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Zuckerberg nega que Meta tenha criado monopólio

Zuckerberg nega que Meta tenha criado monopólio

Em julgamento com a FTC, Zuckerberg nega que a Meta tenha criado monopólio ao adquirir Instagram e WhatsApp. Caso pode forçar separação das plataformas

O CEO da Meta (META; $M1TA34), Mark Zuckerberg, prestou depoimento na última segunda-feira (14), em Washington, durante o julgamento movido pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), que acusa a empresa de práticas anticompetitivas por meio da aquisição das plataformas Instagram e WhatsApp.

A FTC argumenta que as compras, realizadas em 2012 e 2014, teriam sido motivadas pela intenção de eliminar concorrentes e manter a posição dominante da Meta no setor de redes sociais voltadas à comunicação entre amigos e familiares. O órgão pede que a empresa seja obrigada a vender os dois aplicativos.

Zuckerberg afirmou que as aquisições foram realizadas com o objetivo de fortalecer a oferta de serviços e acompanhar as mudanças nos hábitos dos usuários. Segundo ele, o comportamento nas plataformas mudou nos últimos anos, com maior foco em mensagens privadas e consumo de conteúdo baseado em interesses, em vez de publicações de amigos.

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O engajamento social online mudou, e nossas plataformas acompanharam esse movimento”, disse. O executivo também declarou que uma mudança realizada no Facebook em 2018, para destacar postagens de amigos, não obteve os resultados esperados.

Durante o processo, a FTC apresentou documentos internos da Meta, nos quais Zuckerberg mostrava preocupação com o crescimento do Instagram e sugeria sua aquisição como forma de conter a concorrência. Também apontou riscos relacionados ao WhatsApp, que poderia se tornar uma rede social caso permanecesse independente.

A Meta sustenta que suas aquisições trouxeram benefícios aos usuários e que o mercado atual é competitivo, com diversas plataformas disputando a atenção do público. A empresa citou a atuação de serviços como TikTok, YouTube e aplicativos da Apple (AAPL; AAPL34) como exemplos de concorrência direta.

Zuckerberg também destacou que o uso de ferramentas comerciais no WhatsApp tem crescido e que esse segmento representa uma oportunidade de expansão da receita. A empresa afirma que o WhatsApp é atualmente seu aplicativo com maior número de usuários diários.

O julgamento pode se estender até julho. Caso a FTC tenha sucesso, ainda será necessário comprovar que eventuais medidas, como a cisão das plataformas, seriam eficazes para restaurar a concorrência no setor.

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