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Eletrobras (ELET6) é a ação preferida dos gestores; entenda o motivo

Eletrobras (ELET6) é a ação preferida dos gestores; entenda o motivo

Victor Meira

Victor Meira

20 Set 2022 às 13:57 · Última atualização: 20 Set 2022 · 5 min leitura

Victor Meira

20 Set 2022 às 13:57 · 5 min leitura
Última atualização: 20 Set 2022

Rede de transmissão de energia elétrica

Pixabay

A Eletrobras (ELET6) é a ação favorita dos gestores das principais instituições financeiras do Brasil, conforme indica uma pesquisa do Itaú BBA. Inclusive, o estudo, com entrevistas entre os dias 24 de agosto e 1º de setembro, cita que os investidores institucionais estão mais otimistas com o mercado de ações (52,2%) e outra parte ainda segue neutra (41,3%).

Por outro lado, os gestores estão com um pé para investir no exterior, como o mercado norte-americano. Segundo a pesquisa, 70,5% dos investidores enxergam um cenário negativo para os Estados Unidos.

Com um ambiente propício para o investimento em renda variável no Brasil, os profissionais destacam os papéis nos setores de utilities, consumo/varejo e grandes bancos. Dentre as empresas deste grupo, se encaixa o perfil da Eletrobras, principalmente após a desestatização.

Inspirado nos resultados da pesquisa, o portal EuQueroInvestir fez um compilado das principais informações sobre a Eletrobras para entender os motivos dela ser a preferida entre os gestores.

Privatização da Eletrobras (ELET6) pode impulsionar as ações

A privatização da Eletrobras foi concluída no dia 14 de junho. A desestatização da companhia elétrica provocou uma onda de otimismo. Diante disso, o banco BTG Pactual (BPAC11) retomou a cobertura da empresa e até recomendou a compra dos papéis, com um preço-alvo de R$ 62. 

Nesta terça-feira (20), o ativo está cotado a R$ 45,12. Com isso, a ação tem um potencial de valorização de 27,22% até meados de 2023. Em 2022, a Eletrobras já avançou 40,47%.

Gráfico de linhas das ações da Eletrobras (ELET6) em 2022
Google Finanças

Segundo os analistas do banco de investimentos, a justificativa da recomendação da compra dessas ações é a possibilidade de crescimento da empresa. Haja vista que o BTG destaca que a empresa de energia foi privatizada com sucesso. Diante disso, ela conseguiu uma arrecadação de R$ 33,7 bilhões por meio da oferta de ações. 

Essa operação reduziu a participação do Estado na Eletrobras de 69% para 40%, embora ele ainda tenha o golden share em suas mãos. Este movimento é uma ação especial que dá direito de veto em questões consideradas estratégicas, ainda que a União não seja majoritária.

Em live para o canal do Youtube Eu Quero Investir, Juliano Custódio, CEO da EQI Investimentos, comentou que a Eletrobras tem um grande potencial para crescer em virtude da relevância da empresa no cenário nacional. 

Para Custódio, a Eletrobras, enquanto estatal e ineficiente, tinha um dividend yield de 3,6%, o que era considerado por ele com um bom número. “Imagina o ganho de eficiência com a desestatização”, salientou o executivo sobre se vale a pena comprar Eletrobras.

Assim, a Eletrobras pode finalmente se libertar das ineficiências de operar como uma empresa estatal e começar a ser administrada mais como seus pares privados (e mais eficientes) de transmissão e geração”, diz trecho do relatório do BTG Pactual sobre a gigante do setor elétrico. 

Nossa visão é apoiada por um valuation atrativo – a Eletrobras negocia com uma TIR real de 13,5% (6,4x EV/EBITDA para 2023), tornando-a um dos nomes mais baratos sob nossa cobertura, significativo potencial de corte de custos, upside na gestão de passivos/créditos tributários, e a reprecificação de seu portfólio hidrelétrico”, relata outro trecho do relatório.

Espaço para crescer

Pelo tamanho da Eletrobras, o BTG reconhece os esforços da companhia para simplificar a estrutura de capital da empresa, a maximização da eficiência e a redução da alavancagem para níveis mais sustentáveis nos últimos seis anos. 

O CEO da EQI Investimentos também destacou esse processo de “arrumação da casa” feito Eletrobras, mas alerta que isso precisa de tempo. Segundo Custódio, vale a pena esperar esse movimento. Para justificar a paciência neste ativo, ele cita o exemplo de outras ex-estatais, como a CSN (CSNA3), que tem uma boa performance operacional e se tornou mais eficiente.

Em contrapartida, apesar disso tudo, o BTG explica que há um teto para o quanto pode ser feito em uma estatal, em que fica evidente quando se comparam com os níveis de eficiência da Eletrobras com os de seus pares privados. 

Para Juliano, com a Eletrobras privatizada, ela pode ter uma importância semelhante ao que tem hoje a Engie (EGIE3) no mercado, quando comparada com seus pares. “Pode até ser maior então acredito que dominará bem o mercado”, arrematou ele.

Eletrobras faz parte do grupo de empresas perenes

A Eletrobras é uma empresa classificada no grupo de companhias perenes. Elas são consideradas mais estáveis, uma vez que a sua atividade é menos afetada em períodos de crise por ser essencial para a sociedade.

O setor elétrico é um deles. Haja vista que a demanda por esses serviços é inelástica, ou seja, elas são imprescindíveis para a sobrevivência e não sofrem com uma alteração no cenário macroeconômico.  

Diante deste cenário, o investimento em empresas na área de energia elétrica traz maior estabilidade para a carteira por ter menos oscilações. Ademais, as companhias dos setores perenes, de forma geral, têm lucros previsíveis e oferecem dividendos constantemente.

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