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Money Week dia 5: Acompanhe aqui os melhores insights do último dia do evento

Money Week dia 5: Acompanhe aqui os melhores insights do último dia do evento

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

22 Jul 2022 às 15:01 · Última atualização: 22 Jul 2022 · 16 min leitura

Vanessa Araujo

22 Jul 2022 às 15:01 · 16 min leitura
Última atualização: 22 Jul 2022

Confira os melhores momentos deste dia que encerra a sexta edição da Money Week. 

Money Week dia 5: Dinheiro e a relação de trabalho: work-life balance x workaholic 

A síndrome de “burnout”, palavra em inglês que, na tradução quer dizer “síndrome do desgaste profissional”, é caracterizada por uma exaustão física, emocional e mental pelo acúmulo de trabalho. 

Mas, como conseguir um balanceamento financeiro e, ao mesmo tempo, não cair na armadilha do burnout? 

Para falar deste assunto, a Money Week convidou Edgar Abreu, CEO da 4U Ed Tech. 

A mediação é de Bibiana Bolson, hoste do evento. 

Veja agora alguns destaques desta conversa. 

Painel na Money Week com Edgar Abreu

Ser bem-sucedido significa trabalhar muito e descansar pouco? 

“Depende de cada pessoa. Não existe um caminho igual para todos. Alguém pode optar por trabalhar muito por um curto prazo com o objetivo de acumular recursos financeiros para, no futuro, ter mais lazer. 

Ao mesmo tempo, alguém pode entender que é preciso ter mais lazer hoje. Ambos são modos válidos de viver a vida.

A geração atual não quer apostar no futuro, porque o futuro pode não acontecer. Dessa forma, a proposta do ‘worklife balance’ é trazer para o presente o lazer do futuro, equilibrando com o trabalho. 

É claro que fazer isso exige que sejam feitas escolhas. E tudo dependerá do perfil e do objetivo de cada um”. 

Pandemia e o novo modelo de trabalho

“A pandemia acelerou um processo que já vinha acontecendo. Já estava havendo uma mudança cultural. 

Nossos pais eram workaholic em pró de objetivos, que em geral, era ter uma casa própria e um bom carro na garagem. Para eles, isso era sinônimo de sucesso. Acontece que, nesse processo, nossos pais adoeceram, mesmo sem ter conhecimento disso.

Os propósitos dos jovens de hoje são diferentes. Eles não querem ter carro e nem casa própria. Os desejos financeiros são outros, o que permite a eles optarem por ter uma vida mais equilibrada entre lazer e trabalho”.  

Home office ou presencial? O que vem pela frente no mercado de trabalho?

“No formato de trabalho, acredito que iremos ter o modelo híbrido. Mas, as empresas terão de se reinventar para incentivar o funcionário a ir para o escritório. 

É um fato que as pessoas também precisam se socializar, mas elas não querem ter a obrigação de ir todos os dias para o escritório.

Isso porque elas experimentaram coisas novas durante o período do home office e não querem abrir mão disso. Por isso, acredito que iremos caminhar para um meio termo”. 

Edgar Abreu na Money Week: “Ter uma vida equilibrada é saber que não existe colheita sem plantio”

Tempo é o principal ativo da vida 

“Seja qual for a dose de equilíbrio, o importante é ficar tranquilo com a decisão tomada.

Admito que sou um workaholic. Mas, consegui ter uma mudança de comportamento que tem me ajudado a equilibrar os momentos em família e no trabalho. Isso tem feito com que eu me sinta mais tranquilo com as minhas decisões. 

Me organizo da seguinte forma: cumpro minha jornada de trabalho durante a semana que fica, em média entre 14 e 15h. Na sexta-feira, saio mais cedo e no final de semana, em geral, não trabalho. E quando não estou trabalhando, fico confortável com isso.”

Como obter produtividade no mercado atual? 

“As empresas precisam entender que o ‘mais não é mais’. Isso quer dizer que, não significa que um funcionário que está diariamente batendo o seu ponto e cumprindo uma jornada de trabalho obrigatória está sendo mais produtivo. 

Muitas vezes, ele pode estar trabalhando em qualquer outro lugar, ou ter uma jornada diária reduzida e está se sentindo mais feliz. E isso volta em produtividade para a empresa. 

Esse é um aprendizado atual que as empresas estão tendo. E isso está acontecendo por causa da força de trabalho de hoje ser totalmente diferente dos anos anteriores”.

Afinal, qual é a definição de uma vida equilibrada?

“Primeiro, vamos entender o que é ‘viver de renda’. Trata-se de juntar o dinheiro necessário para que os juros gerados por esse montante possam garantir o seu sustento no futuro. 

Mas, o que é preciso fazer para chegar nesse patamar? Tudo irá depender dos seus objetivos. O ponto principal é saber quanto você precisa receber em um mês para viver. 

Você terá de passar por uma jornada de acúmulo para ter um resgate no futuro. Para se aposentar, é preciso trabalhar, não existe outro caminho. 

No entanto, o principal é definir uma meta e se planejar para isso. Ter uma vida equilibrada é saber que não existe colheita sem plantio”. 

Money Week dia 5 – Recordes e cifras: como o brasileiro Charles do Bronx virou referência no UFC

A Money Week convidou o campeão, Charles do Bronx, que tem números impressionantes no UFC para compartilhar sua história de vida. 

Ele fala a seguir sobre o panorama de ser um atleta e o seu despertar para o mundo dos investimentos. 

A mediação é de Bibiana Bolson, hoste do evento. 

Carreira de atleta é curta: como lidar com as finanças e com o futuro?

“O esporte cresceu demais, porém, não se pode pensar que você irá lutar por muito tempo. O risco de ter uma lesão é muito grande. 

Por isso, me preocupo com o futuro e com os melhores investimentos para os meus objetivos. 

Sempre penso no legado que quero deixar, tanto na marca do esporte, como no patrimônio para a minha família”.

Esporte como guinada na vida  

“Venho de uma comunidade, minha família é de origem simples. Meus pais apostaram no esporte como uma forma de dar a mim e ao meu irmão uma vida melhor. Me apaixonei pelo MMA e passei a acreditar que isso era possível. 

Minha história começou a mudar. Rodei o mundo, cresci, venci e comecei a fazer investimentos. Hoje posso dar uma condição melhor para a família”.

Como não se deslumbrar? 

“É preciso sempre querer evoluir na carreira, aprender e crescer. Saber o quanto você está disposto a se entregar. 

Penso sempre no que posso deixar para a minha filha. Na fase em que estou hoje, me preocupo com os investimentos para o estudo dela e, também, em deixá-la bem, caso eu venha a faltar”. 

Gestão do patrimônio: como cuidar da saúde financeira?

“O atleta precisa estar cercado de muitas pessoas. Desde quem cuida da alimentação, até as pessoas que cuidam das contas a pagar e dos investimentos. É preciso ter ao lado pessoas de confiança. 

Quem trabalha comigo são pessoas próximas e de confiança. São elas que me ajudam a crescer cada vez mais”. 

Quando você se passou a se interessar pelos investimentos?

“A ‘chave virou’ quando soube que eu seria pai. Pensei que essa era a oportunidade de deixar um legado para a minha filha. Era preciso focar em crescer e evoluir”.

Como é a exposição de um atleta no UFC?

“É o maior evento do mundo e no qual todos os envolvidos, seja qual for a ocupação, têm grande importância. Junto com o UFC vem um pacote completo, que gira cifras incríveis. Esse é um evento que merece muito respeito, porque reúne grandes investimentos”. 


Money Week dia 5: Panorama político 2022

É sabido que, independentemente do país, o período eleitoral sempre gera impactos na economia. 

O ano de 2022 chegou e, em outubro, o Brasil terá eleições. 

Esse é um dos assuntos mais falados da atualidade e levanta questionamentos quanto aos rumos da presidência do país e como isso deve afetar a economia. 

Para debater esse cenário, a Money Week convidou Fernando Mello, co-fundador e diretor do portal de notícias Jota.

Criado em 2014, o Jota é um mix de jornalismo com análise de modelos preditivos. O veículo reúne jornalistas que se dedicam à cobertura de notícias sobre os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, direto de Brasília.

O objetivo do canal é “tentar tornar as instituições brasileiras mais previsíveis para embasar a tomada de decisão de empresários e investidores”, conforme explica Mello. 

A mediação do painel é de Luis Moran, head da EQI Research.

Como funciona o modelo de pesquisa eleitoral do Jota?

Fernando Mello aponta que vários critérios de análise são adotados para que o modelo desenvolvido pelo Jota funcione de forma mais assertiva. 

Um deles, parte da observação do método da coleta de dados. De acordo com ele, as pesquisas que são feitas presencialmente, podem deixar de lado uma parcela da população que não circula nas ruas. Já pela internet acontece a mesma coisa, a parcela que não tem acesso à rede é excluída. 

“Considerar esse aspecto é importante, porque as pesquisas presenciais tendem a ter o Lula acima. Já as feitas pela internet tendem para o Bolsonaro”, explica. 

Mello completa: “Por isso, apostamos em um modelo que faz a junção dessas pesquisas. Isso nos ajuda a separar o que é ruído do que é sinal e, assim, ter uma média mais confiável”, ressalta.

O jornalista reforça ainda que outros fatores entram na ponderação. 

“Olhamos também para os dados econômicos que podem influenciar a popularidade de um presidente. Além disso, quanto mais próximo da eleição, o resultado deve ter mais peso, porque as pessoas estão pensando mais no assunto. Dessa forma, a decisão é mais forte”, comenta.

De acordo com ele, esse “modelo agregado de pesquisas” tem conferido maior exatidão aos resultados. “Em 2018, o modelo de pesquisa desenvolvido pelo Jota acertou o resultado da eleição por menos de 0.5 pontos percentuais”, destaca. 

O que esperar para o Congresso a partir de 2023

“Comparativamente a outros países, a renovação do Congresso no Brasil é maior por uma característica própria do sistema eleitoral brasileiro.

Em 2018, por exemplo, foi a eleição com uma das maiores renovações já registradas. Isso aconteceu devido ao desgaste do ambiente político vivido nos anos anteriores. 

No entanto, há uma expectativa de que a taxa de renovação será menor em 2022. 

Seja como for, recomendo que os investidores e tomadores de decisão pensem no que pode acontecer na eleição para o Congresso, porque ele será muito importante para qualquer que seja o governo que seja eleito para 2023”.

Reeleição deve ser maior esse ano

“Quanto às chances de reeleição de um parlamentar, de acordo com as minhas pesquisas, a probabilidade do eleitor escolher um candidato que aprove um maior número de emendas para o seu município é maior em 18 pontos percentuais”.

Considerando uma renovação mais baixa, como ficam as reformas que podem destravar investimentos e melhorar o ambiente de negócios?

“Aqui, precisamos dividir em alguns aspectos. Por um lado, a literatura sempre indica a capacidade do presidente de caminhar com as reformas mais difíceis, uma vez que ele pode usar instrumentos como emendas, coalizão nos ministérios e por aí vai. 

Mas, esse poder tem ficado menor. Temos constatado presidentes com mais dificuldades de aprovação e com o congresso dominando o orçamento. Por outro lado, existem grupos mobilizados na sociedade que podem fazer peso popular. 

As grandes dificuldades de aprovação de grandes reformas, como a Tributária, é que elas ‘pegam’ interesses diversos. 

E se não há coalizão, fica muito difícil, porque ninguém quer pagar por isso, mesmo que a sociedade toda seja beneficiada.

Então, basicamente, acredito que devemos acompanhar três elementos: 

O primeiro é o quanto a sociedade está mobilizada para pressionar o Congresso. 

O segundo é o quanto o presidente, seja ele novo ou reeleito, irá botar peso para a aprovação dessas reformas. 

O terceiro abrange o período de ‘lua de mel’, que é caracterizado no começo do governo, momento no qual o presidente recebe uma maior aprovação da população e tenta colocar em votação temas mais difíceis. 

Além disso, estamos em um período de crise econômica,  que pode gerar pressões para melhorar o ambiente no Brasil. Acredito que essa última é uma chave importante sobre o que se pode esperar em 2023”.

Money Week dia 5 – Pequenos investidores também podem investir em startups. Conheça o Equity Crowdfunding

Quando se fala em investimentos em startups lembramos de nomes como “investimento anjo”, “private equity” e “venture capital”. 

Mas, existe outra modalidade, voltada para o investimento em pequenas empresas, que está ganhando o mercado: o “equity crouwndfunding”. 

Para falar sobre isso, a Money Week convidou Rodrigo Fiszman, CEO e sócio fundador do Grupo Solum e Camila Nasser, CEO da Kria, ambas são plataformas de investimentos em startups. 

A moderação é de Luiz Cesta, sócio da Monett. 

O que é o equity crowdfunding e como aproveitar o potencial de rentabilidade? 

Camila Nasser destaca que é no início das empresas que está o maior potencial de retorno sobre o investimento.

“Imagine ter investido no Nubank em 2013? É para isso que o equity crowdfunding foi criado. Para permitir que o investidor possa participar de negócios com grande potencial de escala. Trata-se de uma ótima oportunidade para diversificar a carteira”, comenta. 

Rodrigo Fiszman comenta que o crowdfunding surgiu para aproximar as startups do mercado de capitais, assim como, dar acessos aos pequenos investidores. 

“É importante ressaltar que essa classe de ativos é regulada pela CVM desde 2017. Existe um arcabouço de regras. Uma delas é que todo o processo é feito online, onde todas as informações ficam transparentes para que a decisão de investimento seja fundamentada”. 

Quais são as empresas que fazem parte do equity crowdfunding?

“É importante dizer que esse tipo de investimento não é restrito para as startups. Essa é uma ferramenta muito poderosa de investimento para PMS – Pequenas e Médias Empresas -, que estão desde o estágio ‘seed’ ao ‘série A’. Engloba empresas em diversos setores e não apenas empresas de tecnologia”, reforça Camila. 

Quais são as formas de vender as posições? 

“O retorno, muitas vezes, vem no ‘exit’, quando o investidor vende sua participação no investimento. Até então, essas possibilidades estavam vinculadas ao IPO ou quando havia a venda do negócio para um estratégico. Pelo perfil de empresa, são raras as vezes em que há distribuição de dividendos. Mas, muito em breve, será possível também comprar e vender ações e títulos de startups por meio de uma plataforma de negociações, o que traz mais uma oportunidade de janela de saída e retorno para os investidores”, esclarece Fiszman.

Qualquer startup pode se listar nas plataformas de investimento de equity crowdfunding?

“Existe uma curadoria. A premissa é não esperar um negócio perfeito e com todas as perguntas respondidas. O investimento em startups têm diferentes camadas de risco, por isso ele é atrativo. No entanto, a formação do time é fundamental, principalmente, a figura do gestor. Para gerir um negócio é preciso ser um bom líder. É preciso ver no empreendedor um brilho no olho e uma capacidade de sonhar alto e manter o pé no chão”, avalia Camila. 

Por que considerar o investimento em equity crowdfunding?

“Os maiores investidores do mundo têm 30% do seu portfĺoio em ativos alternativos. Os americanos já têm mais de 10%. Faz sentido sob a ótica de alocação de capital, além do aprendizado e no gosto de investir em negócios transformadores”, finaliza Rodrigo Fiszman.

“Os investidores devem ter esses ativos na carteira para não perderem a oportunidade de participar dos negócios que realmente vão transformar nossa sociedade”, finaliza Camila Nasser. 

Programação Money Week: 

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