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Madero prepara oferta de R$ 500 milhões em CRA: entenda

Madero prepara oferta de R$ 500 milhões em CRA: entenda

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 15:25 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 15:25 · 6 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

Madero

De olho para ingressar no mercado de ações, o Grupo Madero prepara uma oferta de R$ 500 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). A emissão do CRA do Madero tem o objetivo de alongar as dívidas bancárias da rede de restaurantes, que somadas estão na casa dos R$ 764,3 milhões. Inclusive, grande parte delas tem vencimento agora em 2022.

Quatro bancos são responsáveis pela operação – BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4). A intenção é conseguir um grande número de investidores com o CRA, principalmente pessoas físicas, uma vez que essa modalidade de investimento conta com isenção tributária sobre os lucros.

O CRA será emitido em duas séries, uma com prazo de cinco anos e remuneração de CDI + 3,50%; outra com seis anos de prazo e remuneração de NTNB 26 (título do tesouro 2026) + 3,50%. O tamanho de cada série vai depender da demanda dos investidores.

O período de reservas termina no dia 23 de fevereiro. A operação pode ter um lote adicional de R$ 100 milhões.

Alguns escritórios de agentes autônomos, como a EQI Investimentos, se recusaram a trabalhar com os papéis, porque têm a percepção de que o rendimento oferecido está aquém do nível de risco da companhia.

Madero

O que é CRA?

Os Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRA) são títulos de renda fixa emitidos por companhias securitizadoras. O objetivo é financiar as operações agrícolas da empresa. Estes títulos podem ser pré ou pós-fixados.

Para não ficar apenas na definição técnica do termo, vamos pensar no seguinte exemplo: uma empresa que trabalha no ramo do agronegócio, como uma produtora de milho, decide renovar todo o seu maquinário de campo, como colheitadeiras, tratores, etc.

Para fazer isso, ela procura um banco ou uma cooperativa de crédito e faz os seus financiamentos a uma taxa média de 14% ao ano com um prazo de 60 meses.

O banco (ou cooperativa), para não ter que esperar até o final do prazo para receber o seu dinheiro de volta, emite um CRA e vende para investidores os seus créditos. Assim, estes investidores receberão os juros do período.

Ao traduzir o nosso exemplo para o Grupo Madero, ao invés de comprar um maquinário, a empresa paranaense quer diminuir o tamanho da sua dívida. 

Renegociações das dívidas ajudam para a volta da expansão

Diante da desistência, ao menos temporária do IPO do Madero, motivado pelas condições do mercado mais fracas e um setor abalado pela pandemia, a empresa promoveu uma série de renegociações com os credores em 2021.

Em uma delas, a rede de restaurantes prorrogou o vencimento de debêntures de setembro de 2021 e janeiro de 2022 para julho de 2022. Para isso, a taxa de juros, que era de CDI mais 3,6%, passou para CDI mais 8%, acima, portanto, do rendimento proposto na operação em curso.

Com isso, a empresa ganhou um fôlego com uma injeção de R$ 300 milhões pelo fundo de private equity Carlyle.

É preciso destacar que a diminuição cada vez mais intensa das medidas de restrições por causa da pandemia melhorou o cenário operacional da companhia. Haja vista que o Madero planeja abrir mais oito lojas.

E a ideia do IPO não foi enterrada: “O Grupo Madero em seu plano estratégico possui a meta de realizar um IPO assim que o mercado de capitais apresentar condições para a realização de uma operação nos parâmetros que a companhia entender adequados”, afirma a empresa em seu balanço.

Madero
Reprodução/Madero

História do Madero

Do primeiro Madero inaugurado por Junior Durski no centro histórico de Curitiba, em 2005, aos 250 restaurantes presentes em diversas cidades brasileiras nos dias de hoje, a rede de restaurantes espalhou-se pelo Brasil. Hoje conta com cerca de 6.700 funcionários.

Autodidata, Junior Durski transformou a paixão pela cozinha em profissão. Ele é até hoje responsável pela elaboração do cardápio, preparação dos pratos e combinação dos sabores do Grupo Madero.

Junior é formado em direito, foi vereador, madeireiro e garimpeiro na Amazônia, mas foi na cozinha que encontrou sua paixão. Em 1999 ele abriu o Durski, que apesar de hoje premiado, enfrentou muitas dificuldades. Lançou mais cinco restaurantes, todos com prejuízo. Mas em 2005 inaugurou o Madero, que mudaria sua história. O restaurante não decolou de primeira, foram necessários muitos ajustes, reduções nos preços e uma incursão de pesquisa gastronômica nos EUA, onde experimentou hambúrgueres em 70 restaurantes.

Ele criou a própria receita, com toque brasileiro, que daria origem a um dos responsáveis pelo sucesso da marca: o Burger Madero. Daí para frente, a rede expandiu-se com diversas lojas e unidades em shoppings por todo o país.

Os restaurantes da marca

Os restaurantes do Madero estão divididos sob duas marcas principais, Madero e Jeronimo, com múltiplos conceitos distintos que incluem Madero Steak House e Madero Container sob a marca Madero, e Jeronimo e Jeronimo Track sob a marca Jeronimo.

O Madero Steak House é o formato original de serviço completo (full-service) adotado pela companhia, que oferece um ambiente descontraído e adequado para empresas e famílias.

O Madero Steak House oferece um cardápio com ampla variedade de refeições, incluindo desde grelhados e saladas a outros pratos, com destaque para os hambúrgueres.

Posteriormente, foi lançado o Madero Container, um formato fast-casual que oferece um cardápio mais restrito focado em hambúrgueres grelhados. A companhia acredita que o Madero Container foi um dos primeiros conceitos de restaurante fastcasual no Brasil.

Jeronimo é um conceito de fast-casual centrado em tecnologia e focado em um público mais jovem. Oferece um cardápio orientado em preço, focado em hambúrgueres prensados na chapa, desenvolvidos para garantir frescor e qualidade na entrega, e ostenta um ambiente vibrante e colorido. O Jeronimo inclui restaurantes em shopping centers, tanto em praças de alimentação como restaurantes independentes.

Jeronimo Track é um conceito de Jeronimo independente que também apresenta uma opção de drive-thru.

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