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Morning Call: Trump muda discurso e Guedes “de volta ao jogo”

Morning Call: Trump muda discurso e Guedes “de volta ao jogo”

Redação EuQueroInvestir

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30 Mar 2020 às 11:27 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 3 min leitura

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30 Mar 2020 às 11:27 · 3 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

Paulo Guedes, Guedes, reforma administrativa

Uma semana decisiva, não apenas para indicar a direção ou tendência para os mercados globais, como também para nos mostrar se os dias de extrema volatilidade ficaram para trás.

Os fechamentos em queda na Ásia e a abertura europeia, indicam que a segunda-feira deve ser difícil, como em geral tem sido todos os retornos dos finais de semana neste ano, onde se acumula o noticiário, que invariavelmente, nos traz mais notícias para preocupação e menos alívio de que tudo passará nos próximos dias.

Em Nova York os índices futuros operam em ligeira queda, inferior a 0,5%, enquanto o petróleo, tanto o WTI quanto o Brent, mostra forte recuo, superior a -5%.

A verdade é que os mercados de uma forma geral, foram pegos de surpresa pela mudança de postura de Donald Trump, que prorrogou o isolamento social até 30 de abril.

“A prioridade número 1 é salvar vidas, número 2 é salvar a economia”, afirmou o presidente americano neste domingo. O governo americano trabalha com a previsão de 100 mil a 200 mil mortes e o quadro mais preocupante se observa em Nova Iorque, onde o crescimento se mostra exponencialmente preocupante.

Neste sentido, cresce a importância do payroll, que sai na sexta-feira e deve mostrar números muito diferentes que a criação de 273 mil vagas verificadas em sua última leitura, em fevereiro. Outros indicadores econômicos importantes estão previstos para esta semana: amanhã é dia de conhecer o índice de confiança do consumidor e a atividade industrial de março.

No Reino Unido, as autoridades de saúde pediram que a população se prepare para um bloqueio que pode durar 6 meses. O Japão está muito próximo de declarar estado de emergência, preparando o pacote de recuperação mais ousado de todos os tempos, de acordo com seu primeiro ministro Shizo Abe.

Em nossa vizinha, Argentina, a quarentena obrigatória foi estendida até o dia 12 de abril.

No Brasil, o número de casos confirmados subiu para 4.256 e o número de vítimas fatais é de 136. No final de semana, em reunião ministerial que contou com a presença do presidente Bolsonaro, os relatos são de que um clima de tensão tomou conta do encontro, com os ministros cobrando uma postura diferente do presidente, que segue minimizando os impactos do Covid-19.

Quem está “de volta ao jogo”é ministro Paulo Guedes e seu habitual otimismo. No sábado, em uma live acompanhada por 50 mil pessoas, Guedes projetou a recuperação econômica com “uma onda de investimentos que virá daqui a quatro, cinco meses”.

“Vamos destravar os investimentos com as reformas estruturantes, o Brasil vai ser o primeiro a sair disso”, afirmou o ministro.

Para o Goldman Sachs, que aposta na maior contração econômica do pós guerra para a América Latina, o Brasil deve apresentar um PIB negativo em -3,4% em 2020. Já para o JP Morgan, trabalha com -3.2% e a previsão mais “otimista” até aqui é da Capital Economics, que aponta para queda de -1.5%.

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