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Energisa (ENGI11): conheça o quinto maior grupo de distribuição de energia elétrica do país

Energisa (ENGI11): conheça o quinto maior grupo de distribuição de energia elétrica do país

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

02 Nov 2021 às 10:00 · Última atualização: 02 Nov 2021 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

02 Nov 2021 às 10:00 · 7 min leitura
Última atualização: 02 Nov 2021

Energisa

Com 116 anos de história o Grupo Energisa (ENGI11) é o quinto maior grupo distribuidor de energia elétrica do país, atendendo aproximadamente 8 milhões de consumidores do Brasil.

A companhia controla 11 distribuidoras localizadas nos Estados de Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Acre e Rondônia, com uma área de concessão que atinge 2.034 mil Km2, equivalentes a 24% do território nacional.

Juntas, essas empresas correspondem a aproximadamente 2.034 milhões km² de área de concessão da distribuição, mais de 19,6 mil km de linhas de transmissão, cerca de 600,3 mil km de linhas de distribuição, 683 subestações, um total de 34.749,2 GWh de energia elétrica consumida e 19 mil colaboradores​ ​na força de trabalho, próprios e terceiros.

Na bolsa brasileira, o Grupo Energisa (ENGI11) faz parte dos índices IEE, Ibra, IBRX, IGCT, IGC, ITAG, UTIL e MLCX.

Vamos conhecer melhor a empresa?

História da Energisa (ENGI11)

O Grupo Energisa teve início com a Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina (CFLCL), antiga holding das empresas do grupo e atua hoje nas áreas de distribuição, geração, serviços e comercialização de energia elétrica, porém, tem na distribuição a principal base de seu negócio.

A empresa foi fundada em 1905 por José Monteiro Ribeiro Junqueira, João Duarte Ferreira e Norberto Custódio Ferreira, com sede na cidade de Cataguases, Minas Gerais. Dois anos depois a empresa foi a terceira sociedade anônima a obter registro na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

Logo nos primeiros anos a companhia já começou a comprar outras empresas. Em 1925 a Cataguazes-Leopoldina se tornou uma das primeiras empresas no mundo a dar participação aos empregados nos lucros.

Nas décadas seguintes a empresa expandiu sua atuação com novas usinas e compras de outras empresas.

Em 2007 a Energisa tornou-se a holding do SCL e substituiu a Cataguazes-Leopoldina na Bolsa. No ano seguinte, o Grupo Cataguazes-Leopoldina se transformou em Grupo Energisa, com uma nova marca. Todas as empresas passaram a ter o prefixo Energisa, além do nome que as identifica com a sua região de atuação ou atividade, consistentes com a unificação sob a nova marca Energisa.

Em 2014, a companhia concluiu a aquisição de oito novas empresas distribuidoras, alcançando uma nova dimensão em um mercado cada dia mais exigente e seletivo.

Em 2019, o Grupo concluiu a aquisição de 87% do capital da Alsol Energias Renováveis S.A. por R$ 11,7 milhões. A empresa é especializada em geração distribuída, utiliza diferentes fontes renováveis e é pioneira no país em sistemas fotovoltaicos e armazenamento de energia.

Atuação com comercialização, distribuição e transmissão de energia

O Grupo Energisa (ENGI11) atua com a parte de comercialização, distribuição e transmissão de energia.

Comercializadora

A Energisa Comercializadora é a empresa do Grupo Energisa que atua, desde 2005, na venda de energia elétrica e serviços no mercado livre. Com mais de 10 anos de experiência, a empresa é especializada em propor soluções integradas que vão desde a análise de viabilidade, identificando as oportunidades de ganhos na migração para o mercado livre, até a gestão de carteira no pós-venda.00

Com um portfólio de mais de 900 MW médios de energia negociada (compra e venda), especialmente energia de fontes renováveis – Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), eólicas e biomassa –, a empresa alia iniciativas de sustentabilidade com resultados financeiros. Como diferencial, oferece produtos e serviços customizados, que sejam capazes de atender às necessidades de consumidores e geradores que atuam no ambiente livre, atendendo mais de 300 clientes em todo o território nacional.

Para isso, a Energisa Comercializadora se beneficia do conceito de grupo integrado, aproveitando as sinergias de cada unidade de negócio, envolvendo a Energisa Soluções e as empresas de distribuição do Grupo.​

Distribuidora

Quando os acionistas controladores do Grupo Energisa decidiram investir na aquisição de mais um grupo de concessionárias de distribuição de energia elétrica, em 2013, sabiam que se tratava de um negócio ambicioso.

Sabiam que era uma oportunidade única visando promover um novo ciclo de crescimento da organização, que já tinha feito outras aquisições anteriormente. Foi um movimento de ousadia planejada, com base na experiência centenária que a Energisa já possuía no setor elétrico.

De fato, a integração de oito distribuidoras às cinco já pertencentes à Energisa, somada às demais empresas do grupo, representou uma das operações mais relevantes no mercado de energia elétrica nos últimos anos. O negócio foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no início de 2014 e consolidou a Energisa como a sétima empresa do segmento de distribuição em receita líquida, além da sexta em número de clientes.

O grupo aumentou de tamanho em termos de área de atuação, volume de clientes e número de colaboradores, e anunciou a previsão de investimentos de R$ 4 bilhões no período de 2014-2017.

Em 2018, o grupo entrou no processo de privatização da Eletrobras e adquiriu mais duas distribuidoras: a Ceron, em Rondônia, e a Eletroacre, no Acre.

Transmissão

O Grupo Energisa fez a sua estreia no setor de transmissão de energia em 2017 ao arrematar dois lotes em leilão realizado pela Aneel. O Grupo levou o lote 3, em Goiás, por R$ 36,7 milhões de receita anual permitida (RAP) frente ao valor máximo estabelecido pela agência, de R$ 58,8 milhões; e o lote 26, no Pará, arrematado por R$ 46,3 milhões ante o valor máximo inicial de R$ 65,7 milhões. Os dois empreendimentos terão sinergias com regiões de atuação da empresa no Norte e Centro-Oeste do país.

O lote 3, com extensão de 136 quilômetros, é composto por instalações que ficam no estado de Goiás, incluindo a linha de transmissão de 230 kV Rio Verde Norte – Jataí em circuito duplo e a subestação Rio Verde Norte.

Já o lote 26 – que fica em uma área quase na divisa com Mato Grosso e Tocantins – consiste na Linha de Transmissão 230 kV Xinguara II – Santana do Araguaia em circuito duplo e a nova subestação Santana do Araguaia, com extensão total de 296 quilômetros.

Em 2018 o Grupo Energisa arrematou o lote 19, também no Pará, por R$ 33,5 milhões de receita anual permitida (RAP). As instalações reforçarão o atendimento elétrico à região sudeste do Pará e se interligarão com o lote 26, resultando ainda em sinergias construtivas, operacionais e de manutenção entre os projetos.

Dando seguimento à estratégia de crescimento em regiões chave para os negócios do Grupo, foi arrematado ainda no leilão 004/2018 o lote 4, entre a Bahia e o Tocantins, por R$ 62,8 milhões de receita anual permitida (RAP) frente ao valor máximo estabelecido pela agência, de R$ 116,06 milhões. O prazo para conclusão das obras previsto pela ANEEL é de 60 meses, com entrada em operação comercial até março de 2024.

Balanço do 2TRI21 da Energisa (ENGI11)

A Energisa (ENGI11) registrou lucro líquido de R$ 749 milhões no balanço do segundo trimestre (2TRI21). Assim, reverteu o registrado prejuízo do mesmo período do ano anterior de R$ 88 milhões.

O resultado financeiro líquido no balanço do 2TRI21 foi negativo em R$ 118,9 milhões. Um ano antes, o resultado financeiro foi negativo em R$ 442 milhões.

No balanço do 2TRI21, a Energisa (ENGI11) registrou uma receita de R$ 5,29 milhões, alta de 36,7% sobre o mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 1,38 bilhão, aumento de 86,8% sobre a base anual.

Desempenho na bolsa

Desde o início do ano as ações da Energisa (ENGI11) acumulam queda de 12,83%. Assim, saíram de R$ 50,60 para R$ 44,11 em 19 de outubro.

Energisa

Já em um cenário mais amplo, desde novembro de 2009, a empresa acumula alta de 226,74%. Assim, saiu de uma cotação de R$ 13,50 para os atuais R$ 44,11.

 Energisa

Composição acionária da Energisa (ENGI11)

A maior parte das ações da Energisa (ENGI11) está com a Gipar S/A, que detém 30,52% das ações. Depois está a Samambaia Master Fundo de Investimento, com 18,12%. O Itaú tem 6,97%.

O capital social da empresa é de 1.814.561.910 ações, das quais 1.243.509.206 estão em circulação no mercado.

A Energisa (ENGI11) tem 20.735 investidores pessoa física, 528 pessoa jurídica e 1108 investidores institucionais.

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