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Money Week: tudo sobre criptoativos, com Jonathan Camargo, da EQI

Money Week: tudo sobre criptoativos, com Jonathan Camargo, da EQI

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

28 Out 2021 às 22:15 · Última atualização: 28 Out 2021 · 8 min leitura

Redação EuQueroInvestir

28 Out 2021 às 22:15 · 8 min leitura
Última atualização: 28 Out 2021

Jonathan Camargo

Jonathan Camargo, sócio sênior da EQI Investimentos, participou nesta quinta-feira (28) da Money Week, evento online e gratuito que acontece até amanhã (29). 

Ele falou sobre criptomoedas e as perspectivas para esses ativos. Confira. Você pode assistir ao painel na íntegra, clicando aqui.

Criptos seriam uma insanidade?

Ao iniciar o painel, Camargo propõe a seguinte reflexão: os criptoativos são uma insanidade ou oportunidade para os investidores?

Responder a essa pergunta é um desafio interessante e que vamos tratar neste artigo. Afinal de contas, a valorização dos criptoativos chama a atenção de qualquer um, embora eles tenham risco na mesma proporção. 

O Bitcoin, o principal criptoativo do mundo, teve uma valorização de 67.000% de 2014 até meados do mês de julho de 2021. Isso mesmo que você leu: 67.000%. Se você tivesse investido R$ 10 mil em Bitcoins em 2014, hoje teria mais de R$ 6,7 milhões. 

Apesar dessa valorização incrível, muitas pessoas ainda têm receio de investir em criptoativos, por entenderem que esse investimento seja uma “bolha” financeira. Com uma volatilidade acima do normal, os críticos apontam que há uma falta de liquidez e regulação no mercado. Por isso, essas operações podem ser consideradas de alto risco.

O que são e qual é a origem dos criptoativos?

O primeiro propulsor dos criptoativos foi o Bitcoin. Ele foi idealizado para ser uma tecnologia com criptografia para transferir dinheiro entre pessoas sem precisar da intermediação de agentes financeiros. 

Basicamente, o Bitcoin permite a transferência de recursos financeiros, sem que necessariamente a pessoa que recebe o dinheiro seja bancarizada. De certa forma, a criptomoeda nasceu para facilitar a transação digital entre as pessoas. 

O Bitcoin surgiu em 2009, desenvolvido por Satoshi Nakamoto, e funciona plenamente até hoje, com uma das valorizações mais expressivas nos últimos dez anos. 

O analista do EQI Investimentos explica que para entender melhor o mundo dos criptoativos, as pessoas devem ter em mente dois conceitos: tecnologia e criptografia. Com base neles, é possível compreender com mais facilidade os rumos dos criptos. Além disso, a tecnologia aliada com a criptografia promove a disrupção do mercado, que vamos abordar mais adiante do artigo. 

O segundo grande criptoativo do mercado é o Ethereum. Este ativo tem algumas diferenças em relação ao Bitcoin. Enquanto a moeda desenvolvida pelo Nakamoto é um meio de pagamento, o Ethereum tem a função de transformar contratos financeiros em uma forma inteligente de criptografia. 

Para explicar o que são contratos inteligentes de criptografia, vamos pensar no seguinte exemplo. Em uma máquina de refrigerantes, eu tenho a opção de escolher uma bebida A. Ao realizar o pagamento, seja em dinheiro ou cartão, um contrato inteligente é gerado durante alguns milissegundos. O Ethereum é responsável em facilitar esse tipo de transação, desde as mais básicas, como a do nosso exemplo, até mesmo para contratos de aluguel mais complexos. 

Segundo Camargo, os dois criptoativos citados acima revolucionaram o mercado financeiro. Visto que eles demonstraram que combinar criptografia e tecnologia é uma possibilidade das pessoas mudarem os seus hábitos de consumo. Atualmente, há mais de 10 criptoativos disponíveis no mundo. 

Além de Bitcoin e Ethureum, veja outras opções de criptoativos

O nosso primeiro exemplo de que aliar tecnologia e criptografia pode mudar o mercado é no mundo dos games. O Axie Infinity é um game que transformou a relação de consumo entre o usuário e a indústria. Agora, você deve estar se perguntando como o Axie Infinity mudou o mercado e vamos te responder neste exato momento.

Normalmente, a indústria dos games vende os seus produtos para os gamers comprarem. No entanto, no Axie Infinity a relação é inversa, pois o game estimula as pessoas a jogarem por meio de um pagamento para os usuários. Isso mesmo que você leu, a pessoa recebe dinheiro para jogar o game. 

O token do Axie Infinity, o AXS, já valorizou mais de 21.000% em 2021. No início do ano, o criptoativo valia US$ 0,59 e, atualmente, está cotado em US$ 124,27. 

Este é um exemplo de como o mercado pode ser disruptivo com a combinação entre tecnologia e criptografia. Além de revelar como o mercado em criptoativos ainda é extremamente embrionário. 

O segundo exemplo, em que demonstra a facilidade de promover um criptoativo, é baseado em navegador de internet. Inclusive, ele é bem semelhante ao Google Chrome e ao Internet Explorer da Microsoft. Estamos falando do Brave, que tem a proposta de oferecer um pagamento, em formato de token, das empresas que anunciam diretamente no navegador dos usuários. 

Enquanto que os navegadores mais populares recebem a cota de publicidade das empresas que anunciam, o Brave direciona parte dos ganhos para o usuário. Assim, percebemos mais uma inversão da lógica tradicional e mais uma disrupção do mercado. 

E o nosso último exemplo será a PancakeSwap. Ela é uma corretora descentralizada, em que os usuários da plataforma ganham dinheiro, ao invés dos donos das instituições financeiras. Como assim? 

Geralmente, as corretoras cobram uma taxa para realizar transferência de dinheiro ou ativo. O valor da taxa é destinado para a própria corretora. No caso da PancakeSwap, os recursos recebidos pela cobrança de taxas são distribuídos para todos os usuários da plataforma. 

Jonathan Camargo destaca que há mais de 10 mil criptoativos disponíveis no mercado e é extremamente difícil escolher alguns exemplos que são considerados as melhores ofertas. No entanto, este bloco ilustrou como a criptografia aliada com a tecnologia pode causar grandes mudanças na indústria ou no mercado.

Onde investir em criptomoedas?

Apesar da grande quantidade de criptoativos, alguns investidores ainda têm dúvidas de onde investir nessa modalidade. A partir daqui, Camargo apresenta algumas corretoras ou opções para iniciar no mundo das criptomoedas. 

Entre as corretoras, você pode abrir uma conta na Binance ou na Coinbase, consideradas as principais exchanges de criptoativos do mundo. Mas se você prefere investir seu dinheiro em uma corretora nacional, há a opção da Mercado Bitcoin. 

A Mercado Bitcoin é a maior exchange da América Latina. A corretora foi fundada por investidores do mercado financeiro em 2011. Além da operação de compra e venda de ativos, os usuários também podem consumir o conteúdo sobre o mundo dos criptoativos para aumentar os seus conhecimentos.

Se você tem receio de abrir uma conta em uma corretora exclusiva de criptoativos, há a possibilidade de conseguir ativos baseados em criptomoedas na bolsa de valores de São Paulo, a B3. Com a B3, você pode conseguir essas opções com os ETFs (Exchange Traded Fund). 

Para quem não sabe, o ETF é um fundo de investimentos fechados que são negociados no balcão da bolsa. Atualmente, os ETFs oferecidos pela B3 são: HASH11 (Índice de cryptos da Nasdaq), QBTC11 (Índice do Bitcoin), BITH11 (Índice de Bitcoin da Nasdaq) e QETH11 (Índice do Ethereum).

O mercado de criptoativos ainda é bem embrionário. O investidor consciente deve ter um certo receio em relação a sua volatilidade e ao tamanho da exposição que irá ter. A recomendação de Jonathan Camargo é iniciar aos poucos para entender os mecanismos de funcionamento das operações e do mercado em si. Além de buscar maiores informações e estudar a fundo as características dos criptoativos.

Confira alguns cuidados importantes ao investir em criptoativos

Camargo apresentou ainda alguns cuidados importantes para investir em criptoativos. O primeiro cuidado é que você desconfiar sempre de promessas para ganhar dinheiro fácil. Por ser um mercado embrionário, o investimento em criptomoedas pode promover um excelente retorno financeiro, principalmente no longo e médio prazo.

Contudo, promessas de ganhos de 2%, 10% ou 20% ao mês não são uma garantia. Ademais, quando a expectativa é muita grande em relação ao retorno, há a possibilidade disso ser um esquema de pirâmide financeira e você pode nem estar aplicando necessariamente o seu dinheiro em um criptoativo.

A segunda dica é em relação à volatilidade. Uma das principais características dos criptos é justamente essa. Portanto, é sempre importante acompanhar o mercado. 

Em 2021, em questão de poucas semanas, o Bitcoin sofreu uma desvalorização na casa de 50%. Desta forma, se você não tem cabeça e estômago para esses possíveis golpes, invista com bastante cuidado e com calma. 

E por último, como em qualquer investimento embrionário, você deve ter a ciência de que ele pode zerar. Assim, vale reforçar mais uma vez que você deve iniciar os investimentos nessa modalidade devagar e se expor o mínimo possível. 

Imagine a seguinte situação: se eu tenho de 1% a 3% do meu patrimônio investido em criptoativos e multiplico por mais de 600 vezes, como foi por exemplo com o Bitcoin, isso pode ajudar bastante na aposentadoria. No entanto,  se eu perder este valor, talvez ele não prejudique tanto assim o meu patrimônio no longo prazo.

Para finalizar, se você tem estômago para volatilidade, invista em criptoativos, pois terá a possibilidade de conquistar uma boa valorização. Porém, não caia de cabeça. Faça um pequeno aporte inicial para aprender aos poucos o mercado. E principalmente, tenha curiosidade para conhecer essa disrupção que pode te beneficiar nos próximos anos. 

A retomada das Criptos?
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