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Kora Saúde (KRSA3): conheça a rede hospitalar que paralisou seu IPO

Kora Saúde (KRSA3): conheça a rede hospitalar que paralisou seu IPO

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Jul 2021 às 14:31 · Última atualização: 30 Jul 2021 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Jul 2021 às 14:31 · 6 min leitura
Última atualização: 30 Jul 2021

Kora

Rede hospitalar com atuação em três Estados e no Distrito Federal, a Kora Saúde (KRSA3) quer ampliar sua atuação no mercado tanto por meio de ativos já existentes quanto com a inauguração de novos hospitais.

A empresa, que fez pedido de IPO (Oferta Pública Inicial), mas cancelou a operação após a precificação das ações, está com a oferta paralisada no momento.

Vamos conhecer melhor a empresa?

Sobre a Kora Saúde (KRSA3)

A companhia opera uma das maiores redes independente de hospitais privados no Brasil.

A empresa operava, em 31 dezembro de 2018, 6 hospitais e 593 leitos privados. Mas, em apenas 2 anos, a Kora Saúde passou a ter 11 hospitais próprios localizados nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Distrito Federal e Tocantins, somando 1.272 leitos, dos quais 293 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de acordo com dados de 31 de dezembro de 2020, e uma receita líquida de contratos com clientes de R$ 612,3 milhões.

A Kora Saúde também fornece serviços de oncologia ambulatorial dos estados do Espírito Santo e Tocantins e mantém um ambulatório de oncologia no Mato Grosso.

Além disso, a Kora Saúde presta serviços auxiliares de apoio diagnóstico a pacientes particulares ou através de empresas conveniadas, companhias seguradoras, entidades de assistência médico-hospitalar e cooperativas de saúde. Os serviços de apoio diagnósticos incluem diagnóstico por imagem, análises clínicas e hemodinâmica, entre outros.

Histórico de aquisições

O primeiro hospital, o Meridional Cariacica, foi fundado em Cariacica, em 2001. Em 2008, a empresa adquiriu o Hospital São Luiz e o Meridional Praia da Costa, em Vila Velha (ES), expandindo a área de atuação da companhia.

Em 2011, a Kora Saúde adquiriu o Hospital São Francisco, consolidando a presença em Cariacica (ES).

Em 2016, foi inaugurado o segundo hospital greenfield, o Meridional São Mateus, em São Mateus (ES), que nasceu como referência hospitalar no norte do Espírito Santo.

Em 2018, a gestora de recursos alternativos H.I.G. Capital investiu na companhia. A entrada da H.I.G como sócia acelerou o crescimento da Kora Saúde: ainda em 2018, a companhia concretizou a aquisição do Hospital Metropolitano (atual Meridional Serra), consolidando a posição do grupo na região metropolitana de Vitória (ES) ao entrar no município da Serra.

Em 2019, a Kora Saúde adquiriu o Hospital São Mateus, em Cuiabá (MT) e o CADIM, centro de medicina diagnóstica na mesma cidade, além do Hospital e Maternidade Santa Úrsula, em Vitória (ES), e do controle da Hemodinâmica Meridional, em Cariacica (ES). Em 2020, prosseguindo com a estratégia de expansão, a companhia adquiriu os Hospitais Palmas Medical e Santa Thereza, hospitais de referência em Palmas (TO).

Em 31 de dezembro de 2020, os hospitais da companhia possuíam um total de 1.002 leitos, com taxa média de ocupação de 72,9%, 78,6% e 77,9% nos exercícios sociais de 2020, 2019 e 2018 respectivamente.

Kora saúde

Oportunidades brownfields e greenfields

A companhia enxerga nas expansões dos hospitais (brownfields) e na construção de novos hospitais (greenfields) em praças selecionadas e de centros médicos para atendimentos ambulatoriais sólidas avenidas de crescimento orgânico.

Os brownfields são importantes na estratégia da Kora Saúde, uma vez que diversos dos hospitais trabalham com altas taxas de ocupação, existindo neles uma demanda reprimida para mais leitos com rápido payback e baixo risco.

Com relação aos projetos greenfields, a estratégia busca suprir a carência de estruturas hospitalares de qualidade em cidades ou regiões que apresentem significativo potencial de crescimento e próximas daquelas nas quais a Kora já possua uma operação robusta. Os projetos podem se dar tanto com a construção de unidades hospitalares quanto com centros de atendimento avançados, que funcionariam para aumentar a captação de pacientes e fortalecer a marca na região.

“Entendemos como vantajoso os projetos de greenfield devido ao vasto conhecimento da companhia no setor, acordos préestabelecidos com fontes pagadoras e médicos e conhecimento da dinâmica de acordos de BTS (Built to suit) com desenvolvedores imobiliários”, diz a Kora Saúde no prospecto preliminar.

Vantagens competitivas da Kora Saúde

  • Liderança no mercado privado de assistência hospitalar nas regiões onde atua, de acordo com dados do Ministérios da Saúde.
  • Relacionamento com fontes pagadoras baseado em confiança, transparência e flexibilidade.
  • Assistência hospitalar de excelência utilizando infraestrutura e tecnologia de ponta.
  • Crescimento constante com rentabilidade e sólida geração de caixa.
  • Sólido histórico pavimenta um promissor crescimento por aquisições com absorção de sinergias significativas.
  • Resiliência da performance operacional e financeira apesar das condições econômicas.
  • Time experiente com forte track record.
  • Menor dependência de médicos externos.
  • Práticas sustentáveis (ESG) estão no DNA da Kora Saúde.

Fatores de risco

  • A extensão da pandemia de Covid-19, a percepção de seus efeitos, ou a forma pela qual tal pandemia impactará os negócios da Kora Saúde depende de desenvolvimentos futuros, que são altamente incertos e imprevisíveis, podendo resultar em um efeito adverso relevante para a companhia e sua capacidade de continuar operando seus negócios.
  • Os hospitais da empresa enfrentam a concorrência por pacientes de outros hospitais e prestadores de serviços de saúde.
  • A companhia é ré em ação cautelar cujo autor pede liminar para suspender a realização da oferta pública inicial de distribuição de ações (IPO) da Companhia.
  • Risco do modelo contratual de remuneração por pacote.
  • A Kora Saúde está sujeita a compromissos restritivos (covenants).

Sobre o IPO

A Kora Saúde protocolou seu pedido de IPO à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em fevereiro deste ano. Mas em abril a empresa desistiu da oferta por conta da precificação de suas ações e citou a “atual conjuntura dos mercados financeiro e de capitais”.

A empresa, que iria ser listada no Novo Mercado, já havia até mesmo definido seu ticker: KRSA3.

A empresa pretendia captar R$ 1,67 bilhão com a oferta primária, caso vendesse todas as ações na média da faixa indicativa, que ia de R$ 11,20 a R$ 15,50.

Ao menos quatro investidores haviam demonstrado interesse: Indie Capital, Fourth Sail, Safari Capital e Newfoundland Capital.

Os recursos líquidos do IPO da Kora Saúde seriam investidos em aquisição de ativos; ampliação dos ativos já existentes (brownfield);  inauguração de novos hospitais (greenfield); e expansão de outros segmentos hospitalares (oncologia, imagem, diagnóstico).

O IPO era coordenado por Itaú BBA, com auxílio de JPMorgan, Bradesco BBI, Santander (SANB11), XP Investimentos e UBS.

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