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Mercado imobiliário aquecido: como isso pode impactar seus investimentos?

Mercado imobiliário aquecido: como isso pode impactar seus investimentos?

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

08 Jun 2022 às 11:27 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 4 min leitura

Vanessa Araujo

08 Jun 2022 às 11:27 · 4 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

Prédios - mercado imobiliário aquecido

Crédito: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O mercado imobiliário vem mostrando grande movimentação, com ações dos agentes financeiros para impulsionar os negócios de longo prazo e os consórcios ganhando posição de destaque, dentro do reaquecimento da economia brasileira.

Nesse cenário, os fundos imobiliários, também conhecidos como FIIs, seguem como opção importante de investimento, especialmente no médio e longo prazo. Mas também há outras possibilidades envolvidas para quem deseja aplicar seu dinheiro.

O que são os fundos imobiliários?

Os Fundos de Investimento Imobiliário, conhecidos como FIIs, são uma modalidade de investimentos na qual o investidor compra cotas de um fundo que aplica seu patrimônio em imóveis. Geralmente são imóveis de grandes empreendimentos, como shopping centers, lajes comerciais e galpões logísticos.

Tais patrimônios são constituídos na forma de fundo, que são divididos em cotas, negociadas em bolsa. Dessa forma, é importante entender que os fundos imobiliários são investimentos de renda variável.

O investidor que aplica seus recursos em FIIs recebe dividendos mensais, correspondentes aos aluguéis dos imóveis detidos pelo fundo. Também é possível ganhar com a valorização das cotas do fundo.

Bancos estatais em ação

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BBAS3) vêm tomando iniciativas para ampliar o aquecimento do mercado imobiliário. No mês passado, a Caixa anunciou a redução dos juros de crédito imobiliário em 0,15 pontos, com taxas partindo de Taxa Referencial (TR) + 2,80% ao ano, somadas à remuneração da poupança.

Além disso, a Caixa anunciou novas medidas para ampliar o escopo do acesso ao programa Casa Verde Amarela, com aumento dos subsídios para aquisição e construção de moradias e redução da taxa de juros. O banco anunciou ter negociado, só em janeiro e fevereiro, cerca de R$ 21,5 bilhões em crédito imobiliário, crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período em 2021.

BB com descontos

Nesta semana, o Banco do Brasil anunciou a oferta de 3.100 imóveis para venda direta ou leilão durante o mês de abril, com descontos de até 85%. Há ofertas com valores desde R$ 10,6 mil até R$ 24,8 milhões em todo o país, dentro da plataforma Seu Imóvel BB.

São imóveis retornados pela instituição, em geral por falta de pagamento, e que podem ser comprados com deságio. Em alguns casos, é possível financiar parte do valor, também a juros de mercado.

Taxas abaixo da Selic

Num cenário de Selic em alta, os bancos em geral têm resistido a mexer demais nas taxas de crédito para manter o mercado imobiliário aquecido. Em março, levantamento da startup Melhor Taxa apontou que a média de juros cobrados pelas instituições estava em 9,33% ao ano, enquanto a taxa básica do Banco Central está em 11,75%, e deve chegar a 12,75% em maio.

Mesmo com pequenos ajustes para cima, os bancos têm evitado subir demais com temor de inviabilização dos negócios. Além disso, taxas abaixo da Selic permitem ao possível comprador alternativas de investimento: se ele pretendia comprar um imóvel à vista, pode optar por pagar apenas uma entrada e tomar um financiamento habitacional, investindo o dinheiro que tem em mãos em aplicações mais rentáveis.

Consórcio aquecido

Outro cenário de compra parcelada que vem fazendo sucesso é o consórcio imobiliário, que não cobra juros, mas taxas administrativas. Em 2021, a modalidade teve um aumento de vendas de novas cotas de 34,9% em relação a 2020, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac).

“Foi um ano muito positivo para o setor. Apesar da crise que se instalou por conta da pandemia, o mercado está aquecido”, afirmou José Climério Silva Souza, Diretor-Executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás. Assim como no financiamento, o comprador pode usar seu saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para antecipar a quitação do saldo devedor ou para fazer um lance no consórcio.

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