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FIIs para se aposentar: confira as melhores opções e estratégias

FIIs para se aposentar: confira as melhores opções e estratégias

Matheus Miranda

Matheus Miranda

23 Set 2022 às 14:16 · Última atualização: 23 Set 2022 · 6 min leitura

Matheus Miranda

23 Set 2022 às 14:16 · 6 min leitura
Última atualização: 23 Set 2022

FIIs para se aposentar

Pixabay

Quem tem um planejamento de aposentadoria precisa considerar várias opções. Uma delas é a utilização dos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). Assim, quais são os melhores FIIs para se aposentar?

Como em tudo no mundo dos investimentos, depende dos objetivos de aposentadoria. Afinal, no mercado de FIIs, estão incluídos os chamados fundos de tijolo e os fundos de papel e cada um performa de uma maneira diferente, que podem impactar nos rendimentos.

Carolina Borges, especialista de FIIs da EQI Research, lista alguns tipos de fundos que podem ser mais indicados para essa estratégia. Na avaliação dela, os chamados fundos de tijolo, que sentiram os impactos da pandemia estão se recuperando. Então estes podem ser considerados destaques.

“Entre os fundos de tijolo, como lajes corporativas, que tiveram um impacto na pandemia, são os destaques do momento”, avaliou ela.

Estratégias de FIIs para se aposentar

De acordo com a especialista da EQI Research, quando há a estratégia de montar uma carteira tendo em vista uma aposentadoria, o ideal é apostar na diversificação.

“O ideal é montar uma carteira diversificada e podemos incluir também os fundos de papel”, considerou ela.

Além disso, é preciso pensar em potencial de rendimento a longo prazo. Por isso, os fundos de tijolo se destacam, pois eles têm uma previsibilidade maior. E com os juros elevados, a precificação dos fundos caem, especialmente os segmentos de tijolo.

Felipe Paletta, analista da Monett, também considera a diversificação uma estratégia importante quando o assunto é aposentadoria. E também considera que os fundos de tijolo também são destaque no mercado de FIIs.

Ele explicou que uma expectativa de um horizonte para a queda dos juros e estabilização da inflação traz um alívio para a precificação, o que fez com que os ativos se recuperassem nos últimos anos.

Além disso, os fundos vinculados a ativos de tijolo devem continuar a observar um crescimento no valor dos imóveis e aluguéis.

“Lajes e shoppings também devem continuar a ter um bom desempenho porque são negociados com níveis de desconto maior do que sua média histórica. Vejo uma valorização de 10% seguramente para essas duas categorias, à medida que a economia vai se recuperando”, informou ele.

Estratégias de diversificação

Paletta aponta algumas estratégias para o investidor buscar a diversificação de forma a assegurar um bom desempenho de seus investimentos ao longo dos anos.

O primeiro passo é identificar quais fundos oferecem melhor potencial de valorização. Daí, busca-se um acúmulo e investimento recorrente para aumentar os rendimentos.

Ele sugere que o investidor faça uma revisão de sua posição a cada três meses e crie uma diversificação de pelo menos oito fundos e, no máximo, 15 fundos.

“Faça o reinvestimento dos dividendos e faça novos aportes. Daí, o investidor poderá ver o patrimônio crescendo e pensar em uma estratégia para ver esse rendimento”, considerou.

Para isso, embora os fundos de tijolo tenham uma perspectiva melhor, os fundos  de papel não devem ser deixados de lado. O ideal, segundo ele, é ter na carteira entre 60% a 70% dos fundos de tijolo e o restante em papel.

“É uma boa estratégia, pensando em aposentadoria, que considera uma carteira de pelo menos dez anos”, afirmou.

Entre os fundos de tijolo, como predominam nessa estratégia, o ideal é ter 25% para cada classe: lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos e outros segmentos como hotéis. Assim, capturam-se as oportunidades de crescimento em cada atividade econômica.

O que são Fundos Imobiliários?

Os FIIs são veículos financeiros que têm a obrigatoriedade de aplicar seus recursos em imóveis ou títulos de crédito desse mercado em um percentual não inferior a 75%. Tratam-se de fundos fechados com cotas negociadas em bolsa de valores.

Na maior parte dos Fundos Imobiliários, os investidores se juntam em uma sociedade que é dona de um empreendimento, que pode ser um prédio comercial, um shopping, um hospital, entre outros.

Na maior parte das vezes, a intenção é gerar renda de aluguéis. Assim, quando você compra um fundo imobiliário, você está comprando uma pequena parte de um prédio.

Outra alternativa é comprar fundos de Fundos Imobiliários. Ou seja, fundos de investimentos que compram a participação em outros Fundos Imobiliários.

Fundos Imobiliários de recebíveis

Os fundos de recebíveis ou “fundos de papel“ são fundos de investimentos imobiliários que aplicam seus recursos em títulos de crédito do mercado de imóveis.

Isso quer dizer que seu patrimônio não é alocado diretamente nos imóveis físicos, apenas utilizando-os como lastro para suas operações.

Em vez disso, os recursos são aplicados em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Eles são títulos emitidos por securitizadoras para antecipar o fluxo de recebíveis de um determinado imóvel.

Fundos Imobiliários de Tijolo

Os fundos de tijolo são os fundos mais tradicionais do mercado e os mais fáceis de entender. Isso porque seu padrão de investimento segue a ideia geral de auferir renda por meio do investimento em imóveis. Só que no caso dos fundos, isso acontece em uma escala muito grande.

A razão disso é que os imóveis alvos dos Fundos Imobiliários têm alto valor e geralmente só podem ser adquiridos por esses investidores institucionais.

São shoppings centers, hospitais, sedes de grandes grupos educacionais e agências bancárias, por exemplo.

Assim, a sistemática do recebimento de proventos segue a lógica do pagamento de aluguel.

Quer saber mais sobre FIIs para se aposentar e como investir melhor? Preencha o cadastro que um assessor da EQI Investimentos irá entrar em contato.

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