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O que é ação preferencial de cada empresa? Saiba mais

O que é ação preferencial de cada empresa? Saiba mais

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Dez 2021 às 19:00 · Última atualização: 04 Dez 2021 · 5 min leitura

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04 Dez 2021 às 19:00 · 5 min leitura
Última atualização: 04 Dez 2021

Ações Preferenciais

As ações, como um todo, são a menor parcela do capital de uma determinada companhia. Estes papéis, que são negociados na bolsa de valores possibilitam que o investidor possa ser sócio de uma determinada empresa. Entre os principais títulos da atualidade estão as ações preferenciais, também conhecidas no pregão como PN.

Enquanto as ações ordinárias (ON) permitem o voto de um investidor nos rumos e decisões de uma determinada empresa, as ações preferenciais garantem ao acionista a preferência – daí o título – no recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

Em resumo, os ativos PN, estão alinhados diretamente aos seus investidores, e são estes, que serão contemplados caso de forma preferencial na distribuição dos lucros da empresa.

Outro fator interessante é o feedback entre os acionistas e a companhia, onde os ativos de investidores que estão no mercado de ações poderão ser adquiridos pela própria empresa,  independente de um tempo ou prazo de validade.

Ações Preferenciais no Mercado

É possível identificar os dois tipos de ativos no mercado de valores, basta olhar os tickers de cada empresa. As ON são identificadas pelo número 3 (três) ao final de cada sigla, enquanto as PN são identificadas pelo número 4 (quatro), como é o caso de: GGBR4 (Gerdau) e PETR4 (Petrobras), por exemplo.

Vale ressaltar que as ações preferenciais podem se dividir em classes, como por exemplo os tipos A e B. Neste caso, as diferenças são relacionadas as diretrizes e direitos que integram o Estatuto Social de uma determinada companhia. Estas variações são informadas nos códigos de cada empresa, onde o 4 (quatro) – que é o símbolo das PN, é substituído por números como 5 (cinco) e 6 (seis).

Vantagens

As ações preferenciais apresentam pontos positivos principalmente quando o assunto são os dividendos e os lucros que o investidor pode ter ao adquirir esse tipo de ativo.  Na prática, as ações preferenciais podem ser uma boa alternativa para quem desejam viver de renda, já que além de pagar os dividendos esse tipo de ativo garante o lucro de maneira prioritária.

O acionista só não será contemplado com o seu rendimento se a empresa não apurar o lucro líquido. Como por exemplo, ao reporta prejuízos em vez de lucro líquido. Se uma companhia não distribuir os seus resultados na forma de proventos, durante um período de três anos, os proprietários de títulos PN também  terão direito a voto, mesmo que não exista previsão para enquetes no estatuto de uma determinada companhia.

Outro aspecto positivo está relacionado a segurança e ao fluxo de vendas de PNs no mercado financeiro devido a sua maior liquidez no mercado.

Desvantagens

Em um comparativo com as ações ordinárias, as preferenciais não possuem um mecanismo chamado tag along, que tem como objetivo proteger acionistas minoritários, caso haja uma mudança no controle de uma determinada companhia, em resumo, essa garantia assegura um valor mínimo de 80% do preço pago nos papéis caso uma companhia seja vendida.

Outro ponto negativo é em relação as restrições impostas por esses tipos de ativos na listagem da bolsa, já que as empresas que integram o Novo Mercado, que fazem parte do nível mais alto de governança da B3 (B3SA3),  só negociam ações ordinárias.

Ações Preferenciais: Como fazer um bom negócio?

A primeira etapa para se investir no mercado de ações é descobrir quais são os objetivos, as metas e a verdadeira intenção em relação a lucros e ganhos ao comprar os ativos.

Se o objetivo do investidor for a renda passiva, as ações preferenciais configuram uma boa opção devido a distribuição e  aos resultados, por outro lado, se o acionista tem a intenção de participar de maneira ativa na empresa, as ações ordinárias seriam a melhor alternativa.

Vale lembrar que algumas empresas não disponibilizam PN – que é o caso das que integram o Novo Mercado e as ações prioritárias não contam com o tag along que tem como objetivo proteger investidores minoritários.

O segundo passo é descobrir o nível de tolerância ao risco. A renda de ativos pode ser variável, o que envolve a instabilidade, visto isso, o investidor tem que saber se está disposto a arriscar e qual é a sua tolerância em relação a possíveis perdas.

É essencial fazer uma análise detalhada de possíveis negócios e tentar buscar as empresas que oferecem maior segurança e liquidez em caso de vendas de ações, por exemplo a Petrobrás é considerada uma companhia blue chip em virtude de sua alta capitalização e boa liquidez na venda de seus papéis. Se o objetivo é valorizar um título de maneira rápida, o ideal é procurar uma companhia com menor capitalização.

Compreender o mercado, analisar o segmento de atuação das empresas e suas perspectivas a longo prazo é um caminho para um bom negócio, vale ressaltar que é preciso saber quais são os indicadores fundamentalistas, o nível de endividamento de uma S/A, além de sua capacidade de retorno e estrutura de lucros.

Conclusão

A decisão sobre investir em ações preferenciais dependerá das características de cada investidor, em resumo, comprar papéis de PN é bastante interessante para os querem receber dividendos, já que os títulos possuem uma maior liquidez no mercado, o que possibilita ao acionista o acesso a renda passiva.

Por outro lado, se houver mudança de controle da empresa não haverá a proteção tag along para os investidores minoritários, sendo esta garantia, uma particularidade das ações ordinárias.

Por fim, uma análise fundamentalista e criteriosa é indispensável para investidores que desejam investir em ações preferenciais.

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