequar à sua realidade. Então, é provável que você já tenha a sua resposta pessoal.

Mas se fosse necessário responder a essa pergunta de modo mais geral, a resposta seria sim. Isso porque, na maior parte dos casos, ele tem uma função na carteira que performa bem. Para começar, pode-se dizer que o investimento pode compor muito bem com uma estratégia quase que indispensável, que é a variedade. Para ser bem-sucedido, é válido apostar em situações diversas.

A importância de ter segurança com o FGC também deve ser levada em consideração. Afinal de contas, contar com um investimento que basicamente tem um seguro não deve ser minimizado num contexto de crise. 

Por outro lado, ainda que esse seja um investimento realmente seguro, ele deve ser muito bem pensado no caso da reserva de segurança. A falta de liquidez de algumas aplicações inviabiliza a possibilidade de que essa seja a melhor escolha, mesmo que seja inevitável compará-la à poupança ou ao Tesouro Direto, e que ela tenha uma possível vantagem em relação a essas outras opções, por exemplo.

CDB em 2022

Ainda pensando se o CDB é um tipo de investimento que vale a pena ou não, levando em consideração um quadro mais geral, não dá pra não mencionar o momento específico vivido pela economia brasileira. Mencionamos antes, mas é necessário reforçar: a escolha entre os tipos de CDBs e sua melhor rentabilidade está diretamente relacionada ao período em que se dará esse investimento e o comportamento dos índices já mencionados.

E se você é um leitor mais assíduo da área econômica, deve saber que o IPCA atingiu patamares importantes em 2022. Neste começo de ano, o índice tem sido projetado para passar dos 7%. Então, revisando, como isso se relaciona com a sua escolha: mais do que nunca, renda fixa pós-fixada é o investimento mais recomendado, permitindo alta rentabilidade.

Além disso, o Banco Central tem feito ajustes sucessivos que estão elevando a Taxa Selic, a fim de aumentar os juros. Essas medidas são feitas com o objetivo de tentar conter o avanço da inflação, mas também acabam sendo positivas para os investimentos em renda fixa. Ou seja, o cenário está muito favorável para os investidores mais conservadores.

E você, entendeu o que é CDB? Já entendeu o seu perfil e quer experimentar fazer os primeiros investimentos? A dica é fazer isso com uma corretora capaz de oferecer a orientação adequada, garantindo tranquilidade ao processo. Então, preencha o formulário para um assessor da EQI Investimentos entrar em contato!

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