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Lançamento de satélites brasileiros pela Space-X está programado para esta quarta-feira

Lançamento de satélites brasileiros pela Space-X está programado para esta quarta-feira

Redação EuQueroInvestir

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24 Mai 2022 às 14:56 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 5 min leitura

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24 Mai 2022 às 14:56 · 5 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Satélites brasileiros serão lançados pela Space-X nesta quarta-feira

Após a visita de Elon Musk, CEO da Tesla (TSLA34) e da Space-X, ao Brasil e sua reunião com o presidente Jair Bolsonaro, ministros, empresários e autoridades civis e militares, a empresa de desenvolvimento e lançamento de foguetes do homem mais rico do mundo está programada para lançar, nesta quarta-feira (25), dois satélites que fazem parte do Projeto Lessônia, da Força Aérea Brasileira (FAB).

Batizados como Carcará I e Carcará II, os satélites-radar de sensoriamento remoto (SRR) devem ser lançados por volta das 15h (no horário de Brasília), diretamente da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). De acordo com o site da base de lançamento, o foguete Falcon 9, da Space-X, levará diversos nano e microssatélites de uso comercial e de governos.

O evento desta quarta-feira não tem relação direta com a visita do bilionário ao Brasil e o início de sua relação mais próxima com o presidente do país, uma vez que foi a Iceye, fabricante finlandesa dos satélites, a responsável pela escolha da Space-X para o lançamento, embora o esforço das autoridades civis e militares brasileiras junto ao governo finlandês tenha contribuído para que isso ocorresse em uma data próxima.

Primeiros satélites brasileiros de SRR

Com o lançamento do Carcará I e do Carcará II, será a primeira vez que o Brasil contará com dois satélites de SRR em operação. Estes orbitarão com defasagem de 180 graus.

A contratação da tecnologia entre o governo brasileiro e a Iceye foi acertada em 2019 pelo valor de US$ 33 milhões – equivalentes a, aproximadamente, R$ 170 milhões – em que estão inclusos os custos de fabricação, lançamento, ajuste da órbita e início da operação. Este último está previsto para o mês de novembro deste ano.

Durante o encontro com Elon Musk, Baptista Júnior, comandante da FAB, buscou, ainda, tratar de pontos que dizem respeito ao programa espacial brasileiro, como o desenvolvimento de foguetes e a criação de satélites de SRR de baixa órbita.

Além disso, debateram também a instalação de um sistema espacial com o propósito de melhorar a segurança das operações dos satélites.

Por fim, Baptista Júnior e o CEO da Space-X ainda discutiram acerca da oferta do Centro Espacial de Alcântara para receber os veículos de lançamento de foguetes e satélites de empresas comerciais.

Para o comandante da FAB, a base brasileira apresenta vantagens mais atraentes do que a da Flórida, entre as quais estão: a proximidade com o mar; ausência de terremotos e furacões; a base de Alcântara está localizada a aproximadamente 2°18’ da Linha do Equador – fator que permite lançamentos em órbitas equatoriais e polares; baixa densidade demográfica e baixa densidade de tráfego marítimo e aéreo.

Críticas do INPE

Técnicos do Instituto Espacial de Pesquisas Espaciais (INPE) criticaram a decisão de contratar os dois satélites junto à Iceye, com o argumento de que o modelo do Carcará I e do Carcará II não seria apropriado para o monitoramento do desmatamento da Amazônia.

Baptista Júnior rebateu as críticas do instituto em conversa com jornalistas, alegando que os satélites não serão úteis somente para monitorar o desmatamento da Amazônia, mas também para a defesa das fronteiras da Polícia Federal e a realização de operações de combate ao tráfico.

Uma das vantagens da dupla de satélites enumeradas pelo comandante da FAB é a capacidade do radar de visualização entre as nuvens, predominantes na Amazônia ocidental na maior parte do tempo.

Baptista Júnior também lembra que os satélites brasileiros garantirão a soberana do país para, segundo ele, olhar “para onde quiser olhar”, já que será possível programar, com melhor resolução, qualquer área de resolução.

Tecnologia pode colaborar com a fiscalização de garimpos ilegais

Esta tecnologia possui uma peculiaridade: a necessidade de interpretação de especialistas para as imagens obtidas dos radares. Segundo Baptista Júnior, os satélites têm maior facilidade na identificação de metais com precisão, o que poderá colaborar com a fiscalização de garimpos ilegais.

As imagens na tecnologia que será implantada por meio dos satélites Carcará I e Carcará II não são processadas em tempo real. Portanto, para chegar ao órgão do governo, é possível que leve alguns dias. Por este motivo, o comandante da FAB afirma que este não se trata de um sistema de vigilância, mas de inteligência.

Baptista Júnior explica, ainda, que missões de inteligência poderão ser mobilizadas com antecedência pelos militares, caso exista uma suspeita de garimpo ilegal em determinada área. Assim, as imagens obtidas pelos radares fornecerão outro tipo de informação. Por fim, acrescentou que os aviões da FAB dispõem de tecnologia para gerar imagens em tempo real.

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