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EUA x China: como a geopolítica pode interferir nos seus investimentos

EUA x China: como a geopolítica pode interferir nos seus investimentos

Claudia Zucare

Claudia Zucare

15 Ago 2022 às 11:05 · Última atualização: 15 Ago 2022 · 4 min leitura

Claudia Zucare

15 Ago 2022 às 11:05 · 4 min leitura
Última atualização: 15 Ago 2022

foto da live com Moran e Stuenkel

Reprodução/EQI

O cenário global é de alta de juros, inflação recorde e risco de recessão pairando no ar, mas ainda há relevantes questões geopolíticas em andamento, como Rússia x Ucrânia, China x Taiwan e EUA x China. Neste contexto, como o investidor pode usar a geopolítica para proteger seu patrimônio? 

O especialista em relações internacionais Oliver Stuenkel e o head da EQI Research Luis Moran debatem o assunto em um bate-papo que você não pode perder!

Assista agora mesmo!

Clique aqui.

Além de Rússia x Ucrânia, agora China x Taiwan

Rússia e Ucrânia seguem em conflito desde fevereiro deste ano, em uma disputa que se arrasta sem projeção de desfecho.

Mas outro tema roubou a atenção recentemente: uma possível invasão de Taiwan pela China, com os Estados Unidos como coadjuvante.

Entenda o que aconteceu.

Visita de Nancy Pelosi acende alerta

A deputada democrata americana Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, fez uma visita surpresa a Taiwan.

A “cortesia” foi interpretada como uma provocação pela China, que há ano busca reintegrar a ilha a seu governo.

Como resposta, Pequim promoveu uma série de manobras militares próximas à ilha, o que levantou suspeitas de que uma invasão estaria em curso.

“A relação entre China e Estados Unidos não é mais a mesma”, aponta Oliver Stuenkel, especialista em relações internacionais.

“A China aproveitou-se dessa visita, que não foi vinculada à Casa Branca, ou seja, foi uma decisão da própria Nancy Pelosi, desvinculada do presidente Joe Biden, para avançar em um tema prioritário para Xi Jinping, presidente da China: o de não passar o problema de Taiwan para as próximas gerações. Ele quer entrar para a história como o líder que reintegrou Taiwan”, afirma.

Stuenkel afirma que não enxerga a possibilidade de um conflito armado em futuro próximo. Mas vê uma piora significativa na relação entre Pequim e Washington a partir daqui.

“Desde o pós-guerra, a ideia do mundo ocidental sempre foi integrar a China e a Rússia em um sistema democrático e globalizado. Mas desde o governo Obama já se tem a percepção de que a estratégia não gerou os resultados esperados”, diz.

“O que vejo é um downgrade nas relações, especialmente na cooperação militar entre as potências, e essa piora nas relações precisa estar no radar das empresas, dos fundos e dos investidores”, avalia.  

O especialista afirma que vê, na China, uma insegurança constante em relação a um possível desfecho militar para as questões políticas e econômicas com os EUA.

O governo, ele diz, estabeleceu com a população uma espécie de “acordo” de direitos econômicos em troca de direitos políticos e mantém um discurso nacionalista exacerbado, até mesmo para justificar suas dificuldades em momento complexo do cenário macroeconômico.  

“Claramente, existe um preparo para um confronto armado e para um crescimento econômico menor. E sempre apontando como causa para o baixo crescimento as tentativas americanas de conter o desenvolvimento chinês”, afirma.

Entenda a disputa por Taiwan

Taiwan é uma ilha de 23 milhões de pessoas reivindicada pela China.

A ilha é um estado independente e democrático, mas já foi ocupada pelo Japão até a Segunda Guerra Mundial. Depois, a ilha voltou a pertencer à China que, no entanto, não controla o território.

O interesse tanto da China quanto dos EUA com Taiwan se justifica: é lá que os microchips são feitos e onde está a nanotecnologia mais avançada do planeta.

Clique aqui e confira a live na íntegra.

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