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Investidor institucional: entenda o conceito e como acessar produtos mais sofisticados via fundos

Investidor institucional: entenda o conceito e como acessar produtos mais sofisticados via fundos

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Dez 2021 às 18:20 · Última atualização: 08 Dez 2021 · 9 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Dez 2021 às 18:20 · 9 min leitura
Última atualização: 08 Dez 2021

Institucional

O mercado financeiro ganhou espaço na vida de muitos brasileiros e com o intuito de auxiliar o investidor, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) separou pessoas físicas e jurídicas em categorias distintas. Esta prática tem como objetivo alinhar os investidores de acordo com a capacidade financeira e conhecimento técnico, o que contribui para uma melhor oferta de ativos de acordo com o nível,  gerenciamento e possíveis exposições a risco.

Vamos explicar neste artigo sobre investidor institucional e no que ele se difere do individual. Confira.

O que é investidor institucional?

A denominação investidor institucional classifica entidades e empresas que administram o capital de terceiros – sejam estes, pessoas ou outras organizações.

Essa forma de investimento é fundamental, uma vez que movimenta grandes quantias de dinheiro e influencia o mercado como um todo, alterando inclusive a dinâmica da bolsa de valores.

Características de um investidor institucional

O investidor institucional é associado aos grandes empreendedores, ou seja, são representados por uma instituição financeira ou por empresas com natureza jurídica e bem estruturada em relação ao capital financeiro.

Mas é preciso não confundir investidor institucional com empresa investidora – que é uma companhia que investe parte do seu capital, visando rendimentos para ela própria, por isso este tipo de empresa é considerada como uma investidora individual.

Os investidores institucionais são responsáveis por grande parte das movimentações que acontecem no mercado de ações e uma de suas principais características é a aplicação em altos valores, ou seja, essas organizações evitam pequenos investimentos e não apostam em ativos que possuem baixa liquidez. O foco do investidor institucional é o de facilitar a movimentação do montante que foi investido.

Outro fator que merece destaque é a maior aceitação ao risco.

Os requisitos básicos para uma organização ser considerada como investidor institucional são:

  • Ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
  • Ter diretrizes de acordo com às exigências de órgãos fiscalizadores,
  • Ter uma política de investimentos definida.

Empresas que são investidores institucionais

As empresas que atuam como investidores institucionais são aquelas que trabalham no próprio mercado financeiro, como por exemplo, as que atuam com fundos de investimentos.

Muitos investidores institucionais também representam fundos de pensão que acumulam grandes quantias com o armazenamento da aposentadoria dos cotistas. Vale lembrar que essa é uma das principais modalidades nesse tipo de serviço.

Bancos, empresas de seguros e instituições que gerenciam capital de risco também se enquadram na mesma categoria, já que estas instituições financeiras trabalham com investimentos para a valorização do capital.

Investidor individual

Ao contrário do investidor institucional, que constitui uma empresa jurídica, o individual é qualquer pessoa que decida investir por si mesma.  Nesta modalidade, os valores aplicados são bem menores e nem sempre existem regras precisas sobre a composição de carteira, já que os investimentos são independentes.

O controle de custos e taxas é um diferencial para investidores individuais e se a aplicação for através de uma corretora com baixo custo, o cotista terá um bom resultado a médio/longo prazo.

Alguns investidores individuais não acompanham o mercado e precisam de amparo profissional em suas aplicações, tipo de serviço que é oferecido assessores de investimento, gerentes de bancos e/ou corretoras, ao contrário dos investidores institucionais, que possuem um conhecimento maior, pois aplicam em nome de terceiros com uma grande movimentação de dinheiro.

Investidor institucional: vale a pena participar de fundos de investimento?

Os fundos de investimento, administrados por gestoras, são um dos tipos de investidores institucionais mais conhecidos.

Por meio deles, pessoas físicas conseguem entrada em diversos ativos, muitas vezes mais sofisticados, que, sozinho, o investidor não conseguiria acessar. Isso se dá por meio de cotas, que são participações nos fundos.

Os fundos de investimento funcionam como um condomínio de investidores em que todos aportam recursos que serão aplicados em conjunto por um especialista (o gestor) ou por uma instituição.

Logo, é importante ressaltar que existem taxas a serem pagas, neste caso, já que há uma administração dos investimentos. Os ganhos depois são divididos entre os participantes, respeitando-se a proporção de investimento de cada um. E as perdas também são repartidas.

Quer saber mais sobre fundos de investimento? Confira nosso artigo a respeito, clicando aqui.

Estrutura dos fundos de investimento

Antes de investir,  é importante saber quem faz o que em um fundo de investimentos.

  • Gestor:  é ele que vai escolher em que ativos investir o dinheiro dos cotistas, a quantidade e o preço a pagar por eles. Podem ser pessoas físicas ou jurídicas (assets), mas precisam de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Administrador: pessoa jurídica autorizada pela CVM para definir as políticas de investimento e objetivos do fundo. Também é função do administrador realizar uma série de atividades como a distribuição de cotas, divulgação de informações  e relacionamento com os cotistas.
  • Custodiante: instituições financeiras responsáveis pela “guarda” dos ativos e por efetivar a compra e venda dos papéis.
  • Auditor: é quem vai auditar as demonstrações financeiras do fundo e conferir se tudo está funcionando dentro das regras
  • Distribuidor: são os distribuidores (bancos ou corretoras) quem vendem as cotas aos investidores

Custos envolvidos

Todos esses prestadores de serviços que você conheceu aí em cima são remunerados. Esse custo é pago pelo investidor, por meio de taxas. Na hora de investir, você precisa conhecê-las.

  • Taxa de Administração: Percentual pago pelos cotistas de um fundo para remunerar todos os prestadores de serviço. É uma taxa expressa ao ano calculada e deduzida diariamente. Dessa forma, afeta o valor da cota.
  • Taxa de Performance: Percentual cobrado do cotista quando a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de referência. Ou seja, é uma taxa cobrada quando o fundo entrega uma rentabilidade superior a prometida. Para os fundos de renda fixa e multimercados o indicador geralmente é o CDI e para os fundos de ações o índice Bovespa. A metodologia utilizada para calcular a taxa de performance é chamada Linha d’água e é cobrada semestralmente.

Cabe frisar que a rentabilidade divulgada pelo fundo é sempre líquida de taxas.

Vantagens e desvantagens

O fundo de investimentos podem trazer diversos benefícios ao investidor. Veja os principais:

  • Acessibilidade: Muitos investimentos com rentabilidade superior apenas estão disponíveis para investidores institucionais. Muitos fundos permitem aplicações mínimas que são acessíveis ao investidor que tem pouco para aplicar.
  • Gestão Profissional: Terceirizar a uma equipe especializada a gestão do capital. Ter os recursos investidos por profissionais com anos de experiência de mercado e conhecimento amplo sobre o assunto.
  • Diversificação: Os gestores conseguem reduzir os riscos alocando os recursos em diversos ativos. No caso de um Fundo de Ações, por exemplo, a carteira é composta por diversos papéis não correlacionados. Já no caso de Fundos de Crédito Privado a equipe de gestão seleciona empresas de setores distintos para mitigar o risco específico setorial
  • Liquidez: É muito comum utilizar os fundos como uma reserva de emergência, ou seja, um investimento semelhante à tradicional poupança onde você deixa os recursos com resgate imediato.
  • Transparência: Todos os fundos devem ter em seu regulamento a política de investimento, o grau de risco e a exposição da carteira em determinados ativos. Este documento é disponibilizado no site da CVM e pode ser consultado por qualquer investidor.

No entanto, é preciso também colocar na balança as desvantagens:

  • Perda da autonomia: Ao investir em fundo de investimentos, você não escolhe quais ativos serão comprados. Isso fica a cargo do Gestor do fundo.
  • Taxas: Dependendo do fundo, as taxas cobradas são muito altas, não compensando a aplicação.
  • Come-cotas: A antecipação do imposto gera perda de rentabilidade. Uma vez que foi descontado, o investidor não tem mais aquele valor rentabilizando.

Veja abaixo os principais tipos de fundo de investimentos.

Fundo de renda fixa

Como o próprio nome sugere, os fundos de renda fixa investem em ativos que possuem rentabilidade fixada na alocação.

No momento da aplicação, todos os parâmetros atrelados ao investimento são de conhecimento prévio do investidor, não havendo alterações posteriores. Depois de definir o indexador responsável por remunerar o papel, é possível estimar o valor a ser resgatado.

Por classificação os fundos de renda fixa direcionam, no mínimo, 80% dos seus investimentos em ativos de renda fixa prefixados ou pós-fixados.

A porção de 20% pode ser alocada em derivativos. Isso é feito para aumentar a sua rentabilidade, que costuma seguir o CDI.

Fundo multimercado

O fundo multimercado surgiu com a necessidade de investidores de confiarem seus recursos a um gestor, que poderia investir o seu capital em diferentes tipos de investimento como renda fixa, DI, crédito, ações, juros, moedas, no Brasil ou no exterior.

Nos últimos anos, essa modalidade se desenvolveu, com especialização em vários nichos. Hoje existem diversos tipos de fundo multimercado, desde os mais conservadores até os mais arrojados, e com estratégias diferentes.

Segundo a classificação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) existem Fundos Multimercado do tipo Dinâmico; Estratégia Específica; Investimento no Exterior; Juros e Moeda; Long and Short Direcional; Long and Short Neutro; Livres; Macro e Trading.

Fundo de Ações

Já os fundos de ações são aqueles investimentos que aplicam o capital dos cotistas em ações disponíveis no mercado. Costumam estar entre as opções mais arriscadas e também entre as mais rentáveis do mercado financeiro.

Esses fundos somente são indicados caso o seu perfil de investidor seja moderado ou agressivo, pois existe risco de grandes oscilações do seu capital. Momentos de estresse de mercado são imprevisíveis e normais, mesmo em ciclos econômicos de alta.

Fundos Imobiliários

Existem duas formas de lucrar investindo em fundos imobiliários (FIIs): por meio da valorização das cotas (que depende do efeito oferta x demanda) ou recebendo dividendos ( mensais e obrigatórios derivados dos aluguéis).

O lucro, ou o ganho de capital, sobre a valorização da cota, tem a incidência de imposto de renda (20%), enquanto os dividendos são isentos de impostos – ao menos por enquanto.

Os Fundos Imobiliários são obrigados por lei a distribuir rendimentos mensais aos cotistas – por isso são uma boa alternativa de renda recorrente para investidores.

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