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Ganhe mais na previdência: como fazer melhor? Entenda!

Ganhe mais na previdência: como fazer melhor? Entenda!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

28 Fev 2022 às 10:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

28 Fev 2022 às 10:00 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

mulher frete a computador, com calculadora nas mãos

Pixabay

Encontrar a melhor previdência para previdaportar o dinheiro de um investidor não é tão complicado quanto se pode pensar. Existem ferramentas que fazem a comparação do desempenho de fundos e, por meio delas, é possível saber se o dinheiro está bem ou mal aplicado.

Para saber melhor como é possível melhorar os rendimentos de uma previdência privada, continue a leitura deste artigo e saiba de vez como tomar o controle desse importante recurso.

Prossiga!

O que é a previdência privada?

Por incrível que pareça, existem muitas pessoas que não sabem exatamente como funciona o conceito de previdência privada. E o pior, muitas dessas pessoas têm planos contratados de previdência em instituições financeiras.

Isso é um grande problema, pois grande parte do recurso da nação está aportado nessa modalidade de investimento, cerca de R$ 1 trilhão. Isso se torna ainda pior quando verificamos que se trata do patrimônio de longo prazo da nação.

Sendo assim, convém definirmos a previdência privada como uma programação de investimentos que visa complementar a renda futura de um cidadão.

Isto ocorre quando percebe-se que será precisar mais dinheiro do que paga a previdência pública para custear seus gastos de vida.

Até mesmo por essa razão, a previdência privada também é conhecida como previdência complementar, pois visa ser um pagamento adicional ao INSS, o sistema público previdenciário brasileiro.

Como sabemos, esse sistema está fadado ao fracasso da mesma forma que ocorreu em países como Itália e Japão. A razão disso é que ele se baseia em um sistema de repartição e não de capitalização.

De que forma uma previdência privada traz rendimentos para o investidor?

Esse é outro ponto muito sensível na discussão a respeito de previdência privada. Geralmente, um investidor que mantém um plano em alguma instituição não faz a menor ideia de como isso acontece. E isso é ruim.

Toda previdência privada é na verdade um fundo de previdência. Ou seja, quando um investidor aplica determinados valores ao longo do tempo, está investindo em um fundo previdenciário.

Seu dinheiro é alocado em um fundo e o rendimento se dá conforme a política de investimento desse veículo. Se for um fundo ruim, como existem vários no mercado, o recurso do investidor estará em maus lençóis.

Depois do tempo de acumulação, chega o momento de usufruir do investimento. É nessa hora que uma terrível descoberta pode ser feita, quando o investidor toma consciência que seu dinheiro rendeu pouco.

Muitas vezes, a aplicação não ganha nem da inflação.

Assim, é essencial saber onde esse recurso é empregado como forma de melhorar os rendimentos e o usufruto do recurso acumulado quando chegar o momento no futuro.

Como é possível melhorar os ganhos de uma previdência privada?

O primeiro passo para ter melhores rendimentos em uma previdência privada é constatar o atual desempenho do plano previdenciário do qual se faz parte.

A partir daí é possível fazer comparações com o desempenho passado de outros fundos para, então, decidir por uma eventual mudança.

Uma ótima forma de fazer isso é por meio de uma ferramenta comparativa de fundos. Existem várias na internet e uma das mais completas é o Comparador de Fundos.

Sua utilização é muito simples: basta digitar o número do CNPJ do fundo previdenciário em questão ou então o nome do fundo.

Como há muitos nomes de fundos parecidos, recomenda-se que seja usado o CNPJ para uma comparação sem erros.

Outro ponto muito importante é como conseguir o CNPJ do fundo. Para isso, basta conseguir um documento chamado extrato da previdência. Ele não é um extrato comum que demonstra as movimentações financeiras.

Em vez disso, esse documento concentra todos os dados do plano previdenciário em questão, inclusive o nome e CNPJ do fundo no qual os recursos estão aplicados.

Vale frisar que não se deve confundir o CNPJ do fundo previdenciário com o CNPJ da seguradora que faz a custódia dos planos de previdência. Não é incomum que acontece esse tipo de confusão.

Quais são os tipos de fundos previdenciários existentes?

Existem três grandes modalidades de fundos previdenciários que podemos chamar de classes de fundos.

A primeira delas são os fundos de renda fixa. Tratam-se de veículos que investem a maior parte de seus recursos em títulos desse tipo de mercado.

Estamos falando de CDBs, CRIs, CRAs, Letras de Crédito e debêntures incentivadas, além de operações compromissadas. Os rendimentos desses fundos são previsíveis e atrelados ao CDI.

A segunda grande classe de fundos previdenciários são representadas pelos fundos multimercados. São fundos da renda variável e tem a liberdade de aportar seus recursos em qualquer tipo de mercado.

Existem fundos multimercados previdenciários mais e menos voláteis.

Por fim, há os fundos de previdência que investem seu patrimônio em ações. Esses são os fundos com maior variação em relação ao valor de sua cota, pois uma grande volatilidade é encontrada no mercado de ações.

Como devo fazer uma portabilidade para um fundo melhor?

Após o investidor decidir para qual tipo de fundo fará sua migração, chega o momento de movimentar os recursos. E nesse aspecto, a previdência privada no Brasil conta com um mecanismo magnífico: é portabilidade.

Por meio dessa sofisticação, um investidor pode trocar de fundo previdenciário sem perder nenhuma de suas atribuições do plano original.

Isso quer dizer que o tempo de contribuição é preservado e isso é muito importante, principalmente no caso das previdências com o regime de tributação em modo regressivo.

Por esse modelo, quanto mais tempo o recurso fica investido, menos imposto é pago. Assim, mudar de fundo e perder essa vantagem não seria bom.

Por sorte, a portabilidade preserva esse período, mantendo os planos de investimento de um contribuinte.

Por fim, caso o investidor queira fazer uma distribuição de seu capital de forma mais inteligente, basta colocar em prática o conceito de carteira previdenciária.

Por esse formato, o recurso do investidor não precisa ficar alocado em apenas um fundo de previdência. O dinheiro pode ser dividido em diferentes percentuais, de modo a trazer mais rendimento com o passar do tempo.

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